Quem é Arminio Fraga, que vai participar do Fed – 09/07/2026 – Economia

Quem é Arminio Fraga, que vai participar do Fed – 09/07/2026 – Economia



O economista Arminio Fraga Neto, 68, convocado para supervisionar uma das cinco forças-tarefa que o Fed (Federal Reserve) está criando para analisar as operações do BC americano, foi presidente do Banco Central do Brasil no segundo governo FHC, exercendo o cargo de 1999 a 2002. Antes, havia sido diretor da Área Externa do BC em 1991 e 1992.

No BC, sua gestão ficou associada à transição para o câmbio flutuante e à implantação do regime de metas de inflação, em 1999, em um período de instabilidade econômica e choques externos.

Fraga irá liderar, com Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra, e Peter R. Fisher, professor da Universidade de Washington, o grupo que analisará a comunicação do Fed sobre deliberações e decisões de política monetária em meio à incerteza.

Nascido em uma família de médicos, seguiu a carreira de economista estimulado pelos professores que reformularam o Departamento de Economia da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), no final dos anos 1970.

Fraga completou o mestrado na PUC-Rio em um ano e meio, e seguiu para o programa de doutorado na Universidade de Princeton, onde teve entre seus professores renomados economistas como John Taylor, William Branson, Peter Kenen, Alan Blinder, Joseph Stiglitz e Avinash Dixit.

Voltou ao Brasil como economista-chefe do Banco Garantia, e manteve, paralelamente, sua carreira acadêmica como professor da PUC-Rio e, posteriormente, da FGV EPGE (Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas).

Posteriormente, aceitou a proposta de lecionar na Wharton School, seguindo, depois de um ano, para o banco de investimentos Salomon Brothers, em Nova Iorque.

O economista é sócio fundador da Gávea Investimentos, empresa fundada por ele em agosto de 2003 e presidente do conselho do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde, fundado em 2019, ambos sediados no Rio de Janeiro.

Fraga recebeu seu Ph.D em Economia pela Universidade de Princeton em 1985.

Também exerceu os cargos de presidente do conselho da B3, diretor do Soros Fund Management e trustee da Princeton University (EUA), onde obteve seu Ph.D. em 1985.

Entre abril e janeiro de 2023, Arminio também foi colunista da Folha.

Assumiu a presidência do BC quando o país atravessava o processo de mudança do regime cambial. Em seu primeiro ano à frente da instituição, instituiu o regime de câmbio flutuante, o regime de metas para a inflação e as metas para superávit primário nas contas públicas –o chamado tripé macroeconômico.

Em entrevista à equipe do CPDOC/FGV (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getulio Vargas), no âmbito do Projeto Memória do Banco Central, em 2016, relatou a implantação dessas medidas em meio ao acordo fechado à época com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

“Introduzimos, como uma meta qualitativa, o sistema de metas para a inflação. Isso foi totalmente pioneiro. Também reduzimos o piso das reservas internacionais, dando um sinal claro para o mercado de que poderiam ser utilizadas, o que representava uma ameaça para o especulador. Basicamente, foram essas três as âncoras do acordo: metas para o saldo primário, sistema de metas para a inflação e redução do piso das reservas. Tudo refletia o nosso desenho de política macro, incorporado ao acordo. E tudo deu certo.”



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