Promessa do Governo para a Segurança Social “não vale nada” – Observador

Promessa do Governo para a Segurança Social “não vale nada” – Observador



O secretário-geral do PCP considerou esta quinta-feira que o compromisso do Governo de não reformar a Segurança Social durante esta legislatura “não vale nada” e defendeu que será a resposta dos trabalhadores que vai determinar se avança ou não.

“A palavra do Governo sobre o que é que vai avançar e não vai avançar, sobre se o Estado não está disponível para roubar, para assaltar o dinheiro do trabalho, a palavra do Governo a dizer que não vai fazer isso, depois de a chuva ter passado vale tanto como uma pedra de gelo ali no meio do palco 25 de Abril ao Sol. Não vale nada”, afirmou Paulo Raimundo.

O secretário-geral do PCP considerou que “o Governo mandou o barro à parede” com o estudo que foi conhecido na semana passada sobre a sustentabilidade do sistema de pensões e que, “se não houver muita conversa, procurará o que é que pode avançar”, mas “se houver muita resposta, se calhar vai ter medo, receio de avançar”.

“O que depende não é a palavra do Governo, o que depende é a resposta que é preciso dar e que nós estamos a dar, nós, o PCP e os trabalhadores estamos a dar. Isso é que vai determinar se o Governo avança ou não avança”, defendeu.

O secretário-geral comunista falava aos jornalistas depois de uma visita ao local onde vai decorrer a Festa do Avante!, nos dias 4, 5 e 6 de setembro, para acompanhar a preparação do espaço.

Paulo Raimundo classificou esse estudo comouma golpada”, afirmando que “não foi estudar para tirar conclusões, foi, depois das conclusões tiradas, faz um estudo para argumentar as conclusões, e é por isso que fazem essa manobra, essa golpada, de juntar a Caixa Geral de Aposentações com a Segurança Social”.

O comunista adiantou igualmente que o PCP “não tem ilusões” quanto ao próximo Orçamento do Estado mas não vai deixar de apresentar propostas com vista ao “aumento das reformas e das pensões, para o aumento dos salários, do salário mínimo e do salário da administração pública”.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, rejeitou esta quinta qualquer alteração à Segurança Social nesta legislatura e apelou ao sentido de responsabilidade da oposição, criticando a “falsidade e demagogia” sobre este assunto, que considerou fechado.

“O assunto não está aberto, esse assunto para esta legislatura está fechado”, afirmou Luís Montenegro, em declarações à Lusa à margem de uma visita ao aeroporto de Lisboa.

O primeiro-ministro só admite discutir o assunto no futuro, em próximas legislaturas, e defendeu que “ninguém deve querer procurar ter ganhos políticos de conjuntura numa matéria para décadas”.





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