Megaprojeto de R$ 6,8 bilhões para facilitar a vida dos brasileiros: o primeiro túnel imerso da América Latina será instalado no fundo do canal entre Santos e Guarujá


Entre duas cidades separadas por um canal portuário, uma travessia curta pode virar um percurso longo quando balsas, filas e acessos rodoviários entram no caminho. O túnel imerso Santos-Guarujá foi contratado para criar uma ligação fixa entre as margens e atender carros, transporte público, pedestres e ciclistas sem bloquear a navegação do maior porto do país.

Como será o túnel entre Santos e Guarujá?

O projeto prevê uma ligação de aproximadamente 1,5 km entre Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. Desse total, cerca de 870 metros ficarão imersos sob o canal portuário.

O Programa de Parcerias de Investimentos de São Paulo registra investimento estimado em R$ 6,8 bilhões. A estrutura terá 3 faixas por sentido, espaço adaptável ao VLT, passagem para pedestres, ciclovia e galeria de serviços.

Megaprojeto brasileiro de R$ 6,8 bilhões: primeiro túnel imerso da América Latina será instalado no fundo do canal entre Santos e Guarujá
Megaprojeto brasileiro de R$ 6,8 bilhões: primeiro túnel imerso da América Latina será instalado no fundo do canal entre Santos e Guarujá

Por que a obra será instalada no fundo do canal?

A técnica escolhida permite criar uma ligação fixa sem construir uma ponte sobre a entrada marítima do Porto de Santos. Grandes módulos de concreto serão fabricados fora do canal, levados até o ponto de instalação e afundados em uma vala preparada no leito.

O Ministério de Portos e Aeroportos classifica o empreendimento como o primeiro túnel imerso da América Latina. Os principais números ajudam a mostrar a escala do projeto:

1

R$ 6,8 bilhões
É o investimento estimado no sistema completo de interligação.

2

1,5 km de extensão
É o comprimento total previsto entre os acessos das duas cidades.

3

870 metros imersos
Esse trecho ficará instalado sob o canal portuário.

4

6 faixas viárias
Serão 3 faixas em cada sentido, além dos espaços para outros modos de transporte.

O que deve mudar na rotina de quem cruza o canal?

A principal mudança será criar uma passagem contínua entre as duas margens. Hoje, quem cruza diretamente depende das balsas e de embarcações menores, enquanto parte dos veículos precisa contornar o estuário por terra.

O portal oficial do Túnel Santos-Guarujá estima que a travessia poderá cair de cerca de 50 minutos para menos de 5 minutos. O projeto também prevê cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos.

  • Carros e caminhões: terão uma ligação fixa entre as duas cidades.
  • Transporte coletivo: uma faixa poderá ser adaptada ao VLT.
  • Pedestres: terão passagem própria dentro da estrutura.
  • Ciclistas: o projeto inclui ciclovia na travessia.

Em que fase está o megaprojeto em 2026?

Em 2026, o empreendimento está na fase de projetos, estudos, licenciamentos e preparação das áreas. O contrato da parceria público-privada foi assinado em 28 de janeiro de 2026 com o grupo português Mota-Engil.

A Secretaria de Parcerias em Investimentos de São Paulo publicou em 10 de julho de 2026 o cronograma atualizado das próximas fases:

2026

Projetos e preparação
Estudos, projetos executivos, áreas e licenciamentos avançam nesta etapa.

2027

Canteiros e doca seca
Estão previstas mobilização dos canteiros e dragagens preliminares.

2028

Fabricação dos módulos
Os grandes elementos pré-moldados de concreto deverão ser produzidos nesta fase.

2029

Imersão e montagem
É quando os módulos deverão ser instalados no fundo do canal.

2031

Operação comercial
O início da operação está previsto para depois dos sistemas e testes finais.

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Quem vai construir e operar o túnel?

O grupo português Mota-Engil venceu o leilão realizado em 5 de setembro de 2025 e assumiu a concessão para construir, operar e manter a ligação. O prazo contratual é de 30 anos.

O projeto combina recursos públicos e investimento privado. A União e o Governo de São Paulo participam dos aportes, enquanto a concessionária executa o empreendimento e a Artesp acompanha o contrato.

A parte mais visível da engenharia ainda está por vir. Primeiro avançam projetos, licenças e canteiros; depois começam a fabricação e a imersão dos módulos. Quando a ligação entrar em operação, Santos e Guarujá terão uma nova passagem sob um canal que hoje separa duas áreas urbanas vizinhas.





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