Líder budista detido por desvio de 2,4 milhões de euros – Observador

O líder de um importante templo budista na Tailândia foi detido esta sexta-feira por suspeitas de ter desviado 2,8 milhões de dólares (cerca de 2,4 milhões de euros) destinados ao mosteiro que dirigia. As autoridades também detiveram uma mulher alegadamente envolvida na conversão e ocultação do dinheiro, com quem Phra Wachirayan Wi terá mantido uma relação e sido filmado a ter relações sexuais.
Com 66 anos, Phra Wachirayan Wi é abade do templo Wat Phutthaisawan, um complexo do século XIV localizado em Ayutthaya, a antiga capital da Tailândia, com seguidores que incluem funcionários do governo, empresários, polícias e militares. Segundo a polícia local, entre os crimes de que o monge budista é acusado estão peculato e branqueamento de capitais, relatou o The Guardian.
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Apesar de os monges budistas fazerem voto de celibato, o abade foi apanhado em imagens de câmaras de videovigilância a ter relações sexuais com a mulher detida. As gravações, captadas na casa de Wachirayan Wi, foram amplamente divulgadas pelos meios de comunicação social tailandeses.
A investigação começou em meados de julho, depois de a polícia receber uma denúncia anónima sobre alegada má conduta e utilização indevida dos fundos do templo. De acordo com o jornal britânico, a polícia afirmou que foram identificadas duas fontes de financiamento associadas a recibos de donativos emitidos em nome do templo.
“Mas nenhum do dinheiro proveniente das duas fontes entrou na conta do templo — nem um único baht [moeda tailandesa]”, afirmaram as autoridades numa conferência de imprensa esta sexta-feira. Segundo os investigadores, cerca de 2,3 milhões de euros foram doados para obras de renovação do templo, enquanto outros 2,4 milhões de euros se destinavam à compra de amuletos budistas e outros objetos sagrados.
Entretanto, a polícia afirmou ter apreendido bens avaliados em cerca de 5,6 milhões de euros, incluindo 16 quilogramas de barras de ouro, joias e 28 títulos de propriedade de terrenos. As autoridades estão agora a investigar quais destes bens pertencem ao abade e quais são propriedade do templo.
“Vamos alargar a investigação para identificar outras pessoas envolvidas e restaurar a confiança pública no budismo”, disse Nattasak Chaowanasai, comissário do Departamento Central de Investigação da Tailândia, citado pelo The Guardian.
