Incêndio em Almería estabilizado após consumir sete mil hectares
Este incêndio tornou-se o pior da história da Andaluzia, tendo provocado 12 mortos. As equipas do Plano INFOCA ((Plano de Emergência contra Incêndios Florestais) do Governo Regional da Andaluzia e da Unidade Militar de Emergência (UME) continuaram a trabalhar durante toda a noite para extinguir focos de incêndio, assegurar o perímetro e localizar pontos críticos com o auxílio de drones.
As mil pessoas que foram retiradas das suas habitações vão começar a regressar gradualmente.
O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, visitará a zona atingida pelo incêndio na segunda-feira.
A região é o lar de muitos estrangeiros, sobretudo cidadãos britânicos, e os destroços carbonizados de carros presos pelas chamas, que avançaram a velocidades de até 100 metros por minuto, ainda podem ser vistos nas estradas.Para já, as autoridades mantêm o número de mortos em 12, todos vítimas das chamas enquanto tentavam fugir. Muitas das vítimas eram estrangeiras, e as autoridades continuam cautelosas quanto ao número de desaparecidos até que as autópsias e a identificação dos corpos recuperados estejam concluídas.
O processo de identificação das vítimas é complicado porque “recolher amostras das famílias é complexo, uma vez que são provenientes do estrangeiro”, afirmou o Centro de Integração de Dados de Espanha em comunicado de imprensa.
A Guarda Civil vai realizar outra verificação este domingo para garantir que não há potenciais vítimas que ainda não tenham sido localizadas.
Os guardas “entraram em mais de 250 casas para verificar se não havia ninguém lá dentro e agora vão fazer esta varredura final para garantir que não há mais ninguém”, disse a Secretária-Geral da Proteção Civil, Virginia Barcones, à televisão pública espanhola.
c/agências
