Efeito Flávio: EUA confirmam novas tarifas sobre produtos brasileiros
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- O governo dos EUA, sob Donald Trump, anunciou nesta quarta‑feira (15) a aplicação de tarifa de 25 % sobre produtos importados do Brasil.
- A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana, visa supostas práticas brasileiras consideradas desleais em comércio digital, pagamentos eletrônicos, propriedade intelectual, etanol e meio ambiente.
- A lista preliminar inclui mais de 4 mil itens – como açúcar, etanol, ferro‑gusa e tabaco – representando cerca de US$ 15 bilhões em exportações anuais brasileiras.
- Café, carne bovina e peças de aeronaves foram excluídos da tarifa; a relação definitiva será publicada nas próximas horas no Federal Register, equivalente ao Diário Oficial dos EUA.
O governo de Donald Trump confirmou nesta quarta-feira (15) que aplicará uma nova tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil. A relação definitiva das mercadorias atingidas deverá ser publicada nas próximas horas no Federal Register, o equivalente ao Diário Oficial dos Estados Unidos.
O anúncio foi feito pelo representante comercial americano, Jamieson Greer, após a conclusão de uma investigação sobre políticas brasileiras consideradas prejudiciais às empresas dos EUA. A lista de exceções ainda não foi divulgada pelo governo norte-americano
Mesmo após confirmar a nova cobrança, Jamieson Greer sinalizou que os Estados Unidos ainda veem espaço para uma negociação com o Brasil.
Mesmo que o comércio entre os dois países seja superavitário para os norte-americanos, segundo Greer, Washington cobra tratamento equivalente ao oferecido pelo governo brasileiro a outros parceiros comerciais. Entre os pontos citados estão as regras para a entrada do etanol americano e os benefícios concedidos em acordos preferenciais.
Greer afirmou que a posição dos EUA já foi apresentada de forma clara e que o país espera maior reciprocidade nas relações comerciais.
Segundo a Reuters, a medida pode atingir mais de 4 mil produtos e cerca de US$ 15 bilhões em exportações anuais brasileiras. Entre os itens que podem ser alcançados estão açúcar, etanol, ferro-gusa e tabaco. Café, carne bovina e peças de aeronaves aparecem entre os produtos que devem permanecer isentos.
A sobretaxa foi preparada com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana, mecanismo que permite a adoção de medidas contra práticas classificadas por Washington como desleais.
O governo Trump acusa o Brasil de criar obstáculos em áreas como comércio digital, sistemas eletrônicos de pagamento, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e políticas ambientais. O Pix também foi incluído entre os pontos questionados pela investigação americana.
O processo começou em julho de 2025 e passou por consultas públicas e uma audiência realizada em julho deste ano. Representantes de setores americanos chegaram a pedir a preservação de algumas isenções, alegando que determinados produtos brasileiros são importantes para a própria economia dos Estados Unidos.
Autoridades brasileiras afirmam que algumas das exigências de Washington não poderiam ser atendidas sem violar regras comerciais do país. O governo Lula poderá adotar medidas de reciprocidade depois de avaliar a lista final e o impacto das tarifa
