Brasil amplia defesa militar e lidera a América Latina ao subir no ranking mundial em 2026
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- Em 2026, o Brasil ficou em 11º lugar no ranking Global Firepower, que avalia 145 países.
- O índice de poder militar brasileiro foi 0,2374, superando Alemanha, Israel e Irã.
- A Argentina, segunda da América do Sul, ocupou a 32ª posição, com índice 0,5983.
- O avanço reflete a estratégia de ampliar a autonomia tecnológica e a produção nacional de equipamentos militares.
A capacidade de produzir equipamentos militares no próprio território ganhou peso na estratégia brasileira de defesa. Em 2026, o país aparece na 11ª posição entre 145 nações avaliadas pelo Global Firepower, levantamento privado que compara o potencial convencional de forças terrestres, aéreas e navais.
Com índice de 0,2374, no qual resultados mais próximos de zero indicam maior capacidade estimada, o Brasil ficou à frente de Alemanha, Israel e Irã. Também liderou a lista sul-americana. A Argentina, segunda colocada na região, ocupa o 32º lugar mundial, com índice de 0,5983.
A posição não depende apenas do número de militares ou do volume de armas. O levantamento considera fatores como logística, recursos financeiros, geografia, equipamentos disponíveis e capacidade de mobilização. A metodologia mede potencial de guerra convencional e não representa uma conclusão oficial sobre qual país venceria um conflito.
Um dos pilares da estratégia brasileira é ampliar a autonomia tecnológica. O programa Gripen, desenvolvido em parceria com a sueca Saab, prevê transferência de conhecimento e participação da indústria nacional. Em 2026, caças F-39 e o KC-390 Millennium foram enviados ao Chile para o exercício multinacional Salitre.
No mar, o principal projeto é o submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto, ainda em construção no âmbito do Prosub. A Marinha trabalha com previsão de lançamento até 2028, portanto a embarcação ainda não integra a frota operacional brasileira.
A política defendida pelo governo Lula associa esses investimentos à proteção das fronteiras, do espaço aéreo, das rotas marítimas e dos recursos naturais. O argumento é que soberania também exige domínio tecnológico, capacidade industrial e menor dependência de fornecedores estrangeiros.
Além do efeito militar, projetos como o Gripen, o KC-390 e o programa de submarinos mobilizam empresas, centros de pesquisa e profissionais especializados. O avanço no ranking, portanto, reflete não apenas o tamanho das Forças Armadas, mas a tentativa de consolidar uma indústria de defesa capaz de desenvolver, fabricar e manter seus próprios sistemas.
*Com informações de Global Firepower
