Andarão os partidos a “triturar” ministros pelos exames? – Observador

Andarão os partidos a “triturar” ministros pelos exames? – Observador



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Este é o Som do Youven Sorê das manhãs 360, que também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. Carla, esta quarta-feira estão conosco a Filomena Martins, o José Manuel Fernandes e também o Luís Rosa.

Ainda falta água em Almada, há uma debandada no bloco e há declarações fresquinhas do primeiro-ministro ontem à noite sobre os exames nacionais, Bruno.

Pois é, Luís Montenegro ontem disse aquilo que Fernando Alexandre neste momento não pode dizer ou não deve dizer. Ou seja, Fernando Alexandre, enquanto ministro da Educação, responsável por todo este processo, neste momento não pode disparar para os lados e sacar culpas a outros intervenientes no processo. Não pode fazer, não deve fazer. Deve reconhecer as responsabilidades do seu ministério, daquilo que correu mal em todo o processo, em ter avançado para o processo de digitalização. Provavelmente, não tendo em conta a complexidade do processo, apesar do teste feito no ano passado com o exame de Filosofia, estamos a falar de um universo totalmente diferente. Passamos de 20 mil exames para 300 mil exames. E é verdade que o governo, qualquer governo, sobretudo na área da educação, tem de estar preparado para resistências. E estando preparado para essas resistências, não pode ficar surpreendido com alguns problemas que surgem quando se está a falar de um universo de correção de 300 mil exames. E Fernando Alexandre, neste momento, de facto não pode, como chegou a fazer em algumas entrevistas que deu, falar aqui nas resistências e a resistência à mudança. Não pode, não deve fazer. Já o primeiro-ministro tem maior liberdade para sublinhar, apesar de ter reconhecido também os problemas do processo de correção dos exames e as falhas, não só a nível técnico, mas também falhas políticas, porque estamos aqui a falar de uma responsabilidade que é acima de tudo política. Apesar de o ter feito, sublinhou aqui algumas resistências que existem dentro da classe profissional dos professores e que nós temos visto em muitas reações de professores que vêm pegar em casos isolados e fazer dessa árvore a floresta, dar a impressão de que existe um caos que não acontece só na educação. Nós vemos como, por exemplo, muitas vezes as célebres comissões de utentes dos hospitais aparecem em determinados momentos, não são comissões de utentes, são os braços políticos de alguns partidos que intervêm politicamente nessas ocasiões. E é isso que nós estamos a ver agora também com algumas intervenções de estruturas pela defesa da escola pública e associações de professores ou grupos de professores, muitas vezes nas redes sociais, que, na verdade, estão ao serviço do partido. Sempre foi assim e na educação é particularmente assim, não só na educação, também na saúde, mas na educação é particularmente forte essa intervenção e essa influência de alguns partidos políticos, e não estou a falar apenas da esquerda, também do Chega. É forte a influência dos partidos nessas plataformas. E cria-se uma ideia de um caos que, não querendo passar por cima dos problemas reais que existem, acho que acaba por empolar esses problemas. E foi em relação a isso que ontem Luís Montenegro se referiu, dizendo que está com o ministro nesta transformação, nesta aposta na digitalização, que acredita que a maior parte dos professores está também com este processo, acompanha o governo neste processo, acompanha a necessidade de se avançar para o processo de digitalização, mas não esquecendo, de facto, há aqui resistências dentro da classe profissional dos professores a mudanças. E é uma resistência que nós já temos visto em outros governos, governos de esquerda, governos do PS, que têm triturado ministro atrás de ministro, seja em que tema for. Já vimos na questão das avaliações, na colocação de professores, enfim, numa série de temas, e agora o tema são os exames nacionais. É verdade que tem havido falhas, há uma responsabilidade do ministério. Provavelmente, houve alguma imprudência na forma como se avançou. Conhecendo o ministro, o terreno minado que está a pisar, não pode avançar com estes processos sem ter salvaguardas, sem ter a certeza de que existem os meios para que o processo decorra sem problemas. E aí, provavelmente, há uma falha de ingenuidade, até por parte do ministro. Mas a verdade é que estas resistências existem e falar delas não é para-

E o primeiro-ministro pode falar delas neste momento concreto.

Eu acho que o primeiro-ministro tem mais liberdade, neste caso, do que Fernando Alexandre. Se Fernando Alexandre, como já veio fazer, se centrar neste momento em que é preciso resolver o problema, se começar a centrar na atribuição de culpas a outros atores do processo, eu acho que-

Perde o foco.

O primeiro-ministro pode, por uma visão mais distanciada, pode e deve fazer essas ressalvas.

Luís.

Não, era só pra dizer uma coisa. Ontem eu fiquei impressionado, tem a ver com uma coisa que o Bruno acabou de dizer. Estou ligado, vi um clipe da SIC Notícias de um professor chamado Tiago Castelhano. Foi à antena da SIC fazer um comício. Apresentou-se como professor classificador. Eu não vi a intervenção toda, porque eu não sei se ele fez o seu registro de interesses. Quer dizer, aquilo é militante do Bloco de Esquerda. Foi candidato, pelo menos um órgão, deve ter sido candidato mais vezes, candidato às eleições das Águas Livres pelo Bloco de Esquerda. É militante e ativista do Bloco de Esquerda há muitos anos

Não sei se ele fez esse registo de interesses, mas devia, porque quem estava ali a falar não era um professor, era um militante do Bloco de Esquerda que era demissão do Ministro da Educação.

Mas é precisamente sobre esses casos que depois aparecem como representantes de toda a classe profissional e não são. Eu peço imensa desculpa, pode haver problemas e certamente que há, e os professores também têm relatado esses problemas. Mas essas vozes claramente não são independentes, estão ao serviço de partidos, têm objetivos políticos muito concretos e depois falam como se fossem representantes de toda uma classe profissional, quando não são.

É como ouvir os dirigentes da FENPROF. Quantos deles são dirigentes do PCP, por exemplo, a esmagadora maioria ou a maior parte?

O problema é encontrar alguém que possa representar toda uma classe profissional.

Mas estes estão muito motivados para o fazer, obviamente.

Os sindicatos perdem credibilidade precisamente devido a esse conflito de interesses entre partidos e sindicatos.

José Manuel.

Não, eu queria só acrescentar uma coisa. Vou ser franco, eu tenho tido dificuldade em perceber toda a dimensão deste tema. Mas há uma coisa que me parece também que nós às vezes temos a aprender com isto, que é: eu ontem fiquei surpreendido com a posição da Iniciativa Liberal de achar que tinha que se adiar o debate do Estado da Nação enquanto não finalizar a saga dos exames, que em princípio, ou acaba sexta, ou então a coisa complica-se, como todos sabemos. E o debate do Estado da Nação é amanhã, na quinta. Ora, o país é pesado todo, não é só isto. Quer dizer, achar que um debate importante como o do Estado da Nação se resume a um tema que sendo muito relevante, não é tudo no país, só se quisesse transformar isso, todo o Estado da Nação na crucificação de Fernando Alexandre ou na metáfora sobre a ineficácia da máquina pública ou alguma coisa desse gênero, mas não me parece sequer que seja o melhor caminho, sabendo nós que este ano, para todos os efeitos, foi um ano muito importante para aquilo que foi a atividade do último ano do governo e do Parlamento, porque o Estado da Nação também é o Parlamento, sobretudo quando o governo não tem maioria. E centrar tudo isso numa coisa que se calhar no dia seguinte acabou, parece-me claramente a Iniciativa Liberal a juntar-se àqueles que agora foram referidos, os militantes, designadamente do CHEGA, do Bloco e do PCP, que nos fóruns e nas redes sociais, eu não sei até que ponto é que eles empolam a situação, porque não sei até que ponto é que nós estamos a ter noção da sua dimensão. Que há um problema, há, não há dúvida nenhuma. A dimensão do problema, se calhar, só percebemos na próxima sexta-feira. Mas ver também a Iniciativa Liberal alinhar neste foguetório, achar que todo o país se resume aos exames, numa altura em que, para todos os efeitos, há outros temas no Estado da Nação, pareceu-me deprimente, se quer que lhe diga.

Bom, vamos à primeira nota. Bruno, com toda esta discussão, ainda dá a primeira nota para o primeiro-ministro.

Sim, eu vou dar ao primeiro-ministro. Deixa-me só relembrar aqui uma frase de ontem de Luís Montenegro, em Palmela, em que ele dizia que a acusação de falta de empatia por parte do governo em relação às famílias, em relação a toda a comunidade escolar é infantil. E de facto, é uma acusação que já cansa, a propósito de tudo e nada, falta de empatia, nós já sabemos que os governos de direita são todos compostos de psicopatas que odeiam a sociedade no geral.

Malfeitores.

Sim, eu acho que foi uma resposta e pôr o dedo na ferida nesta questão de algumas forças de resistência dentro da classe profissional, acho que foi um ato de coragem de Luís Montenegro, que provavelmente não será muito popular dentro dessa classe profissional, mas eu acho que foi justo aquilo que o primeiro-ministro disse e por isso dou-lhe um 13.

Um 13 para Luís Montenegro. Vamos olhar para o Bloco de Esquerda, Filomena. Ontem também foi um dia importante para o partido, porque saíram 60 militantes. Um sinal de fragilidade ou é a casa a arrumar-se?

Carla, o que eu posso dizer? Por essas notícias, parece que o Bloco de Esquerda entrou agora em crise. Sessenta militantes anunciaram a saída, entre eles estão fundadores, antigos deputados, figuras históricas como Mário Tome e Pedro Soares. É uma notícia importante, de facto, merece atenção, mas é apenas a crise que chegou agora a alguns que têm estado menos atentos, porque a verdadeira crise começou há muito tempo, começou nas urnas. E é extraordinário que a saída de 60 militantes esteja a provocar mais impacto político e mediático que a saída de centenas de milhares de eleitores que abandonaram o Bloco ao longo dos últimos anos. Em 2019, o Bloco elegeu 19 deputados e teve cerca de meio milhão de votos. Em 2022, perdeu mais de metade desse eleitorado, caiu para cerca de 245 mil votos e ficou reduzido a cinco deputados. Em 2024, recuperou ligeiramente de 282 mil votos, mas manteve os cinco deputados. E em 2025, sofreu a maior derrota da sua história. Tem pouco mais de 125 mil votos e apenas um deputado. Ou seja, muito antes de perder 60 militantes, o Bloco já tinha perdido cerca de 430 mil eleitores e 18 dos 19 deputados que chegou a ter. Eu acho que essa sim, foi a verdadeira debandada, e talvez seja esta a história que merece ser contada. Para a compreender, é preciso, de facto, voltar ao princípio, sobretudo para os mais novos perceberem o que foi, afinal, o Bloco de Esquerda. O Bloco nasceu Em 99, da união de três correntes muito diferentes da esquerda portuguesa, a UDP, o PSR, o Política XXI. E essa diversidade fez de alguma forma a sua força, apesar de ter sempre havido estas três correntes lá dentro que às vezes se engalfinhavam. Havia o Mário Tomé, militar da PNL na UDP, o Francisco Louçã no PSR, na Política XXI destacava-se o Miguel Portas, o Fernando Rosas, outros antigos militantes comunistas independentes que procuravam construir uma esquerda diferente. Então o Miguel Portas notava-se bastante por ser um homem de cultura profundamente europeu, cosmopolita, aberto aos movimentos sociais, a estas novas causas da esquerda democrática. Deram-lhe forças, a estratégia resultou durante uns tempos, e com Francisco Louçã o partido cresceu até aos tais 500 e tal mil votos. E foi também o tempo em que o Bloco marcou profundamente a agenda política com as chamadas causas fraturantes, a interrupção voluntária da gravidez, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, combate à discriminação, uma nova agenda de direitos e liberdades. Com Catarina Martins também chegou ao máximo da sua representação parlamentar, os tais 19 deputados em 2015 e depois em 2019. Mas foi o tempo da geringonça, o Bloco deixou de ser apenas um partido de protesto e passou a influenciar diretamente a governação. E foi aí que começaram a surgir as fraturas internas que hoje rebentam à superfície. Os militantes que agora abandonam o partido acusam a direção de ter transformado aquele acordo parlamentar circunstancial numa estratégia permanente de aproximação ao PS e de ter perdido autonomia política. E acham que a concentração de poder está na direção, que as vozes críticas são afastadas, que há uma ausência de autocrítica, e por exemplo, que há posições eleitorais como os temas da guerra da Ucrânia, que são tomadas apenas por alguns. E a direção responde que estas divergências são antigas, lembra que muitos desses militantes discordavam precisamente do apoio do Bloco ao povo ucraniano. Mas se calhar a explicação é mais profunda, é mais do declínio eleitoral que tem havido, destas várias esquerdas juntas, a revolucionária, a libertária, a ecologista, a feminista, dos movimentos sociais.

É um sinal dos tempos e de mudança de eleitorado.

É um sinal dos tempos e também se calhar um aviso de que a história recente da esquerda portuguesa mostra que sempre que um partido de protesto passa a ser visto como parceiro preferencial de um governo socialista, corre o risco de perder a sua identidade.

É o abraço do urso.

Acho que foi o que muitos eleitores sentiram em relação ao Bloco depois da geringonça. Governar aproxima um partido do poder e por vezes afasta precisamente aqueles que o procuravam como força de contestação. E acho que essa é a principal lição destes 60 militantes.

Qual é a tua nota, Joana, acelerando?

Acelerando, acho que a crise do Bloco vem do Bloco mesmo, e portanto pro Bloco, mesmo que fique e não para os que saem, vai um dois simpático. Não podia ser um 60.

Não podia ser um 60. É de facto mais um sinal da crise do Bloco, José Manuel?

É um sinal, sobretudo, da crise deste tipo de organizações. O Bloco tinha, de alguma forma, uma contradição inicial que foi soprando ao longo de muito tempo. E essa contradição inicial tem a ver com aquilo que é a tensão entre um grupo de militantes históricos com uma forte carga ideológica e portanto nem sempre coincidente. Havia uns que vinham do maoismo, outros que vinham do trotskismo, outros que vinham do PCP, designadamente, do comunismo mais clássico, e uma base eleitoral de nova esquerda, esquerda mais cultural do que propriamente ideológica. E essa composição desfez quando o sucesso eleitoral desapareceu. Não havendo sucesso eleitoral, regressam as ideologias mais puras e duras. Eu acho que isso é um pouquinho o que está a acontecer agora. Isto também é um sinal de que, por exemplo, um outro partido que de alguma forma nasce a partir do Bloco, que é o LIVRE, não está livre de seguir um caminho semelhante.

O tal risco de aproximação ao PS.

Exatamente. Se tornar um partido satélite do PS e a partir desse momento ficar empeiçado, enfeitiçado com a hipótese de ter ministros, que é uma coisa que tocou primeiro o Bloco e agora toca o LIVRE, e haver ali uma contradição entre aquilo que é uma cultura de protesto, que é uma cultura das suas bases ativistas, face a uma cultura de governação, que é um tipo de atuação muito diferente desta. E isto separa estes partidos que estão numa mesma área ideológica de um PCP que pelas suas raízes históricas e pela sua própria composição social, não é tanto um partido de protesto, é um partido de militantes anticapitalistas de outra era, com uma base ideológica diferente. E eu acho que isto é sempre um risco para isso. E aquilo que no fundo este grupo de 60 quer é um regresso às velhas referências pré-1999 e pré o famoso almoço do Mário Tomé com o Fernando Rosas Para tentar juntar uma área política que separada não conseguia eleger deputados, nem sequer o deputado Lucena, só o conseguiu quando juntou votos.

Há muita história no Bloco, ainda assim, um partido um bocadinho mais recente que alguns dos outros.

Algumas destas pessoas, nós olhamos para os nomes e percebemos que elas vêm muito atrás.

Exatamente. José Manuel, a tua nota, muito rapidamente. Estamos mesmo em cima do tempo.

A minha nota posso acompanhar a Joana.

O dois.

Dou dois.

O dois. Luís, queres dar nota à ministra do Ambiente a propósito do problema da falta de água em Almada?

Sim, sobre a questão de Almada, confesso que já tenho mais de uma semana, mas é a primeira vez que eu falo sobre o assunto, tenho falado sobre outras coisas, mas eu confesso que sempre que ouvi Inês de Medeiros a pedir ante a Câmara de Almada, as várias explicações que ela deu a explicar o inexplicável, eu fiquei quase sempre estupefacto. E não preciso só referir aquele episódio de ataque de nervos contra a comunicação social que ficou viral nas redes sociais. Inês de Medeiros que vai no seu terceiro mandato, que é um pormenor muito relevante, tentou explicar a falta de água nas torneiras dos almadenses com praticamente tudo: aumento de população, falta de furos, problemas com o Seixal, problemas técnicos a retirar a água, a questão da construção civil, o simplex urbanístico, que é uma criação dos socialistas, dos governos de Sócrates e de Costa, e uma boa medida, refira-se. Enfim, o argumentário foi muito vasto, mas o que é certo é que Inês de Medeiros vai no seu terceiro mandato e não conseguiu assumir praticamente nenhuma responsabilidade. E na segunda-feira chegou a dizer que a falta de água em Almada foi muito empolada pelo governo, como se o governo tivesse manipulado aquela manifestação que vimos todas nas televisões, 1500 às 2000 pessoas, no meio a setores laranjinhas que lá estavam a protestar contra a falta de água. O problema de tudo isso, e a ministra do Ambiente veio recordar um pouco isso ontem, é que Almada foi o único concelho da margem sul sem água nas torneiras e que teve que tomar medidas desesperadas para repor reservas de água. E Graça de Carvalho recordou ontem dados que são factuais, que são dados de relatórios da entidade reguladora do setor, que diz claramente que Almada é o concelho que tem uma perda muito elevada, 35% de perdas nos condutos, que é muito mais elevado do que a média nacional, que é elevada, mas Almada é ainda mais elevada. Além do mais, a governante recordou também o péssimo relacionamento entre os municípios de Almada e de Seixal. Inês de Medeiros já vai no seu terceiro mandato, mas não consegue ter boas relações com concelhos vizinhos. E obviamente que há que recordar o seguinte, é que quem resolveu o problema, isso é claro para toda a gente, foi de facto Graça de Carvalho, porque sentou Almada e Seixal à mesa e tomou medidas que realmente resolveram o problema de forma imediata. Portanto, eu gostava de dar um 15 à Graça de Carvalho e aconselhar Inês de Medeiros a pensar em entregar-lhe as chaves da cidade, como Ana Abrunhosa, sua camarada socialista, fez em Coimbra, devido ao trabalho da ministra do Ambiente no combate às cheias do Mondego. Acho que era capaz de ser uma melhor ideia do que andar a responsabilizar o governo pelo empolamento da falta de água em Almada.

E por isso sai um 15 no final deste “E o Vencedor É”, que regressa mais logo na tarde política.

Às 18:10, numa versão alargada, esta quarta-feira, as notas vão ser dadas pela Judite França, pela Helena Garrido e pelo Nuno Gonçalo Poças.





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