Bolsonaro acumula restrições inexistentes na prisão de Lula

Bolsonaro acumula restrições inexistentes na prisão de Lula



A decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na prisão domiciliar, até a semana seguinte ao primeiro turno das eleições, realçou a diferença de tratamento em relação às condições da prisão, em 2018, do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado na época na Operação Lava Jato.

A suspensão da visita foi motivada pela divulgação, por Flávio, nas redes sociais, de uma carta em que Bolsonaro pedia mais apoio à pré-candidatura do filho. Para Moraes, foi um descumprimento da medida cautelar, imposta desde o ano passado, que proibiu Bolsonaro de se manifestar pelas redes e de usar “qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por intermédio de terceiros”.

Durante os 580 dias de prisão, entre 2018 e 2019, Lula se comunicou dezenas de vezes com o eleitorado e o público externo por meio de cartas, lidas por advogados, políticos e personalidades que o visitavam na cela especial em que ficou preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Vários interlocutores foram constituídos como advogados para ter mais acesso ao petista na cadeia, especialmente o ex-ministro Fernando Haddad, escolhido para sucedê-lo na corrida presidencial, além de outros caciques da campanha do PT.