22h. Irão anuncia suspensão de portagens em Ormuz – Observador

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vamos às notícias. Jornal das 10 com a Laura Figueiredo. Laura, o governo está a preparar uma reforma no Ministério da Saúde. O plano vai ser conhecido no próximo mês.
A informação foi avançada pelo Ministro da Reforma e do Estado e também pela Ministra da Saúde, à margem de uma iniciativa sobre inteligência artificial na saúde. O ministro Gonçalo Matias adiantou que as linhas mestras estão a ser ultimadas. No próximo mês, o plano vai ser revelado.
Serão anunciadas as linhas dessa reforma. É uma reforma que tem como objetivo a colaboração do Serviço Nacional de Saúde com os privados e, nessa colaboração, inclui-se naturalmente também a questão dos dados. A questão dos dados é muito importante, a questão da interoperabilidade, a garantia de que os dados estão disponíveis para todos. Nós hoje já temos no SNS 24 os meios complementares de diagnóstico, em larga medida disponíveis, mas é importante que esse alargamento também se dê aos privados e, portanto, nós consigamos constituir aqui uma capacidade de resposta à saúde entre o Serviço Nacional de Saúde e também os vários atores privados.
O ministro Gonçalo Matias, que explica ainda que a reforma que está em andamento no INEM está integrada também nesta transformação do Ministério da Saúde.
E a Ministra da Saúde garante que o SNS está a postos para o período de maior calor que se avizinha.
Ana Paula Martins assegura que o plano para o verão já está em marcha.
O plano de verão já está feito há algum tempo. A Direção-Geral de Saúde e a Direção Executiva da parte da saúde coordenam a resposta durante o verão, como aliás coordenam durante o inverno. O SNS 24 e o INEM têm aqui um papel também determinante, assim como todas as unidades locais de saúde e centros de saúde. Isto é muito complexo, como aqui ouviram.
Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esta tarde numa iniciativa sobre inteligência artificial na saúde, em Lisboa.
Nove membros do grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano foram hoje acusados do crime de terrorismo. Planeavam um atentado contra o primeiro-ministro.
Luís Montenegro era um dos alvos mencionados na lista deste grupo, a par de Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva e também António Costa. De acordo com a acusação do Ministério Público a que o Observador teve acesso, um dos elementos deste grupo chegou mesmo a conseguir a morada de Luís Montenegro em Lisboa e também a informação de que a PSP vigiava permanentemente a casa do primeiro-ministro. Nas conversas do grupo, os indivíduos ponderaram raptar Luís Montenegro, mas desistiram da ideia. O plano passou depois a ser disparar uma granada para o interior da casa do primeiro-ministro, através de uma janela. Além do crime de terrorismo, os nove neonazis do Movimento Armilar Lusitano estão ainda acusados de incitamento, recrutamento, posse de arma proibida e tráfico de armas.
A UGT não exclui uma nova greve geral se as alterações às leis laborais forem aprovadas no Parlamento.
Mário Mourão assistiu esta tarde, nas galerias do Parlamento, ao debate que terminou com a ideia de que o Chega deverá viabilizar a proposta de reforma laboral do Governo para avançar para a discussão na especialidade. Caso isso aconteça, o líder da UGT, Mário Mourão, diz que há espaço para novos protestos.
Vamos acompanhando e evoluindo, porque aquilo que foi hoje aqui discutido, amanhã se calhar podem ter outras opiniões. Alguns partidos que fizeram ali algumas declarações, já nos vêm habituando a isso. Portanto, vamos assistir com toda a serenidade. A UGT não vai desistir de lutar. A UGT vai continuar a lutar contra este pacote laboral. E não está excluída nenhuma forma de luta, incluindo uma greve geral.
Mário Mourão, líder da UGT, que avança ainda que a central sindical vai pedir reuniões com os vários grupos parlamentares. Já o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, juntou-se esta tarde aos trabalhadores no exterior do Parlamento. Em declarações aos jornalistas, garantiu que amanhã também vai marcar presença e deixou um apelo à responsabilidade de todas as bancadas parlamentares.
Do lado dos empresários, o presidente da Associação Empresarial do Minho defende a importância desta legislação.
Ramiro Brito considera que em Portugal se confunde proteção do trabalhador com proteção do posto de trabalho e, por isso, sublinha que a revisão da legislação laboral é crucial.
É de facto um sinal dos tempos quando nós vemos a UGT e os partidos políticos de extrema-direita a digladiarem-se por um território que, na minha opinião, não protege de todo os trabalhadores. Não protege os trabalhadores porque neste momento em Portugal continua-se a confundir proteção do trabalho com proteção do posto de trabalho ou proteção do trabalhador com proteção do posto de trabalho. O que protege verdadeiramente o trabalhador é a sua empregabilidade, é a dinâmica da economia e, portanto, a reforma é necessária, até lhe diria mais, até é curta.
Declarações do presidente da Associação Empresarial do Minho no Explicador da Tarde Política, onde marcou presença também o vice-presidente da UGT, José Abrão.
Na atualidade internacional, o Irão anunciou suspensão de portagens em Ormuz durante 60 dias e compromete-se com as operações de desminagem do estreito.
Informação avançada num comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, citado pela agência iraniana Tasnim. Os navios retidos no Golfo Pérsico voltaram hoje a navegar pelo estreito de Ormuz, mas apenas em duas vias. De acordo com a CBS News, a principal rota está ainda fechada e estima-se que terá cerca de 80 minas que precisam de ser retiradas. Entretanto, Steve Witkoff, negociador norte-americano, anunciou que Teerão terá convidado inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica para visitar as infraestruturas nucleares do país. Na análise, o especialista em relações internacionais, Orlando Sá Monjo, considera que, apesar do prometido pelo Irão no memorando de entendimento com os Estados Unidos, Teerão nunca vai desistir de desenvolver armamento nuclear.
Eles para já comprometem-se, e de uma maneira leve, a não desenvolver armas com alcance nuclear. Mas o que me parece é que nós não podemos também tentar aqui antecipar muito mais. Há alguma redundância em relação a dizer que não vão desenvolver essas armas. O Irão tentará sempre desenvolver essas armas, nem que seja de forma mais escondida e encapotada.
Análise do especialista em relações internacionais, Orlando Sá Monjo, ouvido no Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
Laura, vamos ainda a outras notícias em destaque a esta hora.
Um dos vice-presidentes da Iniciativa Liberal, Paulo Trezentos, foi hoje detido pela PSP em Santarém por ter injuriado e ameaçado polícias. De acordo com a RTP, tudo começou com um acidente de viação em que Paulo Trezentos esteve envolvido, na sequência do qual a polícia indicou que deveria fazer o teste para medir a quantidade de álcool no sangue. Ora, o vice-presidente dos Liberais recusou. Foi também aí que ameaçou e injuriou os polícias, tendo sido posteriormente detido. A PSP não vai acompanhar este ano os adeptos portugueses durante o Mundial de Futebol, por opção das autoridades norte-americanas. É a primeira vez que acontece em competições deste género. De acordo com a PSP, a segurança dos adeptos portugueses nas cidades, transportes, áreas públicas e nos estádios é da responsabilidade das autoridades policiais dos países anfitriões e da organização do evento. Este ano, a PSP acompanha assim apenas, através de polícias do Corpo de Segurança Pessoal, a equipa da Seleção Nacional.
