1h. CENTCOM anuncia fim dos ataques contra o Irão por hoje – Observador

1h. CENTCOM anuncia fim dos ataques contra o Irão por hoje – Observador



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É uma hora. Boa noite, meu nome é Rita Lourenço, vamos às notícias na Rádio Observador. Começamos com as declarações de André Ventura em entrevista à CNN Portugal. O líder do Chega está inclinado para avançar com a moção de censura ao governo. É o que afirma André Ventura, enquanto cidadão e líder de um partido, justifica as suas tendências com as explicações dadas por Luís Neves esta terça-feira, que considera serem atrozes. O líder do Chega sublinha, porém, que a decisão terá de ser tomada com responsabilidade e em nome da integridade e da decência.

Eu, pessoalmente, estou mais tendente a avançar do que a não avançar, face a este conjunto de suspeitas que lhe referi.

O que está a dizer é: quer muito avançar, mas alguém que o deixe.

Não, estou a dar uma opinião pessoal, eu estou a dá-la aqui enquanto cidadão, enquanto líder de um partido. Tenho uma responsabilidade, eu não faço a gestão de mim próprio e só. Eu lidero um partido, o segundo maior do país, com muitos milhares de militantes, com muitos deputados, com muitos dirigentes. A minha tendência é esta face ao que está a acontecer e face às explicações absolutamente atrozes de Luís Neves durante a tarde de hoje. Porém, farei aquilo que, em nome da integridade e da decência, acho que deve ser feito.

André Ventura afirma ainda que dentro do partido há um consenso para avançar com esta moção de censura ao governo de Luís Montenegro e que esta vontade vem também de outras áreas políticas.

Se eu anunciar amanhã que vamos interpor uma moção de censura, João, é porque eu estou convencido disto: 100% dos deputados estão ao lado desta iniciativa, a grande maioria da sociedade civil está ao lado desta iniciativa e a grande maioria de pessoas, mesmo de outras áreas políticas, mas que tiveram responsabilidades e que intercruzam com o espaço do centro-direita e da direita, querem esta moção de censura.

A garantia de André Ventura em entrevista à CNN Portugal esta terça-feira. E o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, sublinha que é o primeiro-ministro quem tem de decidir se Luís Neves tem autoridade para continuar no cargo. Paulo Santos diz que foi Luís Montenegro que escolheu o ministro e por isso mesmo tem que ser o próprio primeiro-ministro a tomar essa decisão. Ainda assim, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia deixa críticas à ação política de Luís Neves enquanto ministro da Administração Interna.

A crítica que fazemos ao senhor ministro é que até este momento, nada foi feito, nada evoluiu nos cerca de seis meses que tem à frente do ministério. Isto é a crítica que fazemos, porque não há qualquer evolução no acordo celebrado. A polícia está como está, com muitas dificuldades, e a verdade é que não há avanços. E continua-se a falar de questões que pra nós não devem ser tão midiáticas porque estão a desvalorizar a componente política e se o senhor ministro tem ou não condições para estar no cargo, não é certamente a ASP que tem que fazer esse comentário. Ou aliás, é o senhor primeiro-ministro que o escolheu, sabe se ele tem condições ou não de continuar.

As declarações do presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, que ouviu hoje os esclarecimentos prestados por Luís Neves na Madeira. Já o secretário-geral do PS pede ao primeiro-ministro que não dê razão ao que chama de efeitos pirotécnicos do Chega sobre Luís Neves. José Luís Carneiro considera que o partido de André Ventura usa e abusa destas manobras para destabilizar as instituições. Pede, por isso, a Luís Montenegro que não dê argumentos ao Chega, sob pena de sair politicamente fragilizado desta situação.

Sabemos também que há um partido que utiliza, usa e abusa dos efeitos pirotécnicos para criar factos e para destabilizar as instituições políticas e democráticas. Mas se é verdade isso, nós não podemos dar-lhe razões para que isso possa acontecer. E portanto, o primeiro-ministro tem uma responsabilidade que é só dele e só ele a pode exercer. Agora, não pode o primeiro-ministro também ficar ele próprio fragilizado na sua autoridade política.

O líder socialista José Luís Carneiro, em declarações à agência Lusa, à margem de um jantar com empresários portugueses e moçambicanos em Maputo. E Luís Montenegro lembra Francisco Pinto Balsemão, diz que o antigo primeiro-ministro serve de inspiração para os momentos mais difíceis do Executivo. O chefe do governo marcou presença esta terça-feira na inauguração de uma avenida com o nome de Francisco Pinto Balsemão. E Vasco Maldonado Correia pegou na vida do social-democrata para deixar avisos à comunicação social e encontrar motivação para continuar nos momentos mais conturbados da vida do governo.

De um lado, o mar, do outro, um conselho a que o antigo primeiro-ministro dedicou grande parte da vida. Francisco Pinto Balsemão dá agora nome a uma avenida de 2,5 km em Cascais. Luís Montenegro presta homenagem a um homem que descreve como otimista e que serve de inspiração ao governo em momentos de tempestade.

Confesso-vos aqui, como primeiro-ministro, em nome do governo, que o exemplo dele nos motiva, nos incentiva, nos estimula para podermos também não definhar perante as adversidades e poder reconquistar confiança, poder reconquistar ânimo, quando às vezes os indícios são em sentido contrário.

O primeiro-ministro olha pra vida de Balsemão e encontra um exemplo para algumas das políticas do futuro.

Talvez das maiores lições que nos deixou nos últimos anos, foi precisamente mostrar que nós não temos de ter medo de nada, não temos de temer a evolução, não temos de temer a transformação.

E assume que nem sempre o antigo líder do PSD pôde ser pedra de apoio.

Porque ele também não era fácil. Eu que o diga. De resto, perdoe-me aqui esta nota pessoal Muitas vezes gostava mais de ter tido o apoio que do ponto de vista partidário procurava e não tive. Mas isso foi uma manifestação de exigência de liberdade que culminou sempre em grandes conversas.

Monteiro destaca o Balsemão político, mas também o jornalista para dar um puxão de orelhas à comunicação social.

Num mundo marcado pela desinformação, pela manipulação, pela deturpação, pela insinuação, o rigor, o espírito livre, com certeza, mas o rigor, os princípios, o princípio da verdade, são hoje determinantes para nós termos um futuro mais risonho.

Homenagem de Luís Montenegro, que não prestou declarações aos jornalistas, saiu de carro da cerimônia já a percorrer a nova avenida Francisco Pinto Balsemão.

Vasco Maldonado Correia, a acompanhar a cerimônia de homenagem a Francisco Pinto Balsemão, contou com a presença da família do antigo primeiro-ministro e várias caras ligadas ao governo e ao PSD. Passamos agora para a atualidade internacional. O Irão reivindica novos ataques contra bases norte-americanas no Médio Oriente e afirma ter matado soldados dos Estados Unidos da América. Os ataques foram contra as bases norte-americanas no Bahrein e na Jordânia. A agência de notícias iraniana, Tasnim. A Guarda Revolucionária Iraniana diz que matou vários soldados norte-americanos na base da Jordânia. No entanto, os Estados Unidos da América ainda não registaram essas baixas, tendo as Forças Armadas da Jordânia afirmado que 10 dos 13 mísseis balísticos foram intercetados e destruídos. O porta-voz das Forças Armadas do país afirma ainda que não se registaram feridos nem vítimas mortais. E o exército iraniano afirmou que estes ataques faziam parte da fase 29 da campanha militar da Operação Trovão. Teerão promete ainda uma resposta esmagadora e abrangente caso haja novos ataques. Estes ataques surgem no mesmo dia em que os Estados Unidos da América levaram a cabo uma nova vaga contra alvos iranianos perto do estreito de Ormuz, em retaliação aos ataques atribuídos à Guarda Revolucionária Islâmica contra navios comerciais no estreito. Segundo o Al Jazeera, pelo menos duas pessoas morreram e várias outras ficaram feridas na cidade de Sirik, no sul do Irão. De recordar que em declarações à Fox News, na tarde desta terça-feira, Donald Trump ameaçou dizimar o Irão caso o país respondesse a estes ataques norte-americanos. Porém, há pouco mais de uma hora, o Comando Central dos Estados Unidos anunciou o fim dos ataques contra o Irão no dia desta terça-feira e afirmou que a ofensiva foi bem-sucedida. A informação foi avançada pelo CENTCOM, através de uma publicação na rede social X. O Comando Central afirma, no entanto, que mais de 50 mil militares norte-americanos continuam presentes no Médio Oriente e permanecem vigilantes, letais e preparados para continuar a executar as operações. Ainda sobre o conflito, a Rússia tem ajudado secretamente o Irão a desenvolver mísseis de cruzeiro supersônicos avançados. É uma das transferências mais significativas de tecnologia militar estratégica, neste caso, de Moscovo para Teerão, isto de acordo com o jornal Financial Times. Um processo que foi iniciado há três anos e Maria Inês Rocha, como é que se deu esta ajuda secreta?

O jornal britânico Financial Times apurou que o programa secreto foi iniciado pela Rússia em 2023 com o nome de código C-400-30L. O objetivo era ajudar o Irão a desenvolver uma nova classe de armamento, nomeadamente os mísseis de cruzeiro supersônicos, que combinam a velocidade com a capacidade de voar a baixa altitude. Ora, isto faz com que os sistemas de defesa aérea demorem mais tempo a detetar e interceptar os mísseis. Isto é especialmente relevante para o Irão no Golfo Pérsico, onde os Estados Unidos e os aliados regionais operam sistemas avançados de defesa terrestre e marítima. Com este novo sistema de propulsão ramjet, o Irão seria capaz de ameaçar porta-aviões e outros navios de guerra norte-americanos no Médio Oriente. O especialista em mísseis iranianos, Fabian Hinz, explica ao Financial Times que os iranianos desejam adquirir há décadas esta tecnologia militar altamente sensível e estratégica. O Irão já construiu e testou em voo o sistema de propulsão ramjet, mas não há provas de que tenha sido implantado um míssil de cruzeiro supersônico com assistência russa. A correspondência divulgada mostra ainda que as negociações sobre o programa continuaram até este verão.

Maria Inês Rocha, com todos os detalhes desta ajuda russa ao Irão. Este foi o ponto final do Jornal da Uma. As notícias estarão de regresso já à 13h30.





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