Promotoria denuncia homem que chutou rosto da filha no PR – 22/07/2026 – Cotidiano

Promotoria denuncia homem que chutou rosto da filha no PR – 22/07/2026 – Cotidiano


O homem de 31 anos preso após ser flagrado chutando o rosto da filha de três anos no interior do Paraná foi denunciado pelo Ministério Público nesta quarta-feira (22) sob suspeita de praticar o crime de tortura na modalidade castigo e por dois crimes de lesão corporal qualificada, no contexto de violência doméstica e familiar, praticados contra os próprios filhos, de três e cinco anos.

Cabe à Justiça estadual acolher ou não a denúncia apresentada. O nome dele não foi divulgado.

O Ministério Público e a Justiça não informaram à reportagem se ele já apresentou advogado no processo, que tramita sob sigilo. Ele está preso preventivamente (sem prazo) desde 9 de julho.

O caso ganhou repercussão a partir de um vídeo de câmera de segurança que circulou nas redes sociais. Nas imagens, de 5 de julho, o homem aparece primeiro caminhando na calçada em um bairro de Francisco Beltrão com as duas crianças. Ele e o menino de cinco anos carregam sacolas com compras de mercado.

Durante o trajeto, o pai de repente se vira e dá um chute no rosto da menina, que cai no chão. Em depoimento à polícia, o homem disse que reagiu depois do choro e dos gritos da criança. A agressão em via pública, registrada em vídeo, também foi presenciada por testemunhas.

Após a abertura do inquérito policial sobre o caso, os investigadores descobriram que ele também teria agredido o filho mais velho, de cinco anos, no início do mês, com um pedaço de madeira.

Segundo a promotora de Justiça Silvia Skaetta Donatti, há fotografia do rosto do menino com as lesões. Ela também afirma que o chute contra a caçula atingiu o rosto e o tórax dela e causou sangramento.

A investigação descobriu ainda que, na residência da família, as crianças também eram submetidas a castigos que provocavam sofrimento físico e mental, daí o crime de tortura apontado na denúncia. O homem teria obrigado os filhos a permanecer ajoelhados sobre tampinhas de garrafa PET e grãos de milho e feijão.

“Além de causar dor acentuada, possui caráter humilhante e intimidatório, potencializando o sofrimento psíquico das vítimas, especialmente em razão da tenra idade das crianças, que se encontram em fase de desenvolvimento físico e emocional, com reduzida capacidade de compreensão e resistência a esse tipo de violência”, disse a promotora.

Segundo ela, a situação é agravada porque, como pai, ele deveria “assegurar proteção e cuidado aos filhos”.



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