Pesquisa mostra obstáculo que pode afastar Eduardo Paes de uma vitória no primeiro turno no Rio

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A liderança de Eduardo Paes na corrida pelo governo do Rio de Janeiro permanece ampla, mas a possibilidade de uma vitória no primeiro turno está ficando mais distante. No Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o cientista político Elias Tavares avaliou que o crescimento e a consolidação de outras candidaturas, especialmente no campo da centro-direita, fragmentaram votos que poderiam permitir ao candidato do PSD encerrar a disputa na primeira etapa (este texto é um resumo do vídeo acima).
Segundo a pesquisa AtlasIntel desta quinta, 3, Paes aparece com 43,6% das intenções de voto, contra 27,6% de Douglas Ruas. Anthony Garotinho registra 10,7%, e Coronel Busnello, 5,6%. Brancos e nulos somam 2,4%, enquanto 1,7% não soube responder. O instituto ouviu 1.784 eleitores fluminenses entre 26 e 31 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Em eventual segundo turno, Paes também mantém a dianteira. O levantamento aponta 51,9% para o candidato do PSD e 38,2% para Ruas. A questão levantada por Laísa, porém, foi justamente a mudança de perspectiva em relação às semanas anteriores: se antes se falava em uma vitória de Paes ainda no primeiro turno, o novo cenário indica uma disputa mais prolongada.
O que mudou no caminho de Eduardo Paes?
Tavares afirmou que o Rio apresentava inicialmente uma situação de vitória “muito consolidada virtualmente” para Paes. A entrada na fase final da campanha, entretanto, modificou a dinâmica.
Com as candidaturas nas ruas e o horário eleitoral gratuito em andamento, os adversários passaram a ter mais oportunidades para buscar votos e ampliar sua força. “Todos esses candidatos estão correndo para poder angariar votos, aumentar seu prestígio, sua força política”, afirmou o cientista político.
O resultado é uma distribuição maior do eleitorado entre os concorrentes. Mesmo sem ameaçar diretamente a liderança de Paes, candidatos com percentuais menores conseguem ocupar parcelas do espaço eleitoral que antes poderiam favorecer uma definição antecipada da disputa.
Como a fragmentação atrapalha a estratégia do PSD?
Para Tavares, o plano do PSD era sustentado justamente pela força de Paes e pela possibilidade de concentrar votos suficientes para “matar o jogo no primeiro turno”.
A multiplicação de candidaturas competitivas dificultou essa estratégia. “Com essa fragmentação de candidaturas, principalmente de centro-direita, esses votos estão sendo fragmentados também”, afirmou.
Na avaliação do cientista político, cada adversário pode retirar uma parcela relativamente pequena de votos, mas o efeito acumulado passa a ser relevante. É essa fragmentação, mais do que uma perda da liderança de Paes, que ajuda a explicar por que o primeiro turno deixou de parecer suficiente para resolver a eleição.
A eleição do Rio caminha para o segundo turno?
Os números apresentados no Ponto de Vista mantêm Paes à frente tanto no primeiro quanto no segundo turno. O que mudou, segundo Tavares, é a capacidade de liquidar a disputa imediatamente.
“Na medida que aumentou esses candidatos, que esses candidatos vão conseguindo algum certo tipo de fôlego, a gente nota no Rio de Janeiro que está se distanciando cada vez mais a possibilidade do Eduardo Paes terminar essa eleição no primeiro turno”, afirmou.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
