O que fazer para reorganizar as contas da família após as despesas das férias escolares

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O fim das férias escolares representa um momento de reorganização financeira nos lares nacionais, já que, durante o recesso de meio de ano, as despesas aumentam. Uma recente pesquisa da SuperSim, fintech especializada em crédito pessoal e inclusão financeira, mostra que 80% dos brasileiros elevam os gastos neste período.
O levantamento revela que os custos com alimentação e lazer dão um salto durante o descanso dos estudantes. Para 8 em cada 10 brasileiros, os desembolsos crescem nesta época do ano, e cerca de 30% dos entrevistados relatam um avanço acima de 500 reais no orçamento, o que demanda habilidade para equilibrar as finanças no segundo semestre.
De acordo com o estudo, o cenário financeiro desafiador atinge principalmente as classes C e D. A pesquisa também aponta que, embora 42% dos participantes afirmem que não se planejam financeiramente para as férias, muitos brasileiros estão atentos ao aumento de custos. Por isso, dão preferência a atividades no lar, passeios gratuitos, busca por promoções e viagens mais curtas.
O diretor de Marketing da SuperSim, Gabriel Coutinho, avalia que é possível recuperar a trajetória saudável nas contas sem deixar de lado as necessidades da família. Nesse sentido, a tomada de empréstimos, desde que realizada de maneira estratégica, pode se tornar uma importante aliada.
“O crédito não deve ser encarado como uma extensão da renda, mas como uma ferramenta para atravessar um momento específico de necessidade. Quando contratado de forma responsável, com parcelas compatíveis com o orçamento e um plano claro para a quitação, ele pode ajudar a reorganizar as finanças e evitar que uma dificuldade momentânea se transforme em um problema maior”, pontua o executivo.
Para os especialistas da fintech, antes de assumir novos compromissos, é indispensável realizar um balanço dos gastos nas férias, priorizando despesas essenciais e fugindo do crédito rotativo do cartão. Caso haja necessidade de recorrer ao crédito bancário, o recomendável é optar por modalidades compatíveis com o orçamento, usando o recurso apenas como uma “ponte temporária”, e não como renda permanente.
