Neves responde a Moedas: “Já há reforço em Lisboa” – Observador

Para o presidente da Câmara de Lisboa a solução para a insegurança na cidade passa por uma medida em concreto: o aumento de efetivos da polícias na capital. E Moedas teve uma grande vitória em maio quando pareceu ter convencido o Governo e o primeiro-ministro que esse era o caminho a seguir. Montenegro recebeu em São Bento os líderes das duas maiores autarquias do país para anunciar um reforço de 200 novos agentes para os comandos metropolitanos da PSP de Lisboa e Porto. Antes, o primeiro-ministro já tinha anunciado que as duas cidades também veriam aumentar o contingente de polícias municipais, anunciado mais 100 agentes para Lisboa e 80 para o Porto.
Montenegro não se comprometeu com um prazo, mas explicou que a alocação dos 400 agentes estava dependente dos dois processos de formação de agentes da PSP previstos para 2026. Atualmente, está ainda em curso a segunda formação de agentes, mas a primeira terminou no primeiro semestre do ano. Nesse sentido, o presidente da Câmara de Lisboa impacientou-se com a demora em alocar os agentes da PSP à capital. “Este Governo prometeu-me 200 polícias de segurança pública a mais em Lisboa, ainda não temos nenhum. Prometeu 100 polícias municipais, também ainda não temos nenhum. Portanto, temos aqui uma promessa, esperamos que ela seja cumprida”, pressionou Moedas.
No Ministério da Administração Interna não se acompanha a ideia que o aumento de efetivos na capital será uma panaceia para o problema da segurança em Lisboa. O gabinete de Luís Neves contesta a ideia de que o Governo está parado e sublinha que está em marcha um “trabalho mais estrutural” para garantir a segurança na cidade. “O reforço do policiamento em Lisboa não depende de uma única medida ou de uma data futura. Já está a acontecer no terreno e será progressivamente consolidado através da reorganização do dispositivo e da entrada de novos agentes.”
O MAI anuncia que está a ser gizado um plano de reorganização da rede de esquadras de Lisboa, que será “em breve” apresentado à autarquia. Esse plano “tem como objetivo adequar o dispositivo às atuais necessidades da cidade e libertar mais polícias para funções operacionais, patrulhamento e proximidade”. Para já, o gabinete de Neves garante que as eventuais alterações à rede terão “como princípio fundamental aumentar, e não diminuir, a presença policial no terreno”.
Apesar de defender uma resposta em várias frentes, o ministério da Administração Interna também destaca a importância de reforçar os efetivos policiais e fala sobre o esforço que está a ser feito nesse sentido. O gabinete do MAI acrescenta que a conclusão do segundo curso de formação de agentes da PSP, prevista para o final de 2026, permitirá “a entrada de cerca de seis centenas de novos polícias e criar condições para reforçar vários comandos territoriais”, incluindo o comando metropolitano de Lisboa.
