“Não podemos nos dar ao luxo de ser humanos”, diz Mbappé após goleada e recorde na Copa

“Não podemos nos dar ao luxo de ser humanos”, diz Mbappé após goleada e recorde na Copa


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  • Kylian Mbappé terminou a Copa do Mundo de 2026 como maior artilheiro histórico, com 22 gols, superando Lionel Messi.
  • O recorde foi alcançado na partida de terceiro lugar, em que a França perdeu por 6 a 4 para a Inglaterra em Miami, no sábado (18).
  • Mbappé afirmou que a derrota mostrou que “não podemos nos dar ao luxo de ser humanos” e que o título de artilheiro não é sua prioridade, pois a final será Argentina × Espanha no domingo (19).
  • O jogo também marcou a despedida de Didier Deschamps, que deixa a seleção francesa após 14 anos à frente.

Kylian Mbappé encerrou a Copa do Mundo de 2026 como o maior artilheiro da história do torneio, mas o recorde individual foi ofuscado pela derrota da França para a Inglaterra por 6 a 4 na disputa pelo terceiro lugar, em Miami, neste sábado (18). Com os gols de número 21 e 22 em Copas, o atacante do Real Madrid superou Lionel Messi e agora lidera sozinho a lista histórica.

“Acho que é bom para o legado, mas neste momento não é a primeira coisa em que penso”, disse Mbappé, que acrescentou ter “preferido não ser o maior artilheiro da história e, em vez disso, estar jogando a partida de amanhã”, referindo-se à final entre Argentina e Espanha, neste domingo (19).

O capitão francês não poupou palavras ao analisar o desempenho da equipe no primeiro tempo, quando a França levou quatro gols.

“Consigo entender que algumas pessoas achem que foi uma piada”, admitiu, à emissora M6. “Entendo quem acha que não respeitamos a camisa. Pessoalmente, diria que fomos simplesmente humanos — e, infelizmente, não podemos nos dar ao luxo de ser humanos.”

Despedida de Didier Deschamps

A derrota pesou ainda mais por ter sido a partida de despedida de Didier Deschamps após 14 anos no comando da seleção. “É uma pena para o treinador. Queríamos fazer algo especial por ele; infelizmente, o primeiro tempo deu a impressão de que o decepcionamos, e essa não era nem de longe a impressão que queríamos passar”, disse Mbappé.

O próprio Deschamps assumiu a responsabilidade pelo colapso inicial após o jogo. “Fizemos um primeiro tempo desastroso. Claramente não acertei a mão”, admitiu o treinador, que fez quatro substituições no intervalo e viu a França reagir sem, porém, reverter o placar. “Pelo menos a atuação começou a ganhar cara de jogo de verdade, embora a derrota doa.”

Em seu balanço final, Deschamps reconheceu a “decepção” de um grupo que “começou com grandes ambições”, mas destacou o vínculo construído com o elenco. “As oito semanas que passamos juntos, desde o início da preparação, foram especiais”, assegurou, em sua 185ª e última partida à frente da seleção francesa.

Com informações da AFP




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