Lula-Alckmin 2026: PSB oficializa Alckmin como vice e amplia frente contra direita fragmentada

Lula-Alckmin 2026: PSB oficializa Alckmin como vice e amplia frente contra direita fragmentada


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  • Em 29 de março, o PSB realizou convenção nacional no Centro de Convenções Meliá Brasil 21, em Brasília, para oficializar Geraldo Alckmin como candidato a vice‑presidente na chapa de Lula para 2026.
  • A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a continuidade de Alckmin, anunciada por ele em reunião ministerial em 31 de março.
  • A aprovação formal concede nova chancela partidária à fórmula Lula‑Alckmin, que venceu as eleições de 2022.
  • A convenção também decidirá sobre a coligação nacional entre PSB e PT, visando ampliar a frente contra a direita fragmentada.

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) realiza nesta quarta-feira (29), em Brasília, sua convenção nacional para oficializar Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. O evento está marcado para as 18h30, no Centro de Convenções Meliá Brasil 21, e contará com a presença do presidente.

Além da candidatura de Alckmin, os dirigentes do PSB deverão deliberar sobre a coligação nacional com o PT. A convenção reunirá presidentes de partidos aliados, parlamentares e lideranças nacionais da legenda, consolidando mais uma etapa da articulação eleitoral do campo governista.

PSB leva fórmula Lula-Alckmin à convenção

A indicação de Alckmin já era esperada, mas precisa passar pela instância formal do partido. Com a aprovação, a fórmula Lula-Alckmin receberá uma nova chancela partidária para disputar as eleições de 2026, repetindo a composição que venceu o pleito presidencial de 2022.

A permanência do vice na chapa foi anunciada pelo próprio Lula durante uma reunião ministerial realizada em 31 de março. “O companheiro Alckmin, que vai deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou o presidente na ocasião.

A declaração encerrou as especulações sobre uma eventual candidatura de Alckmin ao governo de São Paulo ou ao Senado. Meses antes, o próprio vice já havia indicado a aliados que pretendia permanecer ao lado de Lula ou, como disse em tom bem-humorado, “capinar em Pinda”, em referência à sua cidade natal, Pindamonhangaba, no interior paulista.

Frente de apoio a Lula avança

Caso a decisão seja aprovada, o PSB será o segundo partido nacional a formalizar apoio à reeleição de Lula. O primeiro foi o PDT, que aprovou por unanimidade a adesão durante sua convenção nacional, realizada na semana passada, também em Brasília.

PCdoB, PV e PSOL também já sinalizaram apoio à candidatura de Lula, embora as decisões ainda precisem seguir os procedimentos internos de cada legenda. A sequência de convenções demonstra que o campo da esquerda e do centro avança de maneira coordenada na construção de uma frente eleitoral.

Os partidos têm até 5 de agosto para realizar suas convenções, escolher candidatos e deliberar sobre coligações. O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto, enquanto a propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa no dia seguinte, 16 de agosto.

Direita chega dividida à reta final das convenções

Do lado da oposição, o cenário permanece marcado pela fragmentação. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) tiveram suas candidaturas homologadas por seus partidos, mas representam projetos e estratégias diferentes, sem a formação de uma candidatura única ou de uma ampla coligação de direita.

Enquanto a base de Lula avança na formalização dos apoios, a oposição chega à reta final do período de convenções sem uma aliança nacional consolidada. O contraste permite ao campo governista explorar a imagem de unidade em torno de uma chapa já conhecida pelo eleitorado.

O papel de Alckmin na estratégia de Lula

Até deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para disputar as eleições, Alckmin acumulou a Vice-Presidência com o comando do MDIC. No cargo, tornou-se um dos principais interlocutores do governo com o setor empresarial, papel que ganhou destaque durante as crises provocadas pelo tarifaço do governo Donald Trump.

A permanência de Alckmin reforça a estratégia de diálogo com o empresariado e com setores políticos de centro. A aliança entre os dois, formada pela primeira vez em 2022, encerrou uma rivalidade de quase duas décadas e reuniu antigos adversários em torno da derrota de Jair Bolsonaro.

A repetição da chapa em 2026 representa uma aposta na estabilidade de uma composição que já se mostrou eleitoralmente vitoriosa. Com a convenção desta quarta-feira, o PSB dará mais um passo para consolidar a frente que apoiará Lula na disputa pela reeleição.




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