Ibaneis nega influência do Caso Master em desistência de pré-candidatura ao Senado
O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) negou a O Antagonista que as investigações relacionadas ao Banco Master tenham influenciado em sua decisão de deixar a disputa pelo Senado neste ano.
Por meio de mensagens, Ibaneis classificou como “zero” a influência dos inquéritos que apuram seu suposto nas tratativas de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB).
“Já são oito meses de investigação e meu nome não apareceu em momento algum”, declarou Ibaneis.
O emedebista destacou que pretende agora cuidar da ‘sua vida’ a partir de agora. Ao menos em 2026, Ibaneis não pretende sequer lançar candidatura para um cargo na Câmara dos Deputados.
“Passei 8 anos cuidando dos outros, pandemia, tudo… agora vou cuidar da minha vida”, declarou ele.
Como mostramos mais cedo, um outro ex-governador, Cristovam Buarque, destacou que “a desistência de Ibaneis Rocha ao Senado não encerra as perguntas que o DF ainda espera ver respondidas”, aludindo ao escândalo do Banco Master, que quase foi vendido ao BRB antes de ser liquidado.
“O caso do BRB precisa ser esclarecido com transparência e responsabilidade. Não pode acabar em silêncio, nem ficar impune”, comentou Cristovam em seu perfil no X.
O escândalo e as investigações
O Governo do DF, principal acionista do BRB, tentou adquirir o Banco Master em operação que so não ocorreu porque foi vetada pelo Banco Central. O Master foi liquidado em novembro de 2024.
Segundo apuração da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, o BRB comprou aproximadamente 12 bilhões de reais em carteiras de crédito apontadas como fraudulentas.
Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou indícios de que o BRB agiu sem a devida cautela ao insistir na operação, mesmo depois de o Banco Central ter sinalizado irregularidades na cessão de carteiras de crédito entre as duas instituições.
O escritório de advocacia de Ibaneis teria recebido 85 milhões de reias em honorários de fundos vinculados ao Master e à Reag — empresas investigadas por suposta participação em esquema de fraudes financeiras articulado por Vorcaro.
Ibaneis também foi citado em mensagens extraídas do celular de Vorcaro.
