Gigante chinês de tecnologia escolhe o Brasil para investimentos bilionários em data centers
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- Alibaba Cloud, subsidiária de computação em nuvem do grupo Alibaba, anunciou a construção de dois data centers no Brasil, seu primeiro na América do Sul.
- O projeto faz parte de um investimento de três anos em infraestrutura de IA e computação, financiado em parte pela oferta de ações de HK$80 bi (US$10 bi) concluída em agosto.
- A iniciativa amplia a presença global da Alibaba Cloud, que já opera 106 zonas de disponibilidade, incluindo um centro no México e atuação na Ásia e Europa.
- No Brasil, os data centers atenderão a serviços de processamento, armazenamento de big data e desenvolvimento de aplicações em nuvem.
Uma subsidiária especializada em computação em nuvem do grupo chinês Alibaba, a Alibaba Cloud, anunciou a instalação de seu primeiro centro de computação na América do Sul, com dois data centers a ser instalados em território brasileiro.
A iniciativa é um passo para a expansão internacional da Alibaba, que já tem um centro de dados no México e está presente em países da Ásia e da Europa, em cerca de 106 zonas de disponibilidade.
A infraestrutura brasileira da companhia deve receber investimentos ao longo de três anos, em cadeias de inteligência artificial e infraestrutura de computação.
O Alibaba é um grupo de comércio eletrônico, logística e computação que conecta empresas a atacadistas, no chamado varejo C2C, além de oferecer serviços de infraestrutura digital. A Alibaba Cloud é, hoje, a principal provedora de serviços de infraestrutura de nuvem da China.
Segundo a Omdia, a empresa tinha 36% do mercado chinês de serviços de infraestrutura em nuvem no terceiro trimestre de 2025, à frente da Huawei Cloud, com 16%, e da Tencent Cloud, com 9%.
No Brasil, os centros da companhia envolvem processamento, armazenamento de big data e desenvolvimento de aplicações em nuvem.
Em agosto, o grupo concluiu uma oferta de ações de HK$ 80 bilhões, equivalente a aproximadamente US$ 10 bilhões, dos quais 60% seriam destinados à expansão da infraestrutura global de computação, e os outros 40% financiariam a construção de data centers em larga escala.
Em três anos, pretende investir mais de US$ 53 bilhões nas operações.
O movimento de expansão vem junto ao avanço da família de modelos de inteligência artificial Qwen, desenvolvida pela Alibaba e apresentada como a geração mais poderosa até então, com arquitetura Mixture of Experts (MoE) e uma janela de contexto de até 1 milhão de tokens, parâmetros aprendidos durante o treinamento de redes neurais.
A operação brasileira também deverá receber serviços de IA agêntica, capazes de realizar sequências de ações para alcançar um objetivo, em vez de simplesmente responder a uma solicitação isolada. As IAs agênticas podem, ao mesmo tempo, interpretar uma tarefa, consultar dados, utilizar ferramentas, executar etapas intermediárias e verificar os resultados.
A Alibaba Cloud também está construindo uma rede de parceiros locais com empresas como a Insi, que deve utilizar o portfólio de nuvem e inteligência artificial da Alibaba para desenvolver soluções personalizadas destinadas a clientes corporativos, e a 4Linux, empresa brasileira especializada em software de código aberto e serviços de tecnologia que vai treinar os modelos Qwen para desenvolver aplicações de IA generativa para empresas.
O Brasil já se consolida como um dos maiores mercados consumidores de serviços digitais da América Latina e tem como diferenciais, além da disponibilidade de energia limpa, um ecossistema relevante de bancos digitais, fintechs, comércio eletrônico, empresas de software e startups.
