Flávio usa 7 de Setembro para medir força eleitoral na Paulista

Flávio usa 7 de Setembro para medir força eleitoral na Paulista


O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) transformará a avenida Paulista, em São Paulo, em um dos principais palcos políticos do 7 de Setembro. O ato, marcado para as 15h, será usado pela campanha como uma demonstração de força do bolsonarismo e, a menos de um mês da eleição, como um termômetro eleitoral da candidatura. O PL trabalha com a expectativa de reunir 100 mil pessoas.

A manifestação terá como principais motes “Fora Lula” e “Fora Moraes”. Flávio Bolsonaro deve dividir o palco com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de outras lideranças da direita. A mobilização também será acompanhada de perto pelo grupo político para medir a capacidade de convocação do bolsonarismo após a prisão e a condenação de Jair Bolsonaro (PL).

O tamanho do ato ganha peso diante do cenário eleitoral. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 3, mostra Lula (PT) com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Em uma simulação de segundo turno, o petista aparece com 46% e o senador, com 44%, configurando empate técnico.

A Paulista também será utilizada para reforçar a ofensiva contra Alexandre de Moraes (STF). As revelações do caso Banco Master, incluindo mensagens entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, passaram a integrar o discurso da oposição e deram novo espaço à defesa do impeachment do magistrado.

O contraste com Lula (PT) será direto. Enquanto Flávio Bolsonaro (PL) leva sua campanha para uma manifestação de rua em São Paulo, o presidente participa do desfile oficial do 7 de Setembro em Brasília. A diferença de agendas transforma a data em uma espécie de disputa simbólica pela capacidade de mobilização dos dois principais nomes da corrida presidencial.

Mais do que uma manifestação de apoio, a Paulista será uma fotografia da força política de Flávio Bolsonaro (PL) às vésperas da eleição. Para o candidato, uma grande adesão pode reforçar a tese de crescimento da direita; para seus adversários, um público abaixo da expectativa colocaria em dúvida a capacidade de mobilização do bolsonarismo.





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