Ex-Globo diz que “existia um plano” contra Lula na sabatina do JN
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- Neide Duarte, ex‑jornalista da Globo, afirmou que havia “um plano” para derrubar o presidente Lula durante a sabatina ao Jornal Nacional.
- Acusou a emissora de conduzir uma “batalha” contra Lula, destacando que metade da entrevista abordou vazamentos da PF sobre o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, sem apresentar provas.
- Duarte ressaltou que o material vazado consistia apenas em trechos, fotos e suspeitas, não podendo ser considerado prova definitiva contra Lulinha.
- Com mais de três décadas na Globo (1980‑1996 e 2005‑2022), a jornalista deixou a emissora em 2022 após passagens pelo SBT e TV Cultura.
A jornalista Neide Duarte, ex-repórter da TV Globo com passagens entre 1980 e 2022, publicou nas redes sociais uma crítica contundente à emissora, após a sabatina do presidente Lula, conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos, no programa “Entrevista com o Candidato”.
Ela acusou a Globo de estar em uma “batalha para derrubar Lula”, apontando que metade da entrevista foi ocupada por informações vazadas de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, sem que houvesse provas concretas apresentadas.
Neide afirmou: “Então era isso mesmo. Existia um plano”. Em seguida, disse: “Vocês continuam nessa batalha para derrubar Lula. Descaradamente agora”.
A jornalista entrou na Globo em 1980 e construiu trajetória em alguns dos principais produtos jornalísticos da emissora: “Jornal Nacional”, “Bom Dia Brasil”, “Jornal Hoje”, “SPTV”, “Globo Repórter” e “Fantástico”. Saiu em 1996, passou pelo SBT e pela TV Cultura, retornou à emissora em 2005 e encerrou sua segunda passagem em 2022. São mais de três décadas dentro da casa que agora critica.
Neide Duarte – Foto: Zé Paulo Cardeal/Globo
Críticas à abordagem da entrevista e uso de vazamentos
O alvo específico de Neide foi o espaço dedicado à investigação da PF envolvendo Lulinha. “A metade da entrevista foi sobre pedaços de frases, fotografias, suspeitas, nenhuma prova”, escreveu. Para ela, esse material vazado não poderia ser tratado como “prova definitiva” contra o filho do presidente. “Jornalismo investigativo?”, ironizou, questionando se a abordagem se sustentava como prática jornalística legítima.
A crítica à isenção da emissora veio na sequência, em tom sarcástico: “porque ali, naquele jornal, ali sim mora a honestidade acima de qualquer suspeita”.
Responsabilidade e risco de avanço da extrema direita
Neide Duarte foi além da crítica editorial e entrou no terreno das consequências políticas. Ela argumentou que, em caso de “ruptura institucional” após as eleições, a emissora carregaria responsabilidade pelo resultado. “Se este país cair outra vez nas mãos da extrema direita estúpida, inimiga da educação, da cultura, dos projetos sociais, nós, brasileiros, saberemos identificar os responsáveis por isso”, escreveu.
A manifestação se soma à da ex-âncora Leila Cordeiro, que também questionou publicamente a condução da entrevista por Tralli e Renata. As duas concentraram as objeções no tom das perguntas e no tratamento dado ao material da investigação policial.
Leia na íntegra a postagem de Neide Duarte
