Eduardo Bolsonaro reage a ex-comandante da FAB após resposta a Flávio

Eduardo Bolsonaro reage a ex-comandante da FAB após resposta a Flávio



O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) acrescentou mais uma camada na discussão entre o ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Para Eduardo, Baptista “chama de tentativa de golpe senhorinhas e pais de famílias protestando contra o regime de exceção”.

“Você é a escória da nossa nação, será sempre visto como um sujeito menor, um coadjuvante disposto a todo tipo de ardil para salvar a própria pele”, escreveu em seu perfil no X neste domingo (30). A Gazeta do Povo entrou em contato com Baptista Júnior para responder às críticas. O espaço segue aberto para manifestação.

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O que disse Baptista Júnior

O militar reagiu a uma fala durante a sabatina de Flávio no Jornal Nacional, na última sexta-feira (28). Baptista Júnior classificou como “uma leviandade” a afirmação de que ele faria campanha para a reeleição do presidente Lula (PT). Para ele, a menção teria sido uma forma de mudar de assunto diante de questões sobre o suposto golpe de Estado, algo que seria compreensível “na figura de filho, mas não de alguém que se proponha a nos presidir”.

Baptista Júnior fez referência a seu livro “Eu disse não! Uma trincheira antigolpista”, com lançamento previsto para setembro de 2026. O militar argumenta que seria “prudente aguardar, ler o livro e refletir” antes de voltar a tecer críticas a ele em outra entrevista.

A postagem ainda faz referência ao coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), ao sugerir que não se imponha “agressivamente” um tom específico aos apoiadores da candidatura.

“Ao seu coordenador-geral da campanha, o outrora ponderado Senador Rogério Marinho, sugiro não incorporar o espírito do nosso querido Zagallo, exigindo agressivamente que ‘a tal direita consentida vai ter que nos engolir’. Lembre-se do chamamento de Fernando Collor aos ‘Caras-Pintadas'”, disse.

Em 1992, Fernando Collor pediu que seus apoiadores saíssem às ruas de verde e amarelo, em um momento em que a popularidade do governo já era afetada por denúncias de corrupção. O resultado foi uma série de concentrações em todo o país, com estudantes utilizando roupas pretas. Depois disso, passaram a pintar seus rostos com as cores da bandeira do Brasil, daí o nome. O resultado foi o impeachment do primeiro presidente eleito por voto direto após a redemocratização.

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O que disse Flávio

Durante a sabatina, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi questionado sobre a gravidade dos depoimentos de militares na ação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, incluindo o de Baptista Júnior.

Não é grave porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da Aeronáutica, que hoje está pedindo voto para Lula. Uma pessoa completamente parcial para falar sobre o presidente Bolsonaro”, respondeu.

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Depoimentos falam em divisão na adesão ao suposto golpe

Baptista Júnior chefiava a FAB durante o governo de Jair Bolsonaro, enquanto o general Marco Antônio Freire Gomes estava à frente do Exército e o almirante Almir Garnier da Marinha. A acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) é de que os três receberam a proposta de aderir ao estado de exceção, materializada na chamada “minuta do golpe”.

Segundo os depoimentos dos comandantes militares, Garnier teria sido o único a manifestar apoio à iniciativa. Ele foi condenado a 24 anos de prisão no processo do núcleo 1, o mesmo que condenou Bolsonaro a 27 anos. Freire Gomes ainda teria ameaçado prender o então presidente caso seguisse com o plano.



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