CPLP defende liberdade total para Domingos Simões Pereira – Observador

A secretária executiva da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Fátima Jardim, disse esta sexta-feira, em Luanda, que os Estados-membros defendem liberdade total para o opositor guineense Domingos Simões Pereira, manifestando a sua satisfação pela sua libertação.
Fátima Jardim, que falava à imprensa no final da XV Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da CPLP, reagia à permissão de saída de Simões Pereira, que se encontrava em prisão preventiva em Bissau, para Lisboa, destacando o apoio dos parlamentares da comunidade lusófona, a que pretende dar continuidade para “ver a família unida e coesa”.
Segundo Fátima Jardim, os Estados-membros defendem liberdade total para Domingos Simões Pereira, para garantir o exercício democrático e de direito que as Constituições dos países assumem.
O presidente do histórico Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, chegou esta sexta-feira ao aeroporto de Lisboa, após sair da cadeia na Guiné-Bissau, onde se encontrava em prisão preventiva, e prometeu regressar ao país para continuar “o combate”.
Domingos Simões Pereira saiu da Guiné em direção a Lisboa, Portugal acolhe-o por “razões médicas e humanitárias”
O ex-primeiro-ministro guineense e presidente eleito do parlamento estava a cumprir prisão preventiva desde o passado dia 10, no âmbito de um processo em que é acusado pela justiça militar de participação em alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025 e foi autorizado pelo juiz de instrução criminal Mamadú Embaló a viajar para Portugal, onde vai submeter-se a tratamento médico.
A Guiné-Bissau foi palco de um golpe de Estado a 26 de novembro, em vésperas da publicação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais que tinham decorrido sem incidentes, em 23 de novembro de 2025.
Na sequência da ação militar, Domingos Simões Pereira, presidente do parlamento e líder da oposição, foi detido e, após dois meses na cadeia, regressou a casa, mas ficou impedido de se movimentar.
Em junho, foi tornado público um despacho judicial em que Simões Pereira, ex-secretário-executivo da CPLP, foi constituído suspeito de apoiar um outro alegado golpe tentado antes das eleições.
