Brasil nega vistos para americanos que queriam monitorar urnas
Aqui, não
O Ministério das Relações Exteriores confirmou neste sábado (25/7) a negativa do governo de conceder vistos a dois funcionários americanos: o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto, Samuel Samson.
Os vistos foram negados nesta sexta-feira (24/7).
Americanos queriam vir ao Brasi após Flávio Bolsonaro ter espalhado informações mentirosas sobre urnas
O governo brasileiro tomou conhecimento do interesse do Departamento de Estado americano de enviar os dois funcionários para o Brasil. Supostamente, eles queriam conversar com autoridades eleitorais para discutir liberdade de expressão relacionada às eleições de outubro.
Chamou a atenção do governo o fato de que o pedido dos vistos veio na sequência de um evento em que políticos brasileiros se reuniram com diplomatas para levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas. O Executivo considerou como instrumentalização política a visita nesse contexto eleitoral e decidiu negar os vistos.
O questionamento às urnas eletrônicas voltou ao noticiário porque o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) divulgou informações falsas sobre os equipamentos.
Na última segunda (20/7), durante o evento com os diplomatas em Brasília, ele afirmou que os equipamentos brasileiros são da empresa venezuelana Smartmatic, o que não é verdade.
Na quarta (22/7), o Tribunal Superior Eleitoral negou a informação de que a empresa venezuelana tenha fornecido urnas eletrônicas ou softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil. Segundo o TSE, as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral. Além disso, elas são produzidas sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, “o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral”. Com informações da Agência Brasil.
