Blockbuster de esgotos, atrizes e gente inexistente – Observador

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Ora, em Almada, a sessão extraordinária da Assembleia Municipal foi um autêntico blockbuster.
Apenas para afirmar que o PSD previu esta situação e comunicou ao senhor presidente que esta sala ia ser pequena para o número de munícipes que iria participar hoje. E a verdade? Vemos lá fora uma data de pessoas que querem participar, querem estar cá dentro e não podem estar. Esta situação podia ser prevenida e não foi. Mais, podia existir um ecrã lá fora onde as pessoas podiam existir. E estamos a ver uma quantidade de caras a olhar cá para dentro e que não podem estar presentes.
Podia existir um ecrã lá fora, porque assim as pessoas podiam existir e assim não existem. O que levou tanta gente à assembleia foi, claro, o problema do abastecimento de água.
Venho a esta tribuna para dar voz a uma realidade que afeta milhares de munícipes e que não pode continuar a ser normalizada.
Obviamente, aí está, o problema da água tem sido terrível, está a afetar milhares de almadenenses.
A grave precariedade no acesso à saúde no Conselho de Almada.
Caramba, a primeira intervenção de uma munícipe e o maior problema não é a água, é a saúde. A segunda munícipe interveio para defender os direitos dos cidadãos, não, do CDS.
Quero também acrescentar uma situação que foi: na última reunião de câmara, o senhor vice-presidente afirmou que o CDS-PP tinha responsabilidades nos SMAS. É falso. E o senhor Pacheco sabe que é falso.
É verdade ou mentira? Fazia lembrar aquele… É verdade ou mentira?
O senhor Pacheco sabe que é falso. Terceiro munícipe apareceu e este sim, tinha assuntos mais graves e do interesse geral a tratar.
Venho hoje na minha terceira intervenção nesta Assembleia Municipal em representação da Juventude Popular e do CDS-PP Almada.
Outro, mas o CDS não é o único que merece a defesa dos munícipes de Almada.
De 1977 a 2017, os sucessivos governos PSD e PS, com CDS ou não, foram-se revezando em malfeitorias ao Conselho de Almada, seja não cumprindo nunca a lei das finanças locais, seja não apoiando os projetos que a autarquia gerida pela CDU lhe ia apresentando para investimento no desenvolvimento de Almada. O objetivo foi e é reduzir o prestígio do poder local democrático, para criar as condições para privatizar tudo o que nas autarquias seja possível e interessante ao capital privado.
Portanto, CDS, CDU. Finalmente, uma munícipe que tinha problemas reais.
Moro na Costa da Caparica e num T2 que a Câmara Municipal me deu. E a casa é sobrelotada, ilegal e sem condições humanas. No passado dia 3 de julho, a fossa da marquise entupiu, o esgoto cru da vizinha de cima invadiu minha casa ao lado do frigorífico, o meu bebê de dois anos vive a respirar gases fecais e bolor e já sangra no nariz com problemas clínicos graves.
E estes são problemas a sério dos munícipes que levaram e já não aqui defesa de partidos políticos. Outra das munícipes que interveio tinha uma mensagem muito direta.
Eu só queria pedir, realmente o que eu venho aqui fazer é pedir à senhora presidente que se demita, por favor, porque não está já lá a fazer absolutamente nada e também ao senhor presidente do SMAS que faça o mesmo, porque eu gostaria de perceber como é que um professor primário está à frente do SMAS, o que é que entende disso e como é que uma atriz está à frente da Câmara Municipal de Almada. Obrigada.
Isso é que não se admite.
Uma atriz, um professor primário e uma atriz, isto dá bom resultado. Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, bem tentou usar os seus dotes artísticos para fazer de presidente indignada.
Se eu puder continuar? Pronto. Eu acho extraordinário. O PSD só trabalha quando eu não estou presente. É fantástico, mas pronto. Posso? Acalmem-se, calma. Eu estou muito calma.
