Às vésperas de eleição, pesquisa aponta boa notícia para Trump

Às vésperas de eleição, pesquisa aponta boa notícia para Trump



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O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu em relação ao seu nível mais baixo já registrado, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira, 14. Apesar da boa notícia de uma leve recuperação, o levantamento indica dificuldades para os republicanos às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. 

Trump registou uma aprovação de 35%, um aumento em relação aos 33% registrados em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 28 e 31 de agosto, o nível mais baixo de sua carreira política. Sua popularidade vem sofrendo desgaste desde o início da guerra no Irã, em fevereiro, que afetou o fornecimento de petróleo, elevando os preços dos combustíveis a níveis próximos de recordes.

A pesquisa também mostrou forte resistência à promessa do mandatário de pagar US$ 5 mil (cerca de R$ 25 mil) a cada cidadão americano adulto caso os republicanos conservem a maioria nas duas casas do Congresso (a Câmara dos Representantes e o Senado) nas eleições de novembro. A proposta foi rejeitada por 63% dos entrevistados, incluindo quatro em cada dez republicanos e nove em cada dez democratas.

+ Trump diz que consegue arcar ‘facilmente’ com promessa de US$ 5 mil a cada americano

Vantagem democrata

No cenário eleitoral, 44% disseram que votariam em candidatos democratas nas midterms, contra 37% em republicanos. A diferença de sete pontos é a maior desde que Trump voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025.

Os democratas também passaram à frente na avaliação sobre quem administra melhor a economia, por 38% a 37%, a primeira vantagem do partido nesse quesito em cerca de uma década.

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O levantamento coletou a opinião de 1.143 americanos nos dias seguintes à primeira convenção de meio de mandato do Partido Republicano, apelidada de “Trumpapalooza”, realizada na semana passada. Segundo a Reuters/Ipsos, a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Desiludidos

Os dados mostram que os americanos estão decepcionados, em particular, com a gestão da economia. Trump fez campanha com a promessa de manter a inflação sob controle e evitar guerras prolongadas, mas o conflito no Oriente Médio se estendeu por mais tempo do que o previsto por seu governo e efetivamente paralisou um quinto do comércio global de petróleo com o fechamento do Estreito de Ormuz.

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Nos Estados Unidos, a população sentiu o baque no bolso com a disparada da gasolina (mais de 40%), que incidiu sobre os preços de outros insumos (em especial, alimentos). Em junho, a Moody’s Analytics estimou que a guerra custou aos americanos cerca de US$ 1.000 por domicílio desde o início do conflito, em fevereiro.

Em um comício político em Nova York no mês passado, Trump declarou que pagar “um pouquinho a mais pela gasolina” vale o custo de garantir que “um país muito maligno” não possua uma arma nuclear — o programa de enriquecimento de urânio dos aiatolás encabeça o rol de justificativas de Washington e Israel para iniciar a guerra.



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