Amorim: «Estava claro desde o primeiro dia que não ia treinar em Portugal»

Amorim: «Estava claro desde o primeiro dia que não ia treinar em Portugal»


Ruben Amorim não abriu o jogo quanto a um eventual convite para treinar o Benfica no último verão, mas deixou claro que estava definitivamente fora dos seus planos regressar a Portugal a curto prazo. Na véspera do duelo com os encarnados, em jogo da primeira jornada da Liga Europa, o líder do Milan defende que, nas competições europeias, os clubes portugueses deviam sentir menos o peso da responsabilidade.

Recebeu um convite para treinar o Benfica no último verão?

«Era muito claro desde o primeiro dia que não iria treinar em Portugal. Essa foi a minha decisão, iria ter um ano parado com a minha família, o que já ando a prometer há um ano. Isso era muito claro, mas, depois, o importante é perceber que recebi uma chamada do Milan, tive uma conversa com os donos do Milan e eles convenceram-me a começar a trabalhar mais cedo. Claramente não iria trabalhar em Portugal neste momento, surgiu o Milan e acho que nenhum outro convite me faria voltar a trabalhar porque estava decidido a parar. Precisava de parar, mas apareceu o Milan e eu cedi. Portanto, isto é o mais importante».

Benfica tem possibilidades de ganhar a Liga Europa e a liga portuguesa?

«Olhando para o Benfica, acho que pode vencer qualquer jogo porque tem um grande treinador e porque tem jogadores para isso. O que dizia em Portugal, digo o mesmo em Itália, acho que às vezes os clubes portugueses têm uma responsabilidade que n~ºao deviam ter porque não têm as mesmas condições do que alguns clubes, até propriamente os clubes italianos. Portanto, ainda estou a meter mais responsabilidade do meu lado, mas é o que diria em Portugal e é o que digo agora, mas olhando para o treinador, olhando para a equipa, para a rotação que, às vezes, se pode fazer na liga portuguesa, é possível correr tudo bem. Vejo um Benfica claramente muito forte, vejo uma identidade muito clara, vejo uma equipa capaz de vencer a liga claramente, agora a Liga Europa há que perceber que a grande responsabilidade não pode ser dos clubes portugueses. Sei como se fala em Portugal que os clubes portugueses têm de vencer todos os jogos na Europa. Não vou ser eu que vou meter essa pressão no Marco. É uma equipa que pode vencer porque já provou no passado que as equipas portuguesas podem chegar longe. Assim, como nós. Vejo equipas inglesas fortes, não sei como vai correr o nosso ano, mas também vejo nós com alguma responsabilidade de chegarmos longe na Liga Europa. Essa é a minha resposta, são capazes de vencer, têm treinador para isso, têm jogadores para isso, podem fazer essa rotação na Liga, mas acho que não devem ter essa responsabilidade porque os clubes portugueses já fazem muito com muito menos do que os outros».

Saudades de treinar em Portugal?

«Obviamente que tenho saudades do meu país, mas diria se há um país parecido com o português é a Itália. Sinto-me em casa, acho que vou ficar aqui uns anos, aconteça o que acontecer, nunca sabemos. Mas sinto-me em casa, é uma segunda cidade que tenho aqui. Portugal será sempre o meu país, tenho saudades das pessoas, mas a minha história agora é na Itália e sou um bocadinho italiano».



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