À CNN, Zema diz que não pode obrigar vacinação e quer Petrobras privatizada

À CNN, Zema diz que não pode obrigar vacinação e quer Petrobras privatizada


O terceiro presidenciável sabatinado pela CNN Brasil, Romeu Zema (Novo), defendeu a privatização da Petrobras através de fatias e se disse contra a obrigatoriedade da vacinação.

Para o ex-governador de Minas Gerais, a viabilização da privatização da estatal petrolífera seria através de divisões para estimular o seu crescimento.

“O que eu quero é competição, quero fatiar a Petrobras em três, quatro, cinco empresas para que o consumidor seja beneficiado”, afirmou.

Apesar de admitir que a empresa é lucrativa, o candidato voltou a defender seu projeto de privatização, dizendo que “toda empresa que dá resultado vale muito mais do que uma empresa que dá prejuízo”.

Segundo ele, se o processo for feito “de maneira correta”, poderá trazer desenvolvimento econômico ao Brasil.

“Ela [a Petrobras] vai arrecadar com essa economia, que vai crescer muito mais, arrecadar um valor muito superior ao que a Petrobras paga de dividendo”, defendeu.

“O setor que mais tem ajudado a economia no Brasil não tem nada de estatal, é 100% privado. O Brasil não tem a ‘alimentobras’ e nós somos, hoje, o país mais bem-sucedido na produção de alimento”, justificou.

Vacinação

Ao ser questionado sobre a cobertura vacinal, Zema se disse favorável à vacinação, mas se opôs a qualquer “medida coercitiva” contra quem não quer se vacinar.

“Eu não vou levar alguém pra cadeia porque se negou a se vacinar”, justificou.

O candidato argumentou que vacinação compulsória valeria apenas para quem recebe algum auxílio do Estado, nos mesmos moldes das obrigatoriedades de frequência escolar e conclusão do ensino médio.

“Eu pego um aluno que não é de escola pública, eu vou pegar ele pela orelha e levar pra vacinar? Eu sou favorável [à vacinação]. Agora, se alguém que recebe o Bolsa Familia diz que não quer se vacinar, deve procurar um advogado”, concluiu.

Morador de “chiqueiro” na rua

Durante a sabatina, o candidato também defendeu recolher à força as pessoas em situação de rua que negarem tratamento psiquiátrico. Conforme explicou, essa parte da população estaria tornando os centros urbanos em “chiqueiros”.

“Nós temos uma oportunidade gigantesca de melhorarmos as grandes cidades que tão virando chiqueiro de morador de rua, lugar de crime, pixação e de porta fechada por que ninguém ali consegue viver com uma degradação”, disse o ex-governador.

“Eu quero que estar na rua primeiro seja algo que esteja descumprindo a lei. Se a pessoa se negar a ir a um albergue, se negar um tratamento, se ver que a pessoa não tem discernimento mental, nós não vamos deixar um doido na rua vivendo que nem um animal”, prosseguiu.

Para Zema, as pessas em situação de rua vivem de forma semelhante a animais e sem dignidade, e defendeu que elas sejam retiradas à força dessa situação pois muitas não teriam capacidade de superar esse cenário por conta própria.

“Hoje, nós não temos uma politica efetiva para tirar eles da rua. Pessoal dos direitos humanos diz: ‘nós não podemos tirá-los à força’. Nós temos dependentes químicos que não têm nenhum discernimento, quando ele vai ter a cabeça boa para ir para uma clínica ou para um albergue?”, questionou.

Banco Master

Romeu Zema também disse que é favorável à apuração total sobre o Caso Master e os envolvidos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Quem está na direita tem que ser punido também”, afirmou. “É necessário dar uma resposta pro Brasil.”

Contudo, o candidato à Presidência questionou que se apure “com reserva” as informações transmitidas por Vorcaro.

“Será que ele não está enganando mais uma vez? Quem teve proximidade com o banqueiro bandido Vorcaro tem que se explicar”, pontuou.

Redução da taxa de juros

O candidato reforçou o discurso de que a causa dos juros altos no país é decorrente do desequilíbrio das contas públicas do governo federal.

“Nós não temos que dar subsídio não, nós temos que acabar com o Custo Brasil. Toda empresa instalada no Brasil paga a taxa de juros mais cara do mundo”, enfatizou.

O ex-governador de Minas Gerais afirmou que, em uma eventual vitória no pleito de outubro, sua gestão iria “atacar os gastos para reduzir os juros a 6%”.

Para ele, o principal causador do sofrimento financeiro da população é o gasto público.



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