Violência doméstica. Autoridades detêm 9 pessoas a cada dia – Observador

Violência doméstica. Autoridades detêm 9 pessoas a cada dia – Observador



Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Bom dia. Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista o que dizem os jornais de Portugal e do mundo. Eu sou a Laura Figueiredo. A edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino. Bom dia, Matilde.

Bom dia, Laura.

Começamos com a manchete do semanário Expresso: a cada dia são detidas nove pessoas pelo crime de violência doméstica. Nos primeiros três meses do ano, foram 800 pessoas.

É o que apontam os dados da PSP e da GNR. Entre janeiro e março deste ano, foram registadas em Portugal quase 80 ocorrências diárias de violência doméstica. A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima alerta para uma falta de sensibilidade da sociedade face a crimes que se mantêm permanentemente altos. Carla Ferreira, da APAV, refere que muitas situações acabam por ser normalizadas ou desvalorizadas e aponta também para falhas na prevenção e na resposta judicial. Carla Ferreira defende maior rapidez nos processos, sendo que no ano passado 27 pessoas morreram em contexto de violência no país.

Olhamos agora para o jornal económico. Em manchete, o governo dá meia-volta ao mundo para garantir combustível.

Brasil, Nigéria e Argélia, os principais fornecedores estratégicos de Portugal, são os próximos destinos da ministra do Ambiente e da Energia. A missão de Maria da Graça Carvalho envolve mais de 20 mil quilômetros. O objetivo é garantir a continuidade de fornecimento de petróleo e gás em plena crise energética internacional. Para a governante, trata-se de uma ação de reforço dos contactos com os parceiros considerados estáveis e confiáveis.

Seguimos para o Jornal de Notícias, que dedica a manchete de hoje à ferrovia. Matilde, o investimento está em queda e os atrasos agravam-se.

Caiu mais de 30% em 2025. É o que apontam os dados da Infraestruturas de Portugal. Ao mesmo tempo, os atrasos nos comboios agravaram-se e quase três em cada 10 circulações chegaram fora de horas. Especialistas em gestão de transportes sublinham o congestionamento da Linha do Norte, entre Lisboa e o Porto, como uma das principais causas. As obras de modernização, acidentes e avarias também contribuíram para a quebra da pontualidade. Apesar do desinvestimento, a procura pelo transporte ferroviário continua a aumentar. O JN escreve que a construção da linha de alta velocidade é vista como uma solução para aliviar o tráfego ferroviário.

Passamos agora pra imprensa internacional. Em manchete, no britânico The Guardian, o anúncio de Donald Trump de enviar mais de 5 mil soldados para a Polónia numa aparente reviravolta.

Isto porque a decisão surge poucos dias depois do Pentágono ter suspendido uma rotação de tropas já planeada no país. Donald Trump justifica o reforço com a relação próxima com o novo presidente polaco, Karol Nowroski, que diz ter apoiado. A medida é vista como uma mudança de posição e ocorre em plena tensão entre Washington e alguns aliados da NATO. A Polónia, um dos principais amigos dos Estados Unidos na Europa, tem reforçado o investimento na defesa devido à guerra na Ucrânia. O jornal destaca que o anúncio de Trump foi feito na véspera de um encontro de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, na Suécia.

Em destaque no El País, as polémicas que têm abalado Espanha. O jornal escreve que o Partido Socialista Espanhol enfrenta a tempestade perfeita num final de mandato marcado por frentes judiciais.

A situação agravou-se com a recente investigação que envolve o antigo primeiro-ministro José Luís Zapatero, cuja declaração está prevista para 2 de junho. Na mesma semana, o irmão de Pedro Sanchez, o primeiro-ministro, vai ser julgado no caso de alegado favorecimento na administração pública em Badajoz. Ao mesmo tempo, avança a investigação ao ex-número três socialista, Santos Cerdán, enquanto o Supremo Tribunal está a preparar as decisões no caso das máscaras, que envolve José Luís Ábalos. O partido reconhece um contexto político difícil, embora alguns dirigentes considerem que se trata de uma acumulação não casual de processos.

Olhamos ainda para as manchetes dos jornais norte-americanos. O The Washington Post escreve que a pressão exercida pelo Silicon Valley ajudou a impedir a esperada ordem executiva de Donald Trump sobre a inteligência artificial.

Figuras como Elon Musk e Mark Zuckerberg alertaram a Casa Branca para o impacto negativo das novas regras no desenvolvimento da tecnologia. O plano previa um sistema de avaliação voluntária nos modelos de IA antes do lançamento público, por razões de segurança. Apesar de não ser obrigatório, o setor temia que funcionasse como uma autorização prévia do governo. Donald Trump acabou por cancelar a assinatura da ordem poucas horas antes da cerimônia. Alegou não concordar com o texto.

Ficam os destaques da imprensa nacional e internacional com a jornalista Matilde Malva Sabino. A conferência de imprensa regressa na próxima semana.





Source link

Postagens Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *