Porque é que os alunos portugueses estão a piorar? – Observador

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Esta é a história do dia da Rádio Observador. Por que os alunos portugueses estão a piorar?
Se les ha hecho largo mi silencio, pues han pasado seis segundos. Seguramente, muchos han esperado que ocurriera algo.
A apresentadora do telejornal da televisão espanhola ficou calada durante seis segundos, o que em televisão é uma eternidade. Mas como ela própria explica, seis segundos são hoje uma eternidade em qualquer lado.
Vemos vídeos cada vez más cortos, escuchamos los audios acelerados y nos hemos acostumbrado…
Cada vez perdemos mais a capacidade de nos mantermos atentos. E para contrariar esta tendência, este telejornal acabou com a fotografia de uma paisagem e um aviso aos espectadores.
No tengan prisa por ver qué pasa después.
Não fiquem à espera que aconteça qualquer coisa. Na imagem que estão a ver não vai acontecer absolutamente nada. Isto foi no telejornal de terça-feira, no dia em que saíram os resultados do PISA, um estudo internacional que mede competências de jovens de 15 anos em leitura, matemática e ciências. Em Espanha, os resultados foram os piores de sempre. Em Portugal, os resultados foram tão maus que fizeram o país andar para trás 20 anos. É sobre isto que vou falar hoje com Miguel Herdade, especialista em desigualdades na educação. Vamos tentar perceber se o que explica isto é a pandemia, se é uma geração desatenta que já nasceu estimulada por ecrãs e smartphones, ou se há outros fatores, incluindo decisões políticas dos últimos anos. Eu sou o Pedro Benevides e esta é a história do dia de quinta-feira, 10 de setembro. Olá, Miguel, bem-vindo.
Olá, bom dia.
Deixe-me perguntar-lhe, para quem não conhece bem o PISA, exatamente o que este teste mediu e que resultados isto nos mostra sobre o país que somos.
Muito bem. O PISA é um exame internacional muito famoso e muito importante, que é feito com espaço temporal. O último que tivemos era 2022, portanto, mesmo no coração da pandemia. É um exame que se faz em vários países do mundo. É um exame da OCDE, portanto vários países da OCDE e outros que também não são da OCDE, e que, no caso português, olha para uma amostra muito importante, que são quase 7 mil alunos. São 6945 alunos que estão distribuídos em 225 escolas pelo país. E o que se tenta fazer com este teste é medir a literacia dos alunos dos diferentes países, a ciência, a matemática e a leitura. É muito útil porque como o teste vai fazendo em diferentes anos, nós, de certa forma, quase conseguimos comparar como os diferentes alunos vão evoluindo, e como o sistema de ensino do país vai evoluindo. O exame é sempre feito quando os alunos têm 15 anos de idade. Nós conseguimos ver, desde o início do século até agora, como é que tem variado, de facto, esta capacidade dos nossos alunos na escola, estes três parâmetros.
E, na verdade, este último resultado, que saiu agora nos últimos dias, diz-nos que as coisas não melhoraram, pioraram.
Exatamente. O que é extraordinário, porque já no PISA anterior, eles tinham dado um trambolhão enorme. Isto é, se quisermos fazer um panorama geral, o que nós vemos é que a primeira vez que fizemos o PISA, no início do século, no ano 2000, os resultados de Portugal eram péssimos. E aqui há uma nota importante: é que não só os resultados eram maus, como, na verdade, a escola pública portuguesa, na altura, servia um número bastante reduzido de alunos. Eu gostava de lembrar que a escolaridade obrigatória até o 12º ano só entrou em legislação no ano de 2009, e só entrou em vigor no ano de 2012. Isto é, uma pessoa como eu, de 35 anos, quando acabou o 12º ano, o 12º ano ainda não era obrigatório e portanto havia uma quantidade relativamente pequena de alunos que andavam no ensino secundário. E a verdade é que desde então, até cerca de 2015, os resultados do PISA melhoraram bastante. E devo dizer até que a OCDE considerou Portugal a história de maior sucesso do exame PISA.
Isso em 2015.
Até 2015. Aliás, não só no PISA, acho que é importante realçar isto, mas também noutros testes parecidos que se fazem, com outros alunos de outras idades, que é o TIMSS e o PIRLS, e alguns deles até se ficou a descobrir que, na altura, os alunos portugueses eram melhores a matemática que os finlandeses, que é assim um país que as pessoas gostam de comparar.
Referência, exatamente.
Exatamente. Que, na verdade, só para uma nota importante, a Finlândia tem tido resultados péssimos no PISA.
Ok.
Ultimamente, nos últimos anos. E de facto, o que nós vemos? Nós vemos que Portugal foi melhorando. Chegou a este período bastante glorioso de 2015 com notas altas, aliás, acima da OCDE em muitos parâmetros. E o que vemos é que no PISA seguinte, que é o 2018, houve uma inversão de tendência, isto é, deixámos de melhorar e em alguns parâmetros até piorámos ligeiramente. Estou a pensar, por exemplo, a ciência e a leitura tivemos uma pioria ligeira. E depois o que aconteceu foi o que todos sabemos, que é: apareceu a pandemia As escolas estiveram fechadas por um período muito grande e aí é que, de facto, andámos para trás muitos anos. Andámos para trás quase 15 anos. O que eu quero dizer com isto? Que perdemos quase 15 anos de avanço no nosso sistema de ensino, o que é uma pena muito grande. Mas devo dizer que não foi só Portugal que perdeu, foram quase todos os países, que tiveram impactos muito significativos. E a razão é simples: as escolas estavam fechadas e, portanto, não havia um sistema de ensino em condições para os nossos alunos. O que nós vemos agora neste PISA 2025, em muitos países, incluindo em Portugal, é que os resultados conseguiram piorar ainda mais. E isto acontece por uma série de razões, mas designadamente o facto de estes alunos que estamos agora a avaliar, que têm agora 15 anos, no fundo tinham 10 anos quando aconteceu a pandemia. Portanto, houve muito que se perdeu durante a pandemia e está muito visível agora.
A pandemia, do seu ponto de vista, é a grande explicação para estes resultados? Porque nós estamos agora na fase em que um certo país político está a discutir o que se passou, se isto foi responsabilidade de políticas públicas ou se foi uma consequência da pandemia, ou se são os próprios jovens que hoje em dia são diferentes, porque cresceram com muitos estímulos digitais e, portanto, não estão tão vocacionados para as leituras. Acha que é a pandemia o grande responsável ou vê aí outras explicações?
Sim, eu acho que a pandemia é claramente o responsável por este declínio abrupto, porque é muito abrupto o declínio. No fundo, perder num espaço de tão pouco tempo, tanto progresso que se tinha feito. Mas eu acho que há pelo menos cinco causas para o caso português. A primeira é a pandemia, sem dúvida. E devo lembrar que Portugal teve as escolas fechadas durante mais tempo do que a maior parte dos outros países. Além disso, Portugal é o país da União Europeia onde menos adultos andaram na escola, portanto, os pais dos nossos filhos, que estavam com eles em casa, tinham menos escolaridade do que os de outros países e isso era uma dificuldade, porque tinham mais dificuldade em explicar as matérias. Depois, gostava de lembrar que a seguir à pandemia, houve um problema grave de falta de professores. De resto, é um problema que ainda não está resolvido, nem acho que vai estar num futuro muito próximo. E por fim, houve também um aumento significativo do número de alunos de origem imigrante, o que pode explicar um pouco, mas eu acho que não é significativo. Até porque a maior parte dos alunos imigrantes falam português como primeira língua em Portugal e, portanto, tínhamos que ver com maior detalhe. Depois, eu acho que a grande discussão é: de facto, já tinha vindo a piorar os resultados dos exames PISA em Portugal e noutros países. E pode-se especular se há aqui alguma coisa transversal que se passa no mundo, e se estamos perante uma geração que, por alguma razão ou por estas todas juntas, tem piores resultados do que a anterior. O que nós temos visto até agora na história da educação é que cada geração tem melhores resultados do que a que estava cá antes. E esta parece ser a primeira geração em que isso não acontece. E portanto, além da pandemia, além da falta de professores, discute-se muito se a tecnologia pode ter aqui um papel nocivo, ao contrário do que se pretendia. O que se pretendia é que a tecnologia viesse trazer mais igualdade e mais equidade a todos. Esse é um ponto muito interessante. Aliás, o PISA aponta uma coisa engraçada. Em Portugal, nós vemos que cerca de metade dos alunos usam inteligência artificial, mas que em ciências, isso, na verdade, não se traduz em melhores resultados. E quando olhamos para o resto do mundo, o que vemos é que os alunos que usam mais a inteligência artificial têm, de facto, piores resultados a ciências, o que é muito interessante. É muito curioso, podia indicar isso. Depois também há outra coisa a ter em conta, que é, por exemplo, os ecrãs, os smartphones. Começa a haver alguma evidência de que isso pode estar a sugar a atenção dos alunos e, na verdade, até ter um efeito nocivo na sua capacidade cognitiva. O que eu quero dizer com isto? Quero dizer que já há alguma evidência, e há um autor, que é o Jared, ele é da Austrália, em que ele aponta para o fato de que os smartphones podem ter um efeito na nossa capacidade cognitiva, que é semelhante a uma criança ter uma depressão ou um traumatismo craniano. E portanto, se isso se confirmar, podemos estar aqui a pôr nas nossas crianças-
Estamos a falar do excesso de estímulos, das mensagens muito rápidas que estão sempre ali a com aptidão pela atenção muito rapidamente e isso tudo pode ter um efeito. Isso é interessante e, de facto, isso pode ser uma parte da explicação daquilo que acontece internacionalmente.
Sim, mas há outra também internacional, que eu acho que era mais o ponto da sua pergunta, que é as políticas públicas.
Porque eu sei que o Miguel, por exemplo, compara aquilo que aconteceu em Portugal com aquilo que aconteceu no Reino Unido.
Exatamente, eu acho que isso nos dá umas pistas muito interessantes. E gostava de deixar isto claro: eu acho que o fator mais importante neste momento é a pandemia, o que não quer dizer que o resultado dos alunos não tivesse a descer de qualquer maneira. E eu acho que o que aconteceu aqui, do ponto de vista de políticas públicas, e nesse aspecto, a comparação entre Inglaterra e Portugal, eu vivi muitos anos em Inglaterra e trabalhei no sistema de ensino inglês durante muitos anos, pode ser muito interessante. Que é o seguinte: Inglaterra foi dos poucos países cujos resultados dos alunos não desceram durante este período. E isso pode ter acontecido, em primeiro lugar, porque Inglaterra levou muito a sério a recuperação das aprendizagens depois da pandemia. Apostou muito na formação de professores e em vários métodos para recuperar as aprendizagens. Nós em Portugal, não. E depois, o que nós temos? Inglaterra fez uma aposta já há vários anos No método fónico de aprendizagem, mas acima de tudo, numa visão da educação que tem por base os conhecimentos e a exigência. Em Portugal e noutros países, mudou-se um bocadinho a lógica da educação pra ter mais por base as competências, isto é, os skills. Ouço muito falar das competências do século XXI. Penso eu que se calhar já ouviram falar de vez em quando, e o pensamento criativo.
Aliás, houve um documento feito pelo Ministério da Educação que era o aluno do século XXI, precisamente.
Exatamente. E as aprendizagens essenciais. O que nós podemos perceber? É muito difícil comparar países. De facto, é um exercício difícil, mas o que aconteceu em Inglaterra? A Inglaterra faz parte do Reino Unido, que tem vários países diferentes lá dentro. E um deles é o País de Gales, que seguiu mais ou menos a indicação que países como Portugal e muitos outros, a Finlândia, por exemplo, seguiu, que é diminuir um bocadinho a exigência, e focar-se muito nesta história das competências, dos skills. E o que nós vemos é que enquanto a Inglaterra conseguiu sobreviver muito bem à pandemia, e teve resultados muito bons, aliás, eu diria que é o segundo melhor sistema de ensino do mundo ocidental neste momento, a seguir à Estónia, portanto, tem resultados acima da Finlândia e de outros países desse gênero. Eles bateram-se muito por esta história da exigência e dos conhecimentos profundos. O País de Gales fez o oposto, que bateu-se muito por essa história dos skills ou das competências e um certo facilitismo. E o resultado está visto, é que o País de Gales teve resultados desastrosos e Inglaterra, não. A experiência escocesa também é parecida. Portanto, aí temos uma coisa que os investigadores chamam quase uma experiência natural, que eu acho que honestamente nos permite tirar ilações. Eu acho que esta experiência de esquecermos que é preciso saber matéria, que é preciso decorar matéria, que é preciso aprender de forma profunda e com um grau de exigência grande. A experiência de fazer o oposto disso não deu bons resultados, é a minha opinião. Mas honestamente, aqui o grande culpado, a meu ver, é de facto a pandemia e depois a falta de professores. E de facto é uma pena muito grande, porque isto é um verdadeiro desastre. Devo dizer, isto tem impacto muito profundo na vida das crianças.
Eu ia perguntar-lhe precisamente sobre os impactos, porque uma das áreas a que o Miguel se dedica, aliás, acabou de publicar um livro que fala muito sobre isso. E este relatório do PISA fala também sobre isto, sobre o acentuar das desigualdades, porque estes resultados também mostram isso. O que isto significa e qual é que é o impacto que isto tem para a vida destas crianças e para o futuro que as diferentes crianças que existem em Portugal podem ter quando se olha pra estes resultados?
Exatamente. De facto, eu explico isso com bastante profundidade no meu livro, que vai pras bancas dia 17 de setembro, que se chama “Gente como Nós”. E qual é a história portuguesa? A história portuguesa é de um país que tem uma desigualdade muito grande na educação. O que eu quero dizer com isto? Quer dizer que, depende um bocadinho da maneira como nós medimos, mas assim grosso modo, aos 15 anos de idade, entre uma criança que nasceu numa família pobre e uma criança que nasceu numa família rica, existem cerca de dois anos de conhecimentos de diferença. O que eu quero dizer com isto? Que se calhar, uma criança de uma família rica, aos 15 anos, tem conhecimentos que uma criança normal tem aos 16, e uma criança de uma família pobre, se calhar, tem conhecimentos que uma criança normal tem aos 14 anos. Este fosso é muito grande. É, por exemplo, quase o dobro do que nós vemos em Inglaterra, que é um país muito desigual, um país com muito mais desigualdade do que Portugal, nem que mais não seja, portanto, mais gente rica e também tem muitos pobres. E o que é que nós vemos? Vemos que desde que há exames PISA, este fosso não tem sido alterado. Ou seja, em Portugal, desde o ano 2000 até agora, e agora parece ter aumentado, mas temos que ver com mais atenção, nós não conseguimos fazer com que a circunstância da família de uma criança não dite a sua capacidade de ter melhores notas. Desde o ano 2000 até agora, de facto, este fosso entre ricos e pobres nas nossas escolas não tem diminuído e isso é um grande problema. É um grande problema, além da questão moral e de uma enorme injustiça, é um problema porque é talento que o país desperdiça. Isso são crianças que não conseguem ter bons resultados na escola, pura e simplesmente pelo fator de terem nascido numa família pobre. E com isso estamos a desperdiçar cabeças que podiam dar muito ao país, que podiam ser mais felizes, podiam ver os seus sonhos concretizados. Eu penso muitas vezes na quantidade de médicos e de escritores e de escultores e de artistas e de matemáticos que nós desperdiçamos, porque simplesmente não demos a estas crianças a possibilidade de progredir na escola. Isso, de facto, é uma pena muito grande. O exame deste ano, por acaso, tem características engraçadas, e algumas delas preocupantes, porque nós neste momento em Portugal, por exemplo, em matemática, temos mais de um terço dos alunos com níveis muito baixos, que são muito low performance, como se costuma dizer. São 35%. O que eu quero dizer com isto? Quero dizer que, por exemplo, já agora, a média da OCDE, quer dizer que mais ou menos 30% dos alunos também têm desempenhos baixos a estes três fatores.
Mas 35% é maior do que essa média, claramente.
É. Mas o que eu quero dizer com isto de ter desempenhos baixos? Em matemática, isto pode querer dizer coisas como: um aluno que não consegue decifrar a relação entre unidades e o preço de um determinado produto. Ou seja, este aluno, e repare, se estamos a falar de um terço dos alunos, quer dizer que há, por hipótese, um em três alunos da nossa escola, que se calhar não consegue fazer compras em condições ou ler uma conta num restaurante. E isso significa que ele não consegue participar numa democracia plena. E acima de tudo, significa que estes alunos, o que lhes vai acontecer? É que vão ter mais dificuldade em progredir no sistema de ensino, vão ter menor probabilidade, por exemplo, pra universidade Vão ter menor probabilidade de ter ordenados mais altos em adultos e, portanto, a sua capacidade de fugir desta armadilha da pobreza, pura e simplesmente é menor. É um flagelo que nós não consigamos, neste país, dar condições aos nossos alunos para pelo menos lutarem por uma vida justa. E nós cortamos-lhes as pernas na escola, quando lhe devíamos dar um trampolim para a vida.
Quando a escola devia ser exatamente a forma de escapar a esse ciclo de pobreza.
Exatamente. Devia ser o oposto. Há muito trabalho a fazer na educação em Portugal. Os resultados da leitura são particularmente preocupantes. Tivemos uma descida muito significativa e a leitura é a base de tudo o resto. Eu não consigo interpretar enunciados de matemática se não conseguir ler o enunciado em condições. Não consigo perceber as perguntas de ciências se não conseguir ler ou interpretar textos em condições. Repare, isto é um problema de desigualdade, não só do ponto de vista socioeconômico, isto é, do rendimento das famílias, mas também do ponto de vista geográfico. Se nós olharmos para os resultados do Alentejo e da Península de Setúbal, os resultados são muito baixos, em média. Há muitas assimetrias neste país, é um país muito desigual. E digo isto com boa vontade. De facto, há aqui um dever moral que nós, adultos, temos de arregaçar as mangas e garantir que conseguimos inverter isto e dar um sistema de ensino que funcione para todas as crianças. Eu acho que essa é que deve ser a mensagem principal deste exame PISA, que nos deve preocupar, mas acima de tudo deve-nos convocar, em minha opinião, a preocupar-nos mais com estes assuntos, a arregaçar as mangas e a lutar pelo futuro destas crianças, que não têm culpa nenhuma de nós as termos deixado um sistema de ensino em cacos. Um sistema de ensino que já foi bom e que hoje em dia, infelizmente, não está a responder como devia.
Miguel, fica esse voto. Muito obrigado.
Eu é que agradeço. Muito obrigado.
Eu conversei hoje com Miguel Herdade, especialista em desigualdades de educação, que acredita que apesar de tudo, não estamos ainda a falar de uma geração perdida. Certo é que os alarmes soaram em toda a Europa face aos resultados do PISA. Por cá, o primeiro-ministro pediu uma reflexão e anunciou que quer voltar a implementar uma cultura de maior exigência. Vamos ver na prática o que aquilo quer dizer. Esta foi a história do dia. A sonoplastia é da Mariana de Sousa Aguiar, a música do genérico do João Ribeiro. Eu sou o Pedro Benevides. Até amanhã.
