Países árabes condenam ataques do Irã e pedem retorno ao diálogo

Países árabes condenam ataques do Irã e pedem retorno ao diálogo


Vários países árabes criticaram duramente os amplos ataques do Irã contra aliados dos Estados Unidos na região, após o governo Trump intensificar nesta semana os ataques letais ao território iraniano.

As Forças Armadas iranianas atingiram diversos países entre o fim da noite de quinta-feira (16) e a madrugada de sexta-feira (17), incluindo Omã, Jordânia, Kuwait e Catar. No Catar, uma criança ficou ferida por estilhaços de um projétil interceptado.

Em outro episódio, no Iraque, um ataque iraniano com mísseis e drones matou nove integrantes de um grupo curdo-iraniano, segundo um representante da organização.

Líderes da região emitiram duras condenações aos ataques e voltaram a defender uma solução diplomática para a crise, embora autoridades dos Estados Unidos e do Irã não deem sinais de redução das tensões.

Veja algumas das manifestações sobre os ataques do Irã mais recentes:

  • Catar: O Ministério das Relações Exteriores do Catar, cujos representantes atuaram como importantes mediadores nas negociações entre Teerã e Washington no início deste ano, pediu um “retorno sério ao diálogo e às negociações” e a retomada dos “entendimentos alcançados por meio dos esforços diplomáticos”.
  • Emirados Árabes Unidos: O ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos condenou veementemente o ataque iraniano no Iraque, afirmando que a ação representa uma “violação flagrante da soberania da República do Iraque e do Curdistão Iraquiano”.
  • Jordânia: O ministro das Relações Exteriores do país classificou os “ataques brutais iranianos” como uma “violação evidente do direito internacional” e alertou para uma “escalada perigosa” em toda a região.
  • Kuwait: O ministro das Relações Exteriores do Kuwait manifestou “forte condenação às recentes e condenáveis agressões iranianas” contra Bahrein, Catar e Jordânia, afirmando que os ataques representam uma “ameaça direta à segurança de suas populações”.



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