2h. Mundial. México vence Africa do Sul por 2-0 – Observador

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As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. Há um entendimento positivo em Teerão sobre a proposta de paz dos Estados Unidos, mas a assinatura final está sujeita à análise. A Al Jazeera cita fonte do Ministério das Relações Exteriores do Irã, que, por intermédio do porta-voz, disse à imprensa que existe uma proposta que está a ser analisada pelo líder supremo, Ali Khamenei, mas que, neste caso, esta proposta ainda deve ser analisada em vários pontos. Antes disso, o Irã afastou conclusões quanto ao acordo com os Estados Unidos, depois de Donald Trump ter afirmado que este acordo pode ser assinado ainda este fim de semana na Europa. Em declarações divulgadas pela agência oficial de notícias Tasnim, o porta-voz da diplomacia iraniana afirma que a maior parte do texto foi finalizado, mas que a Casa Branca continua a mudar de posição em relação às negociações. Assegura ainda que a República do Irão não está disposta a ceder nas linhas vermelhas. Nesta quinta-feira, Donald Trump mostrou-se confiante em declarações na Casa Branca. O chefe de Estado norte-americano diz que está para muito breve a assinatura de um acordo de paz.
“O estreito vai abrir oficialmente assim que assinarmos, o que pode acontecer em breve, muito em breve, talvez no fim de semana, na Europa. Eu não vou poder estar lá, mas o vice-presidente, J.D. Vance, vai lá estar e também outras pessoas. O Steve Witkoff e o Jared Kushner fizeram um excelente trabalho.”
As considerações de Donald Trump na Casa Branca nesta tarde de quinta-feira. Entretanto, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já vai esclarecer que Tel Aviv não vai fazer parte deste memorando de entendimento que surge com o Irão. O atual secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa pede debate sobre acesso a metadados. Num artigo de opinião no semanário “Expresso”, Vitor Sereno apela a uma discussão séria sobre os dados de comunicação. O líder das secretas dá o exemplo dos metadados, que não revelam sequer o conteúdo das comunicações, mas que podem ser decisivos para compreender algumas redes e padrões de contacto relevantes em casos de terrorismo. O “Expresso” recorda que os últimos dois relatórios produzidos com o Conselho de Fiscalização das Secretas destacavam a necessidade de reverter a proibição de acesso dos agentes secretos aos metadados de telemóveis de suspeitos. Estes documentos indicam mesmo que era assumido que apenas uma revisão constitucional podia permitir o uso desta ferramenta pelos operacionais, tanto dos serviços de informações de segurança como do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa do Estado. O presidente da República defende que deve haver uma revisão da Lei das Finanças Regionais. O anúncio foi feito numa cerimónia de apresentação do livro “50 Anos de Autonomia Regional”, na Assembleia Legislativa da Madeira. António José Seguro alertou para os desafios da região autónoma. Acrescenta ainda que há um forte desejo de alteração desta lei, que foi classificada pelo presidente do Governo da Madeira como ridícula e anacrônica.
Sei que há um forte desejo de alteração da Lei das Finanças Regionais, que foi classificada pelo presidente do Governo Regional da Madeira como iníqua e anacrônica. Concordo que é necessária uma revisão e para a qual apelo a um esforço comum, a uma atitude construtiva face aos novos desafios e também ao fato de termos de antecipar um futuro com eventualmente menos fundos comunitários.
O chefe de Estado a acrescentar ainda que a Madeira não deve ser gerida a partir de Lisboa. A presença de António José Seguro numa cerimónia da apresentação do livro “50 Anos de Autonomia Regional”, que se organizou na Assembleia Legislativa da Madeira. O ministro da Presidência admite que o governo tenha de fazer cedências para conseguir aprovar a Prestação Social Única. Depois de ser questionado sobre as negociações com o Chega, que correram esta tarde entre André Ventura e Luís Montenegro, António Leitão Amaro lembra que, sem maioria no Parlamento, é preciso procurar entendimentos e que um dos interlocutores, neste caso, o Partido Socialista, não tem mostrado disponibilidade para conversar.
Este governo tem demonstrado sempre, permanentemente, a propósito de todos os diplomas, uma vontade efetiva de negociar com todos. Recorrentemente, o que nós vemos acontecer é os partidos se autoexcluírem de negociações, seja porque nem sequer estão disponíveis ou, na maioria das vezes, dizer: “Eu não me revejo de todo nesta reforma, nesta mudança”. Nós respeitamos todos os representantes e vamos construtivamente dialogando com todos, e isso implica, naturalmente, aproximações.
Aqui as considerações de António Leitão Amaro. André Ventura falou depois do encontro com o primeiro-ministro. O presidente do Chega admite mesmo um acordo na Prestação Social Única. Esta reunião com o chefe do governo durou cerca de uma hora e, no final, já na Assembleia da República, André Ventura adiantou que existem condições para chegar a um acordo nesta Prestação Social Única.
O que ficou parcialmente acordado é que, no sentido de trabalhar para se poder chegar ainda a esse entendimento de restrição, aceitando o PSD todos os outros pontos em relação ao que o Chega tinha proposto, que seja feita a baixa sem votação deste projeto da Prestação Social Única em relação à votação de sexta-feira, para que, no prazo de uma semana, que é o que ficou definido, se possa chegar à fórmula que pretende estabelecer este princípio, repito, do qual não abdicamos. Quem vem de fora de Portugal e quer receber subsídios em Portugal, tem que contribuir de alguma forma para Portugal.
As exigências do Chega, aqui declaradas pelo presidente do partido, André Ventura. Já esta proposta, a Prestação Social Única, vai ser discutida e votada já esta sexta-feira no Parlamento. O presidente do Benfica elogia Marco Silva, mas vinca que José Mourinho era a prioridade para a próxima temporada. O presidente dos encarnados fez um balanço da temporada que terminou em maio. Explica que a gestão do clube durante o último ano, numa longa conferência de imprensa no Estádio da Luz, Rui Costa diz que José Mourinho era a prioridade para a temporada 26/27. No entanto, não ficou às mãos do Real Madrid.
Não ficámos nem no Mourinho, nem do Real Madrid e, portanto, todos os cenários foram equacionados. E obviamente, depois de todo este tempo e todo este trobilhão à volta das eleições do Real Madrid e da continuidade ou não de José Mourinho, nós tivemos que nos fazer ao caminho e programar a próxima temporada e de consequência, José Mourinho não seria o treinador do Benfica na próxima temporada. Havia um acordo de cavalheiros entre as partes, à qual o Benfica não seria prejudicado com isso, mas que já estaria a pensar num futuro treinador para o Benfica.
Apesar dos elogios a José Mourinho, Rui Costa diz que Marco Silva é o melhor treinador para o momento atual dos encarnados.
Eu espero aquilo que todos os benfiquistas esperam quando se contrata um treinador para um clube desta dimensão, é que consiga trazer os títulos que tanto ambicionamos. Acreditamos plenamente que Marco é o treinador ideal neste momento para o Benfica. A sua experiência em Inglaterra e aquilo que tem feito ao longo da sua carreira dá-nos esta esperança. Estou muito satisfeito com esta escolha e muito ambicioso para aquilo que é o futuro do Benfica com o treinador, que acredito que nos traga aquilo que nós desejamos.
Marco Silva, que também foi anunciado nesta conferência de imprensa, vai ter uma cláusula de rescisão de 15 milhões, valor semelhante ao que estava presente no contrato de José Mourinho. A apresentação do técnico de 48 anos está marcada para esta sexta-feira, Museu Cosmo Damião, às 17h. Já sobre a temporada que os encarnados terminaram em terceiro lugar e com a conquista da Supertaça, Rui Costa diz que o Benfica foi mais prejudicado do que nunca.
Não me lembro de um ano onde uma equipa tenha sido tão prejudicada como o Benfica. E se isso teve implicações na classificação final, claro que teve. E não podemos ficar indiferentes a isso. Portanto, repito aquilo que eu disse, não vou esconder e não vou dar desculpas de uma má época que assumo e que até me responsabilizo e peço desculpa por ela, mas o facto daquilo que se passou em termos arbitrais não pode ser escondido, porque nós cometemos outros erros que nos condicionaram à classificação final. Foi um ano que os casos são muito flagrantes.
Rui Costa aqui a tirar críticas à arbitragem. Saiu também esta quinta-feira que o presidente encarnado vai estar suspenso por 45 dias, um castigo aplicado pelo Conselho Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol, referente aos acontecimentos da partida do Benfica em Famalicão. O Benfica que então vai começar a temporada mais cedo, vai estar presente nos playoffs de acesso à Liga Europa. E no Campeonato do Mundo, depois do triunfo do México, há mais uma partida a arrancar nesta prova da FIFA, referente ao grupo A, no Estádio Akron, em Guadalajara, no México. A Coreia do Sul frente à Chéquia, partida a encerrar nesta primeira jornada do grupo A. Conosco temos o jornalista Diogo Varela, ele que está presente nesta equipa do Minuto 90, que vai acompanhar os mais de 100 jogos deste Campeonato do Mundo. Diogo, quais são os 11 iniciais deste Coreia do Sul-Chéquia?
Vamos a isso, João. Boa noite e partilho também contigo essa presença na equipa do Minuto 90. Do lado da Coreia do Sul, vou destacar dois nomes, desde logo o próprio capitão, Son Heung-min, que hoje em dia já está na MLS, a liga norte-americana, mas é claramente a referência da Coreia do Sul, e também Kang-in Lee, jogador do Paris Saint-Germain, que é claramente destaque da equipa asiática. Quanto à seleção europeia, a Chéquia, tem aqui também dois nomes mais conhecidos, Tomas Soucek, médio do West Ham, e o Patrik Schick, que é o ponta de lança do Bayer Leverkusen. Faço também referência não a um jogador que está no 11, mas que está no banco da Chéquia. Falo, naturalmente, de Lukas Hrádecký, guarda-redes do Sporting Clube de Braga, que poderia ser aqui apontado como titular da Chéquia, mas está Matej Kovar na baliza da equipa da Chéquia, que apenas faz a segunda participação em Campeonatos do Mundo, uma vez que antigamente pertencia à Checoslováquia. Uma República Checa que eliminou a Dinamarca para chegar aqui ao Campeonato do Mundo de 2026. Deixou uma seleção também potente pelo caminho. Já a Coreia do Sul, uma seleção mais batida, já leva 12 participações. É o segundo jogo, como tu dizias, deste grupo A, que teve essa vitória do México num jogo com três cartões vermelhos e, já agora, a título de curiosidade, esse jogo é apenas superado por um e tem a ver com Portugal, a tal Batalha de Nuremberga, como ficou conhecido em 2006. Na altura, o duelo entre Portugal e os Países Baixos, que teve nada mais, nada menos do que quatro vermelhos nesse jogo. Agora houve três, ficou perto.
Quase bateu o recorde, exatamente. Vamos ver se esse recorde poderá ser batido ao longo deste Campeonato do Mundo. Para isso vai ter que escutar o Minuto 90 aqui na Rádio Observador, uma equipa formada pelos jornalistas Diogo Varela, João Lourenço e também o jornalista Martim Madeira. O Diogo Varela que vai estar de volta às 03h. Vamos dar início a esse Coreia do Sul-Chéquia. Neste noticiário, fica por aqui. A informação na Rádio Observador regressa às 14h30.
