Helicóptero norte-americano cai perto do Estreito de Ormuz – Observador

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China é a principal beneficiária estratégica da guerra no Irão, diz ‘think tank’ Brookings Institution

A Brookings Institution considera que a guerra entre EUA, Israel e Irão beneficiou estrategicamente a China, ao expor limites do poder norte-americano, aprofundar divisões entre Washington e aliados e abrir espaço para Pequim reforçar a influência global.

Num artigo publicado hoje pelo grupo de reflexão (‘think tank’) norte-americano, o diretor do Centro John L. Thornton para a China da Brookings, Ryan Hass, argumenta que o conflito confirmou a avaliação de Pequim de que não precisa de enfrentar diretamente Washington para elevar a sua posição na ordem internacional.

“Os Estados Unidos e Israel combateram o Irão, e a China venceu”, resume Hass, antigo diretor para a China no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca durante a presidência de Barack Obama.

De acordo com o analista, muitos defensores da intervenção militar norte-americana acreditavam que uma derrota do Irão enfraqueceria a rede de parceiros da China e privaria Pequim do acesso a petróleo iraniano com desconto, que representava cerca de 13% das importações chinesas de crude.

No entanto, Hass sustenta que os acontecimentos recentes demonstraram o contrário. O investigador cita o historiador Robert Kagan para defender que Teerão poderá sair do conflito mais influente devido à capacidade de afetar a economia mundial através do controlo do estreito de Ormuz, por onde passa uma parte significativa do comércio global de energia.






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