O sunset que junta gerações e está a revolucionar a vida social em Coimbra – Notícias de Coimbra – NDC
A música eletrónica voltou a ecoar num dos espaços mais emblemáticos de Coimbra e, desta vez, sem pistas fechadas, filas madrugada dentro ou ambientes noturnos tradicionais.
O evento “Lágrimas”, realizado este sábado na histórica Quinta das Lágrimas, esgotou a lotação e reuniu centenas de pessoas num conceito que mistura natureza, convívio e música ao ar livre.
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Entre as 16:00 e as 22:00, o espaço transformou-se num grande sunset onde o objetivo não era apenas dançar, mas também conversar, reencontrar amigos e desfrutar de uma experiência considerada pelos organizadores como uma alternativa à tradicional vida noturna da cidade.
“Identificámos uma lacuna que existia em Coimbra. Havia muitas pessoas, sobretudo a partir dos 30 anos, que gostavam de ouvir boa música, mas que já não se reviam nos formatos habituais da noite”, explicou Isa Oliveira, uma das responsáveis pela organização.
A promotora destaca que o conceito pretende ser inclusivo e saudável, apostando em horários mais compatíveis com a vida familiar e profissional.
“A música não atrapalha o ambiente. As pessoas conseguem conversar, estar com os amigos, beber um copo e divertir-se sem terem de ficar até de madrugada”, referiu.
José Forte, responsável pela promotora Elements, acredita que o sucesso destes eventos está ligado à transformação dos hábitos de lazer dos adultos.
“As pessoas querem liberdade, tranquilidade e experiências diferentes. Muitos já não têm interesse na noite tradicional e procuram espaços ao ar livre, locais emblemáticos e ambientes mais descontraídos”, explicou.
Desde 2024, a empresa tem apostado em locais considerados improváveis para receber música eletrónica, como o Palácio da Quinta da Portela, o Convento São Francisco e agora a Quinta das Lágrimas.
“Queremos criar memórias. Quem vem aos nossos eventos sai sempre com vontade de regressar”, afirmou.
Entre o público, a sensação é de que Coimbra começa finalmente a acompanhar uma tendência já consolidada nas maiores cidades portuguesas.
“Lisboa e Porto já tinham este tipo de sunsets há vários anos. Coimbra precisava disto”, contou Dora Almeida, participante habitual destes eventos. “São momentos que nos ajudam a desligar do stress do dia a dia e acontecem sempre em locais mágicos da cidade.”
A participante garante que muitos conimbricenses deixaram de procurar eventos noutras cidades porque agora encontram propostas semelhantes na região.
“Há pessoas que já dizem que não precisam de sair de Coimbra para ter experiências deste género. E isso é muito positivo para a cidade.”
Também Catarina Beleza, vinda de Lisboa pela primeira vez para um destes eventos, ficou impressionada.
“A vibe é muito boa, o ambiente é excelente e o espaço é maravilhoso. Espero voltar em breve”, afirmou.
Com a edição da Quinta das Lágrimas esgotada, os organizadores já apontam baterias para o próximo grande encontro, marcado para 27 de junho, nos claustros do Convento São Francisco.
A promessa é manter a mesma fórmula que parece estar a conquistar cada vez mais adeptos: música eletrónica de qualidade, espaços históricos e uma experiência onde o convívio vale tanto quanto a pista de dança.
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