Nova Quaest mostra disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro em meio a semana decisiva para 2026
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- A pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial de 2026 será divulgada em 13 maio, após campo realizado de 8 a 11 maio com 2 004 entrevistados em todo o país.
- O levantamento testa Lula e pré‑candidatos da direita – Aldo Rebelo, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Samara Martins – em cenários de primeiro e segundo turno.
- A pesquisa também mensura a aprovação do governo federal.
- Em 12 maio, o governo federal revogou a “taxa das blusinhas”, zerando o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, visando reduzir desgaste nas classes C e D.
A nova rodada da pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial de 2026 será divulgada nesta quarta-feira (13) em meio a uma das semanas políticas mais intensas do ano. O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistados em todo o país, e deve medir o cenário eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os principais nomes da direita.
Serão testados, em cenários de primeiro e segundo turno, os nomes de Lula e dos pré-candidatos Aldo Rebelo, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Samara Martins. A pesquisa também avaliará a aprovação do governo federal.
A nova Quaest chega após uma sequência de fatos políticos que movimentaram Brasília e dominaram o debate nas redes sociais. Entre eles, a já considerada bem-sucedida reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vista por aliados do Planalto como um gesto de fortalecimento internacional do presidente brasileiro em meio à antecipação da corrida eleitoral de 2026.
Outro tema que agitou o ambiente político foi a decisão do governo federal de revogar a chamada “taxa das blusinhas”, zerando o imposto federal de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. Embora o anúncio oficial tenha ocorrido nesta terça-feira (12), após o encerramento do campo da pesquisa, a medida já vinha sendo debatida nos bastidores do governo e teve enorme repercussão política.
A decisão é tratada por integrantes do Planalto como uma tentativa de reduzir desgaste junto às classes C e D, principais consumidoras das plataformas internacionais de comércio eletrônico. O próprio Lula já havia sinalizado anteriormente que considerava a taxação um erro.
Enquanto isso, o bolsonarismo atravessa dias turbulentos por conta do avanço das investigações sobre o escândalo do Banco Master. A operação da Polícia Federal (PF) contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais aliados da família Bolsonaro e nome cotado para ocupar a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, aumentou a pressão sobre o núcleo político da pré-campanha bolsonarista.
As investigações apontam Ciro como figura central das articulações ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso no âmbito do caso Master. O escândalo ganhou dimensão ainda maior após surgirem revelações envolvendo Marcello Lopes, o “Marcelão”, estrategista escolhido por Flávio Bolsonaro para coordenar sua campanha presidencial. Documentos obtidos pela Folha de S.Paulo revelaram que Marcelão aparece diretamente ligado ao chamado “Projeto DV”, estrutura investigada pela PF por organizar ataques coordenados contra o Banco Central e servidores da instituição.
O marqueteiro, amigo próximo de Flávio Bolsonaro, também aparece associado a uma transferência via Pix de R$ 650 mil feita durante o período em que o plano era estruturado.
O que mostrou a última Quaest
Na rodada anterior da pesquisa, divulgada em 15 de abril, Lula apareceu com 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 32%. Ronaldo Caiado teve 6% e Romeu Zema apareceu com 3%.
No segundo turno, o cenário mostrou forte equilíbrio: Flávio Bolsonaro tinha 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
A expectativa nos bastidores políticos é alta porque o levantamento desta quarta-feira pode indicar se os acontecimentos explosivos das últimas semanas começaram a alterar o humor do eleitorado a poucos meses da consolidação das candidaturas presidenciais de 2026.
