Valdo e o clássico com o FC Porto: «Benfica não tem muita margem de manobra» – Benfica

Valdo e o clássico com o FC Porto: «Benfica não tem muita margem de manobra» – Benfica



O antigo médio brasileiro Valdo, que representou o Benfica entre 1988 e 1991 e novamente entre 1994 e 1996, considerou que os encarnados “não têm margem de manobra” na Liga Betclic e precisam de vencer o clássico com o FC Porto.

“O Benfica não tem muita margem de manobra. O Benfica é vencer, vencer e vencer. No final é que se fazem as contas”, afirmou o antigo internacional brasileiro, em declarações à agência Lusa, ao analisar a luta pelo título na Liga.

Valdo considera que a liderança portista é meritória, fruto de um arranque muito forte na temporada, mas lembra que a vantagem já foi mais confortável.

“O FC Porto lidera de forma incontestável, porque quem fez a campanha que fez merece estar onde está. Mas a vantagem já foi maior e podemos dizer que ainda está tudo em aberto”, analisou.

Ainda assim, o antigo médio ofensivo sublinha que uma vitória do Benfica no Estádio da Luz pode ter um peso significativo na corrida ao título.

“Uma vitória frente ao FC Porto, no nosso estádio, é um passo importante. O FC Porto vem forte, mas o Benfica também está num momento ascendente e é capaz de bater esta equipa”, referiu.

Valdo, considerado um dos jogadores mais técnicos do Benfica no final da década de 1980, entende que o futebol moderno evoluiu sobretudo no plano tático, embora considere que se perdeu alguma criatividade.

“Hoje trabalha-se muito mais o lado tático. A evolução tática tornou-se fundamental porque se perdeu um pouco da magia, daquele jogador mais criativo, o chamado número 10”, afirmou.

O antigo médio lamenta a escassez de jogadores com características semelhantes às de outras gerações.

“Já não se têm jogadores como Chalana, Futre, João Pinto ou Rui Costa. Hoje existem dois ou três jogadores capazes de decidir um jogo com um momento técnico diferente”, sustentou.

Entre as memórias que guarda dos clássicos com o FC Porto, Valdo destaca a vitória por 2-0 nas Antas, num jogo decidido por César Brito, no qual participou diretamente num dos golos.

“Uma das memórias mais fortes que tenho é a vitória nas Antas, por 2-0, com dois golos do César Brito. Num deles consegui fazer a assistência e foi um momento importante desse clássico”, recordou.

Para o antigo internacional brasileiro, o Benfica–FC Porto continua a ser um dos jogos mais emblemáticos do futebol português, muito por causa da qualidade histórica das duas equipas.

“Na minha época havia grandes jogadores dos dois lados. O Porto tinha Jaime Magalhães, Jaime Pacheco, Domingos, Branco ou Vítor Baía. O Benfica também tinha grandes nomes. Isso tornava o clássico ainda mais especial”, explicou.

Valdo elogia ainda o trabalho de José Mourinho à frente da equipa encarnada, considerando que o treinador devolveu consistência e identidade ao conjunto lisboeta.

“O impacto de José Mourinho foi muito grande. Ele deu estrutura defensiva à equipa e tornou o Benfica muito mais sólido e consistente”, destacou.

Na opinião do antigo médio, o técnico português conseguiu recuperar vários jogadores e devolver competitividade à equipa.

“Ele recuperou a alma do Benfica e também vários jogadores. Hoje a equipa joga olhos nos olhos com qualquer adversário, tanto em Portugal como na Europa”, acrescentou.

Questionado sobre quem pode decidir o clássico de domingo, Valdo apontou vários nomes do plantel benfiquista.

“Pavlidis, por ser o melhor marcador, Rafa pela irreverência, Otamendi pela liderança e Schjelderup pela capacidade de desequilíbrio podem fazer a diferença”, concluiu.

O Benfica, em terceiro lugar, 58 pontos, recebe este domingo, às 18:00, no Estádio da Luz, o FC Porto, líder do campeonato, com 65 pontos, numa partida da 25.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e que vai ser arbitrado por João Pinheiro, da associação de Braga.





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