2h. Irão ataca bases militares dos EUA na Jordânia – Observador

2h. Irão ataca bases militares dos EUA na Jordânia – Observador



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Boa noite, eu sou a Rita Lourenço. Vamos às notícias. Começamos com a retaliação do Irão relativamente aos ataques dos Estados Unidos da América, que atacaram este domingo a ilha iraniana de Larak. O Irão prometeu retaliar e já cumpriu. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão assumiu ataques às bases militares dos Estados Unidos na Jordânia. Numa declaração citada pela Al Jazeera, o grupo indica ter combinado mísseis e drones no ataque, que apelidou de punição ao agressor. Garantiram ainda ter destruído infraestrutura técnica e de reparação, bem como centros de desenvolvimento das bases militares. Porém, a informação avançada pela CNN é que os mísseis iranianos disparados contra a Jordânia foram interceptados, isto de acordo com um oficial norte-americano que afirmou ao jornal, e revela ainda que até o momento não foram registados impactos. Os ataques ocorreram depois das Forças Armadas dos Estados Unidos da América terem atacado a ilha de Larak, no Irão, quando observaram forças iranianas a prepararem-se para lançar foguetes com minas para o estreito de Ormuz. Ainda na atualidade internacional, o presidente da Ucrânia está a preparar novos encontros com os enviados especiais dos Estados Unidos da América. A informação foi partilhada por Volodymyr Zelenskyy na rede social X. O presidente ucraniano diz que Kiev vai regressar à conversa com Washington a propósito da guerra com a Rússia. Volodymyr Zelenskyy afirma que os Estados Unidos partilham muitas das visões ucranianas, tanto na linha da frente como no que diz respeito aos ataques.

Estamos a fazer o nosso melhor para evitar que a guerra seja a única opção para o que se segue. É importante que os Estados Unidos partilhem muitos dos nossos pontos de vista sobre a situação, tanto na linha da frente como no que diz respeito aos ataques. É necessário sermos ativos e trabalhar sem descanso.

Volodymyr Zelenskyy diz ainda que a Ucrânia tem sido alvo de ataques constantes, mas que estão a trabalhar para que o país tenha capacidade de abater todos os tipos de drones russos.

Há ataques constantes de drones, muitos deles com propulsão a jato. Detectámos quase 1500 drones de todos os tipos apenas nestes últimos quatro dias. Desses, cerca de 800 eram de propulsão a jato e são os mais difíceis de abater. A nossa defesa contra eles tem sido assegurada principalmente pela aviação de combate. Estamos a trabalhar para termos os drones intercetores necessários. Quatro empresas já estão a desenvolver os drones intercetores de que precisamos.

As declarações do presidente da Ucrânia, num vídeo publicado este domingo na rede social X, Volodymyr Zelenskyy disse que amanhã, ou seja, esta segunda-feira, vão ser divulgados mais pormenores sobre a próxima reunião com os Estados Unidos. Viramos agora as atenções para a atualidade política nacional. Luís Montenegro considera que a digitalização dos exames nacionais na primeira fase não correu bem. Porém, deixa uma garantia de que a digitalização é para manter, porque o caminho do governo é a mudança. O primeiro-ministro e líder dos sociais-democratas fez o discurso de encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide. Luís Montenegro lamenta as falhas no sistema, mas garante que o caminho do governo é, sim, o da mudança.

Reconhecemos que este processo não correu bem e lamentamos a perturbação que aconteceu durante algum tempo, mas ao mesmo tempo nós mantivemos a nossa determinação e mantivemos a nossa convicção de que o caminho era o caminho correto. Nós já sabemos, a mudança tem riscos e nós não estamos aqui para fugir às nossas responsabilidades. Estamos aqui para assumir os riscos da mudança, mas mudar e atingir o resultado. E foi isso que aconteceu. E por isso sabem que a segunda fase dos exames nacionais já mostrou que somos capazes, efetivamente, de levar este processo de digitalização por diante.

Num discurso focado na educação, Luís Montenegro anunciou ainda um novo regime de autonomia das escolas, mas também mudanças no ensino superior, como a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior. Na reação ao discurso do primeiro-ministro, a esquerda critica a forma como Luís Montenegro tem gerido o país. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, aponta principalmente falhas do Ministro da Educação, principalmente no processo de digitalização dos exames.

Percebe-se bem por que ele procurou fazer hoje o grande branqueamento político do Ministro da Educação. É porque foi mesmo dos maiores falhanços que teve no governo, criando graves desigualdades, quer no acesso à informação, quer no acesso às candidaturas do ensino superior. Hoje, há famílias e há jovens que ainda têm a sua vida por resolver em relação ao seu futuro. Foi um grande exercício de branqueamento político de uma grave irresponsabilidade, que foi avançar com a digitalização dos exames de uma só vez.

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, durante uma visita à Feira de Agosto, em Grândola, onde também esteve Paulo Raimundo, que critica aquilo que chama de propaganda do primeiro-ministro, mas lê ainda nas entrelinhas um futuro ataque aos professores.

No meio daquelas promessas, daquela propaganda, a questão grossa que ficou nas entrelinhas chama-se alteração da carreira docente dos professores. Essa é que é a questão. Tudo o resto é coisas que vão para o teto, são promessas, ideias. A questão grossa é a alteração da carreira docente dos professores, tal e qual como nós sempre alertámos. Que o governo se atreva. Eu volto a dizer, se atreva. Já foi o que foi no pacote laboral, foi derrotado. Se vai procurar agora fatiar à peça, primeiro vai ser a alteração da carreira docente dos docentes, depois vai ser a alteração da carreira dos enfermeiros e por aí fora.

As declarações de Paulo Raimundo, durante uma visita à Feira de Grândola, em reação ao discurso de Luís Montenegro. Já o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, acusa o governo de incompetência, principalmente na gestão dos exames.

Incompetência sim, porque eles são profundamente incompetentes. Mas engana-se quem achar que a gestão dos exames nacionais foi apenas um caso de incompetência. Não foi, longe disso. O caos nos exames foi muito mais do que isso. Foi uma aula prática daquilo a que os liberais chamam a reforma do Estado. Extinguiram tudo aquilo que podiam extinguir, criaram as sinergias que puderam criar. Cortaram a eito tudo aquilo que podiam cortar e o resultado foi aquele que nós vimos.

Declarações de José Manuel Pureza no Fórum Socialismo, reentrada do Bloco de Esquerda. E Paulo Portas questiona as vantagens económicas da entrada do Estado na REN. No espaço de comentário da TVI, Paulo Portas questiona a vantagem do Estado reentrar na REN com uma posição de 13,7%, em causa a compra por parte da Parpública, uma empresa do Estado, de 13,7% das redes energéticas nacionais, que tem como acionista maioritário uma empresa estatal chinesa desde 2012. Paulo Portas diz, porém, que do ponto de vista geopolítico, revela talento e deixou contentes chineses, americanos e europeus.

Acho que revela talento, porque é difícil fazer uma operação numa empresa internacional que deixe os chineses contentes, os americanos contentes e os europeus contentes por razões diferentes e às vezes contraditórias. Mas é verdade que assim foi. Os chineses, porque gostam da entrada do Estado numa empresa que é detida maioritariamente por uma empresa do Estado chinês, gostam de relações Estado a Estado, os americanos porque acham que a entrada do Estado vigia mais os chineses e os europeus, porque o clima quanto ao investimento chinês mudou muito em Bruxelas.

Paulo Portas avança ainda que não acredita que esta compra se traduza numa baixa dos preços da energia, uma vez que para influenciar seria necessário ter maior percentagem da empresa.

Eu não tenho a certeza que o Estado consiga, com 13,7%, o que poderia, sem tanta despesa, fazer pelo regulador ou pela própria legislação, porque aquilo é um monopólio natural absoluto. Não me parece que 13,7% tenham influência no preço, mas objetivamente eu não tenho a certeza que esta tenha sido a última aquisição, porque para o Estado ter uma posição relevante, é preciso chegar a, pelo menos, cerca de 30%.

Análise de Paulo Portas no espaço de comentário da TVI sobre a compra de 13,7% da REN por parte do Estado. Tempo ainda para o desporto. O Futebol Clube do Porto está perto de garantir mais reforços neste mercado de transferências de verão. Santiago Gimenez já está em Portugal. A oficialização no clube da Invicta deve estar para breve. Ainda em Milão, Gimenez disse estar pronto e feliz com a nova oportunidade. O jogador de 25 anos chega ao Dragão por empréstimo, sem custos, com uma opção de compra de 18 milhões de euros que pode tornar-se obrigatória em função de objetivos. Já o extremo Gabriel Meck, do Grêmio, foi autorizado a viajar para Portugal. O clube de Porto Alegre confirma que aceitou uma proposta do Futebol Clube do Porto pelo jovem de 18 anos. Entre os clubes, está portanto tudo tratado, com os Dragões a avançarem com 10 milhões de euros pelo jogador. Esta foi a notícia de fecho neste jornal das 02h. O essencial da informação será atualizado às 14h30.





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