Copa do Mundo impulsiona contratações nos EUA e cria 70 mil vagas em hotelaria e alimentação

A preparação para a Copa do Mundo de 2026 já começa a gerar impactos concretos na economia dos Estados Unidos. Dados divulgados pelo Departamento do Trabalho americano mostram que o país criou 172 mil empregos em maio, com destaque para os setores de lazer, hospitalidade, bares e restaurantes, que ampliaram significativamente as contratações às vésperas do torneio.
Segundo o relatório, o segmento de lazer e hospitalidade foi responsável pela criação de 70 mil vagas no mês, número muito superior à média mensal de 14 mil postos registrados ao longo dos 12 meses anteriores. Somente restaurantes e estabelecimentos de alimentação adicionaram 48 mil empregos.
O movimento ocorre poucos dias antes do início da Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre Estados Unidos, Canadá e México e deverá atrair milhões de turistas para a América do Norte. A expectativa é que a demanda por hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento continue pressionando o mercado de trabalho nos próximos meses.
Levantamento da plataforma de recrutamento OysterLink mostra que as vagas no setor de hospitalidade cresceram 30,3% nas cidades americanas que receberão partidas do Mundial, enquanto mercados que não sediam jogos registraram queda nas contratações. Filadélfia, Boston e Atlanta lideram o avanço da demanda por profissionais ligados a hotéis, eventos e restaurantes.
Apesar do aquecimento do mercado de trabalho, especialistas alertam que o impacto econômico da Copa ainda gera dúvidas. Algumas redes hoteleiras relatam reservas abaixo das expectativas iniciais, reflexo de fatores como custos elevados de viagem, preços de ingressos e incertezas econômicas globais. Projeções da consultoria CoStar indicam que a receita por quarto disponível (RevPAR) dos hotéis americanos deverá crescer apenas 1,7% durante os meses do torneio, embora as cidades-sede devam apresentar desempenho superior à média nacional.
Mesmo com as incertezas, os números do mercado de trabalho reforçam que a Copa já está movimentando setores estratégicos da economia americana. Além de hospitalidade e alimentação, o relatório também apontou crescimento nas áreas de saúde e governos locais, enquanto o setor financeiro registrou retração nas contratações.
