22h. Marrocos atribui crise migratória às redes sociais – Observador

22h. Marrocos atribui crise migratória às redes sociais – Observador



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O António José Soares. António, boa noite. Começamos com Marrocos, que reconhece que 40 mil pessoas entraram em Ceuta e atribui a crise às redes sociais e a redes de tráfico.

É, num comunicado, Vicente, que está a ser citado por vários jornais espanhóis. O Ministério do Interior marroquino diz que 40 mil pessoas atravessaram a fronteira em direção àquele território espanhol no norte de África. Rabat admitiu ainda que 11 pessoas morreram no seu território, 10 delas afogadas, e que 1135 chegaram a Melilha. Marrocos atribui a deslocação de migrantes para Ceuta às redes sociais e às máfias de tráfico de pessoas. A nota do governo marroquino diz ainda que o país vai continuar a ser um parceiro fiável e responsável, comprometido com o fortalecimento da cooperação e coordenação internacionais no âmbito da luta contra a migração ilegal e o tráfico de pessoas.

Entretanto, António, o representante do governo espanhol em Ceuta diz que a entrada de milhares de migrantes vindos de Marrocos obrigou à criação de um centro de acolhimento e triagem.

Em conferência de imprensa, Miguel Pérez Triano afirma que foi necessário recorrer a medidas excepcionais para atender todas as pessoas que chegavam por mar e garantir a segurança da cidade. Durante este domingo, o exército espanhol tem estado a distribuir água aos migrantes que continuam em Ceuta, e é desde lá, deste território, que a enviada especial do Observador, Inês André Figueiredo, nos explica que o governo de Madrid está a concentrar os migrantes em dois locais para assegurar a organização da cidade.

Houve aqui uma espécie de tentativa de centralizar as pessoas em dois espaços. Um deles é o CETI, que é a organização de alojamento temporário para os migrantes, que já estava cheia mesmo antes desta crise começar. As pessoas estão à porta, não têm comida, não têm água e, portanto, tornou-se ali a situação um pouco complicada. E depois na praia, quando se desce deste centro, vai-se ter a uma praia, uma estrada curta que vai levar a uma praia, e o que as autoridades espanholas fizeram foi tentar reter o máximo de pessoas possível nessa praia para que não andem pela cidade a deambular.

O relato da jornalista Inês André Figueiredo, enviada especial do Observador a Ceuta.

E o Papa classifica como alarmante a crise migratória em Ceuta.

Este domingo, no Vaticano, Leão XIV pediu soluções para o problema. O líder da Igreja Católica considera que Ceuta precisa de paz, estabilidade e justiça.

Sigo com preocupação a alarmante situação em Ceuta. Peço a Deus, por intercessão do nosso Senhor de África, que se possam encontrar soluções de paz, estabilidade e justiça. Continuemos a pregar pela paz, porque no mundo existe uma guerra. Temos de encontrar soluções diplomáticas para os conflitos. Recordemos todas as vítimas das hostilidades, sobretudo as mais fracas e indefesas: crianças, idosos e doentes.

As palavras do Papa Leão XIV este domingo no Vaticano.

E também a marcar este domingo na atualidade internacional, o Irão garante que o Estreito de Ormuz não vai regressar à situação pré-guerra.

Uma informação que foi avançada, Vicente, pela Al Jazeera e que cita o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do regime de Teerão. Esmael Baghei afirmou ainda que as negociações em curso entre o Irão e Omã sobre a via navegável não têm qualquer relação com a abertura ou encerramento daquela passagem. Já o The Times of Israel cita o chefe da diplomacia iraniana e escreve que Irão e Omã estão na reta final das negociações para a gestão conjunta do Estreito de Ormuz.

E, António, morreram duas das quatro pessoas que seguiam a bordo dos dois helicópteros que colidiram na Grécia.

Os aparelhos participavam no combate a um incêndio na região de Psata, a oeste de Atenas. O Serviço Médico de Emergência da Grécia anunciou que dois tripulantes, um grego e um dinamarquês, não resistiram aos ferimentos. Os restantes dois pilotos, de acordo com a mesma fonte, são de nacionalidade grega e britânica e conseguiram sobreviver a esta colisão.

E pelo menos 14 pessoas morreram num ataque suicida no Paquistão.

Foi numa esquadra de polícia no noroeste do país. Há ainda registro de 22 feridos. A explosão ocorreu quando um homem que vestia um colete de explosivos tentou, sem sucesso, passar por um posto de controle junto à esquadra. Estava a aproveitar o caos provocado por uma manifestação de jovens naquela região.

Seguimos nesta edição das 10 com a atualidade nacional. Foi totalmente reaberta ao início da noite a circulação na Ponte 25 de Abril, no sentido Almada-Lisboa.

O trânsito esteve condicionado esta tarde devido a um acidente que provocou uma morte. Segundo a PSP, em informações dadas ao Observador, tratou-se de uma colisão entre uma mota e um caminhão. O veículo pesado atropelou o motociclista, que acabou por morrer, e o caminhão fugiu do local do acidente.

E um avião da TAP com destino a Boston, nos Estados Unidos, aterrou hoje de emergência no Aeroporto das Lajes, nos Açores.

De acordo com uma fonte do gabinete de comunicação da transportadora, o voo que partiu de Lisboa fez uma escala não programada na Terceira por precaução para avaliar uma questão técnica. Já ontem, recordamos, um outro voo da TAP que decolou com destino a Curitiba, no Brasil, regressou a Lisboa também devido a uma questão técnica. E para terminar este jornal das 10, Vicente.

António.

Vai ficar aqui uma proposta para quem estiver pelo Alentejo nos próximos dias.

Fui ao jardim, meu amor, para me despedir de ti. Vou-me embora e não quero que te esqueças de mim.

Os Alentões estão prontos e por onde é que eles vão dar música? Acredito que seja pelo local de origem.

Os Alentões e muito mais, Vicente, porque vem aí o Agosto em Festa, em Portel. São dez dias seguidos de música e muita animação nesta vila alentejana lindíssima, que fica ali mesmo a meio caminho entre Évora e Beja.

E quando é que começa, António?

Arranca já na próxima sexta-feira, dia 7, e Portel vai transformar-se no ponto de encontro de várias culturas.

Várias culturas, como assim?

Logo nos primeiros dias vai decorrer um festival internacional de folclore, que traz até ao Alentejo grupos de várias partes do mundo, como a Polinésia Francesa, Peru ou mesmo Quénia, entre outros.

Uma verdadeira volta ao mundo e sem sair do Alentejo. Há planície para tudo, não é? E para quem prefere outros ritmos, há alguma coisa?

Para quem prefere outros ritmos, a partir do dia 11 arranca a segunda parte deste Agosto em Festa, em Portel. Chama-se Música na Cerca e traz então outros ritmos e sonoridades, como é o caso dos Alentões, que estamos a ouvir de fundo, mas também vai haver espaço para fado, DJs, música brasileira e ainda um nome incontornável da música portuguesa. Tens ideia de quem possa ser?

Assim de repente vêm-me tantos nomes à cabeça que é difícil fazer esta espécie de contorno. Quero uma pista, por favor.

Então vê lá se reconheces esta voz.

De Braga a Lisboa.

Não, aqui não engana. É o Tim, a inconfundível voz do Tim. O timbre do Tim.

Exatamente. O vocalista dos Xutos é um dos nomes que vai subir ao palco em Portel. As festas são durante a noite, estas festas do Agosto em Festa, mas para recuperar durante o dia, é só dar um pulinho a uma das várias e belíssimas praias fluviais do Alqueva que existem perto de Portel. São fantásticas e têm uma coisa que eu adoro. Sabes o que é, Vicente?

Água quente.

Exatamente.

Que é uma coisa a qual eu não estou habituado, porque eu sou uma pessoa da costa oeste. Uma excelente sugestão. Já sabe o que se vai andar pelo Alentejo nos próximos dias. Agosto em Festa, a partir da próxima sexta-feira em Portel. Vão ser dez dias de muita festa e animação e vai haver o timbre de Tim, ou o Tim Timbre.

Exatamente. E adivinha quem é que lá vai estar?

O António José Soares.

Acertaste.

Muito bem. Um grande abraço, António José Soares. Se quiser encontrá-lo também, vai estar lá numa banquinha própria, não é? Um abraço no fecho deste jornal das 10. O António José Soares está de regresso às 10h30 com a informação deste domingo actualizada.

Ao ponteiro mais pequeno e tu desde cedo à espera, rebolando-te no feno. Sai a hora e vou correndo. E vou-me embora e vou correndo. Já não demoro e vou correndo para ti.





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