Vídeos: O impressionante ataque russo a depósito de munições

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  • Ucrânia, com apoio da OTAN e principalmente do Reino Unido, passou a atacar infraestrutura civil russa, incluindo redes de gás, petróleo e armazéns da Wildberries e Ozon.
  • A Rússia respondeu com drones Geran‑4, adaptados do iraniano Shahed, que voam a 500 km/h e podem transportar até 90 kg de explosivos.
  • Apesar de previsões ocidentais de derrota de Vladimir Putin, o presidente russo mantém a estratégia de resistência, enquanto Kiev registra o quarto dia consecutivo de ataques russos.

Com apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), mas principalmente do Reino Unido, a Ucrânia decidiu levar a guerra à população civil russa.

Ataques à infraestrutura de gás e petróleo da Rússia causaram problemas de abastecimento dispersos em algumas regiões do país.

Os armazéns das duas principais empresas de vendas online russas, Wildberries e Ozon, também se tornaram alvo. Embora os mortos nos ataques com drones sejam todos civis, o efeito militar foi “psicológico”, ao afetar a distribuição de mercadorias.

O lobby da guerra eterna voltou à carga, sustentando que uma derrota estratégica de Vladimir Putin é apenas uma questão de tempo.

Putin e seu entorno, no entanto, pensam diferente.

Quatro dias de bombardeios

Isso ficou claro nas últimas horas: Kiev, a capital da Ucrânia, entrou neste domingo, 30, no quarto dia seguido de ataques russos — a arma principal são drones movidos a jato.

Os Geran-4, adaptados do drone iraniano Shahed, podem voar a 500 quilômetros por hora e levar cargas de 90 quilos de explosivos.

Como escreveu um diário local, a Rússia está mantendo Kiev “em perpétuo estado de alerta”.

De acordo com o presidente Volodymyr Zelenski, os russos Russia lançaram 2 mil drones, 1.600 bombas e 31 mísseis em apenas uma semana.

A Rússia também teria instalado 120 lançadores de mísseis KN 23 e KN 24, fabricados na Coréia do Norte, em sua fronteira.

Moscou insiste que está atacando apenas instalações militares, mas a Ucrânia sustenta que armazéns para a infraestrutura de comércio são alvo, além de rodovias, ferrovias, postos de gasolina, pontes e infraestrutura portuária.

Esconderijo de munições

Zelenski teve de aparecer em público para se desculpar e prometer investigação sobre o fato de um depósito de munições ter sido colocado em meio à população civil no vilarejo de Myla, nas proximidades de Kiev.

Na destruição do depósito pela Rússia, registrada por imagens espetaculares, ao menos 38 pessoas morreram.

A Rússia acusa a Ucrânia de esconder ativos militares entre a população civil.

O governo ucraniano diz que os russos estão preparando uma nova frente na região de Bryansk, contígua à fronteira da Ucrânia, para voltar a atacar diretamente Kiev.

O objetivo militar do Kremlin seria nocautear a Ucrânia durante o próximo inverno.

O baixo estoque de mísseis anti-míssil e o uso pela Rússia de drones movidos a jato deixaram os ucranianos com defesa aérea reduzida.

Os ataques a instalações portuárias na região de Odessa, inclusive a armazéns, tem o objetivo de evitar que a Ucrânia consiga se abastecer ou exportar através do mar Negro.

Os russos estão metodicamente quebrando a espinha dorsal da infraestrutura ucraniana.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, depois de uma guerra civil que começou com o golpe de 2014. Desde então, a Ucrânia demonstrou uma inesperada resiliência, às custas de grande apoio militar do Ocidente e a morte de centenas de milhares de recrutas — inclusive mercenários da Colômbia e do Brasil.






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