Vice de Milei se diz preocupada com seu estado de saúde: “perseguições imaginárias”

Vice de Milei se diz preocupada com seu estado de saúde: “perseguições imaginárias”


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  • Na quinta‑feira (31), a vice‑presidenta da Argentina, Victoria Villarruel, declarou preocupação com a saúde do presidente Javier Milei, acusando‑o de “perseguições imaginárias”.
  • A tensão surgiu após Milei repostar mensagem de Lemoine que apontava a deputada Marcela Pagano como responsável por supostas publicações de Villarruel e alegava conluio para promover impeachment.
  • Lemoine também questionou a relação de Villarruel com o presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, e sua posição sobre as Sociedades Anônimas Desportivas.
  • Villarruel respondeu ironicamente ao repost, reforçando a disputa política entre os dois líderes.

A crise entre o presidente da Argentina, Javier Milei, e a vice-presidente Victoria Villarruel ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (31). Em declarações públicas, Villarruel afirmou que o chefe de Estado sofre de “perseguições imaginárias que replica na Argentina e no exterior” e disse ter “genuína preocupação” com o estado do presidente.

A vice também acusou Milei de reproduzir “insensatezes e invenções”, em referência ao compartilhamento, pelo presidente, de uma publicação da deputada Lilia Lemoine, integrante do partido governista La Libertad Avanza (LLA). Lemoine e Villarruel protagonizam uma troca de ataques nas redes sociais há vários meses.

A polêmica começou após Milei republicar uma mensagem em que Lemoine apontava a deputada Marcela Pagano, ex-integrante da LLA, como suposta responsável por publicações atribuídas à vice-presidente. No texto, a parlamentar acusava Pagano e Villarruel de terem se aproximado do peronismo, de compartilharem assessores e de serem “cúmplices na tentativa de promover um impeachment contra Javier Milei”.

Lemoine também questionou a relação entre Villarruel e o presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio “Chiqui” Tapia, ao perguntar qual seria a posição da vice sobre as Sociedades Anônimas Desportivas (SADs). Em outra comparação, afirmou que Villarruel e Pagano “são como Rússia e Irã: fingem ser inimigas, mas são parceiras contra o Ocidente”.

Ao comentar a publicação compartilhada por Milei, Villarruel reagiu com ironia. “Essa loucura desenfreada foi republicada pelo presidente? Parece que o delírio é contagioso”, afirmou, antes de dizer que o mandatário alimenta “perseguições imaginárias”.

Disputa começou por salários no Congresso

A troca de acusações entre Villarruel e Lemoine teve início durante uma discussão sobre os salários pagos a senadores e deputados argentinos.

Lemoine atribuiu à vice-presidente a diferença entre as remunerações das duas Casas do Congresso. Segundo ela, enquanto os senadores recebem cerca de 12 milhões de pesos argentinos por mês, os deputados ganham aproximadamente 6 milhões.

“Em 2026, os senadores ganham 12 milhões de pesos e os deputados, 6 milhões. Historicamente, os senadores recebiam apenas entre 10% e 15% a mais. O que aconteceu? Martín Menem manteve a austeridade na Câmara dos Deputados, enquanto Villarruel decidiu aumentar os salários dos senadores para agradar à alta política”, escreveu a deputada, que também preside a Comissão de Julgamento Político da Câmara.

Villarruel respondeu com duras críticas à parlamentar

“É preciso escolher melhor os deputados para que não se dediquem a atividades golpistas, campanhas midiáticas e a implorar pelo carinho presidencial. A senhora ‘cérebro de micróbio’ é um exemplo das ‘qualidades’ que os argentinos não querem em um legislador. Também não queremos a venda de terras para estrangeiros”, rebateu.

Lemoine, por sua vez, manteve os ataques e voltou a chamar a vice-presidente de “Kukacruel” — termo pejorativo que faz referência aos kirchneristas. Em outra publicação, escreveu: “É verdade, Victoria. Precisamos montar listas melhores para impedir que kirchneristas disfarçados, como Pagano ou você, entrem no nosso partido”.

Os novos ataques evidenciam o agravamento da disputa interna no governo de Javier Milei, marcada por sucessivos embates públicos entre o presidente, sua vice e integrantes da própria base governista.






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