Trump ameaça destruir usinas e pontes do Irã se não houver acordo

Trump ameaça destruir usinas e pontes do Irã se não houver acordo


O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 14, que os Estados Unidos atacarão usinas de energia e pontes iranianas na próxima semana caso o regime se recuse a negociar um acordo.

“Na próxima semana, as coisas vão ficar muito feias para eles (…) Na próxima semana, serão as usinas de energia, na próxima semana, serão as pontes. Vamos destruir todas as usinas de energia deles, vamos destruir todas as pontes deles, a menos que eles venham à mesa de negociações”, disse à Fox News.

Segundo Trump, o Irã “ainda tem alguma resiliência, mas não muita”.

Quarta onda de ataques

Os EUA iniciaram nesta terça, 14, a quarta rodada de ataques contra alvos militares no Irã, informou o Comando Central americano (Centcom).

A ação, direcionada a instalações ligadas à capacidade iraniana de atingir embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, veio acompanhada da retomada de um bloqueio naval sobre portos e regiões costeiras do país, em vigor desde as 16h (horário de Brasília) desta terça.

Segundo o Centcom, em comunicado divulgado nas redes sociais, “as forças do Comando Central dos Estados Unidos começaram uma rodada adicional de ataques contra o Irã para continuar degradando as capacidades iranianas utilizadas para atacar o transporte comercial no Estreito de Ormuz”.

Explosões foram registradas em diferentes pontos do território iraniano, entre eles a cidade portuária de Bandar Abbas, próxima ao estreito, e a região de Ahvaz, no sudoeste do país. As informações partiram das agências estatais iranianas IRNA e Fars.

O comando militar americano informou ainda dispor de mais de 20 navios de guerra da Marinha e centenas de aeronaves militares posicionados no Oriente Médio. Segundo a nota, “as forças americanas permanecem vigilantes, letais e preparadas”.

Teerã rejeita negociar sob pressão

O vice-chanceler iraniano reagiu às ações americanas e descartou qualquer aproximação diplomática nas condições atuais: “Se os Estados Unidos pensam que seus ataques militares e seu bloqueio nos obrigarão a solicitar negociações, estão cometendo um erro”, declarou o diplomata, segundo o texto original.

Ele também reivindicou o controle iraniano sobre o estreito, considerado uma das principais rotas energéticas globais: “Exerceremos nossa soberania sobre o Estreito de Ormuz, custe o que custar”.

Em nota própria, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) classificou as ações americanas como agressões e disseram que elas apenas adiariam a reabertura da via marítima, sem impedir os objetivos iranianos.





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