Tianjin: entre modernidade e tradição, cidade atrai turistas em experiência única
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- Tianjin, com 13 milhões de habitantes e PIB de 1,67 trilhão de yuans, destaca‑se como polo logístico do norte da China.
- O Porto de Tianjin, maior terminal do norte e entre os dez maiores do mundo, movimentou mais de 21 milhões de contêineres no último ano.
- No fim da dinastia Qing, a cidade recebeu nove concessões internacionais simultâneas após a Segunda Guerra do Ópio, evidenciando a presença colonial.
- As margens do rio Haihe foram transformadas por edifícios de arquitetura europeia, atraindo turistas que buscam a mistura de modernidade e tradição.
Apesar de não ser tão famosa quanto Beijing ou Shanghai, a cidade de Tianjin é uma das mais importantes da China.
Com um PIB de 1,67 trilhão de yuans (US$ 230 bilhões) e mais de 13 milhões de habitantes, a metrópole é o motor logístico que abre as portas do norte da China para o globo.
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As águas do rio Haihe desaguam no Mar de Bohai, abraçando o Porto de Tianjin. Maior terminal do norte do país e um dos dez maiores do mundo, o complexo movimentou mais de 21 milhões de contêineres (TEUs) no último ano. Eles levam a produção da China para o resto do planeta e esta característica portuária está inscrita na história da cidade.
Durante o período final da dinastia Qing, Tianjin foi uma das cidades que acabou sendo concedida às potências coloniais após a Segunda Guerra do Ópio. Em um caso único na história, a cidade foi alvo de 9 concessões internacionais simultâneas, tornando-se um símbolo da violência do colonialismo. Isso fez com que as margens do Haihe fossem tomadas de prédios com arquitetura europeia.
E, apesar de isso marcar uma parte trágica da história chinesa, transformou Tianjin em uma cidade cosmopolita, que mescla tradição com modernidade – com prédios históricos ao lado do Olho de Tianjin, uma roda gigante de 120 metros de altura que marca o espetáculo do desenvolvimento da cidade.
Olho de Tianjin (Foto: Xinhua)
Atualmente, Tianjin serve como uma cidade integrada urbanisticamente com Beijing, sendo uma ponte econômica entre o mar e a capital do país. Mas se engana quem pensa que esta é apenas uma cidade dormitório: é uma zona de desenvolvimento econômico e industrial, com alta capacidade em tecnologia de ponta.
Hoje, os participantes do Seminário de Gestão em Turismo de Língua Portuguesa tiveram a oportunidade de conhecer os membros da Associação de Cultura e Turismo do Distrito de Wuqing, um dos bairros de Tianjin.
“Com mais de seiscentos anos de história da fundação da cidade, Tianjin é uma cidade onde coexistem harmoniosamente as culturas chinesa e ocidental, bem como a tradição e a modernidade”, afirmou Wang Hengzhao, secretário-geral da entidade. “E conserva um rico patrimônio arquitetônico de estilo europeu e uma forte cultura portuária”, completou.
Essa coexistência torna-se evidente em espaços como o Florentia Village, centro comercial amplo, com estilo italiano, que reúne marcas estrangeiras como Adidas, Balenciaga, Calvin Klein, Jimmy Choo, Alexander Wang, mas também Bosideng, Li Ning, 361 e Anta, marcas chinesas de altíssimo nível.
No centro da cidade, combinam-se elementos do desenvolvimento avançado da tecnologia e da infraestrutura do país e da arquitetura do período colonial. E Tianjin segue sendo um polo exportador e o portão para o resto do mundo, um século e meio depois: a grande diferença é a soberania.
