Terras raras: Cade vai investigar venda bilionária de mineradora brasileira à empresa dos EUA

Terras raras: Cade vai investigar venda bilionária de mineradora brasileira à empresa dos EUA


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  • O Cade abriu, nesta segunda‑feira (11), procedimento para analisar a venda da Serra Verde Pesquisa e Mineração à americana USA Rare Earth, avaliada em US$ 2,8 bi (≈ R$ 13,8 bi).
  • A investigação verifica se a operação constitui “ato de concentração” sujeito à aprovação da autoridade antitruste brasileira.
  • A Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no Brasil, integrará uma multinacional com unidades no Brasil, EUA, França e Reino Unido, cobrindo toda a cadeia produtiva.
  • O negócio surge na disputa global por minerais críticos e na estratégia dos EUA de reduzir a dependência da China, incluindo um acordo de fornecimento de longo prazo.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) abriu um procedimento para analisar a venda da Serra Verde Pesquisa e Mineração para a empresa americana USA Rare Earth (Usar), em um negócio avaliado em US$ 2,8 bilhões, cerca de R$ 13,8 bilhões.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (11) pelo UOL. Segundo o órgão, a investigação busca entender se a transação configura um “ato de concentração” sujeito à análise obrigatória da autoridade antitruste brasileira.

A Serra Verde é hoje a única empresa em operação no Brasil dedicada à extração de terras raras, grupo de minerais considerados estratégicos para setores como carros elétricos, energia renovável, indústria tecnológica e defesa.

O negócio ocorre em meio à disputa global por minerais críticos e à tentativa dos Estados Unidos de reduzir sua dependência da China nesse mercado.

De acordo com informações apresentadas ao Cade, Serra Verde e USA Rare Earth pretendem formar uma multinacional com operações no Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido.

A estrutura incluiria atividades ligadas à mineração, processamento, separação química, fabricação de metais e produção de ímãs industriais, abrangendo praticamente toda a cadeia produtiva das terras raras.

Além da venda, a mineradora brasileira anunciou um acordo de fornecimento de longo prazo. O contrato prevê o envio de 100% da produção inicial da mina para uma empresa financiada pelo governo dos EUA e investidores privados durante os próximos 15 anos.

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O Cade afirmou que a abertura da apuração não representa, necessariamente, identificação de irregularidades ou problemas concorrenciais. Ao final da análise, o órgão poderá arquivar o caso, aprovar a operação ou abrir processo administrativo.

A Serra Verde opera uma mina localizada no norte de Goiás. Segundo projeções da própria USA Rare Earth, a produção do empreendimento brasileiro pode responder por mais da metade da oferta global de terras raras pesadas fora da China até 2027.

O Brasil possui uma das maiores reservas mundiais desses minerais, embora ainda tenha participação limitada na produção global.




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