Técnico dos EUA é fã de Ancelotti e adotou o gegenpressing
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- Mauricio Pochettino, técnico dos EUA, declarou admiração por Carlo Ancelotti e aplicou o gegenpressing na estreia da Copa 2026.
- Os Estados Unidos derrotaram o Paraguai por 4 a 1, marcando mais gols na partida de abertura do que em toda a Copa de 2022.
- Folarin Balogun, Christian Pulisic e Giovanni Reyna (que entrou do banco) foram os principais destaques ofensivos.
- Pochettino recebeu críticas por não definir um time base, acusação comparável à feita a Ancelotti no Brasil.
Um fã de Ancelotti driblou seus críticos nos Estados Unidos.
Cedendo ao bonito futebol jogado pelos Estados Unidos na goleada contra o Paraguai, por 4 a 1, o New York Times caiu na badalação ao questionado técnico argentino Mauricio Pochettino.
Pochettino entregou na estreia muito mais do que se esperava: marcação alta, jogadas individuais e ensaiadas pelos dois lados do campo e exibições individuais de alto nível do centroavante Folarin Balogun e de Christian Pulisic.
Ele é um entusiasta do técnico da seleção brasileira. Chegou a citar a fala de Ancelotti segundo a qual o time que vai ganhar a Copa é o que ceder menos gols.
“Histórica” é como a exibição dos EUA está sendo chamada pela mídia e pelos torcedores locais. É que os EUA fizeram mais gols na partida de estreia do que em toda a Copa de 2022.
De acordo com o Times, a busca por ingressos para a partida entre EUA e Austrália, em Seattle, disparou.
Sem time base
Pochettino foi criticado por não ter um time base, supostamente sacrificando o entrosamento e o conjunto. É a mesma crítica feita no Brasil em relação a Ancelotti.
Porém, a Copa de 2026 pode ser a Copa dos técnicos. Profundidade no banco pode ser mais importante que desempenho individual. Os EUA mantiveram o domínio no segundo tempo da partida contra o Paraguai e do banco veio o atacante que fez o quarto gol, Giovanni Reyna.
Ou seja, apesar das substituições, o time de Pochettino continuou jogando bem. Ter profundidade no banco foi uma das explicações dadas por Ancelotti para aproveitar o corte de um lateral e chamar mais um meia.
Os 26 certos
Durante a preparação para a Copa, Pochettino experimentou quase 60 jogadores! Ele argumentou que estava procurando não os 26 melhores, mas os “26 certos”. Nos amistosos, não repetiu o time, nem a tática.
O argentino quer os jogadores estadunidenses entusiasmados em campo. Colocou a seleção no gramado de Los Angeles o mais cedo possível, para que sentissem a atmosfera. Pediu aos atacantes que driblassem.
Assim como Ancelotti fez com o Brasil em jogos recentes, os EUA marcaram pressão no campo do adversário e adotaram o gegenpressing, termo em alemão que representa a tentativa de recuperar a bola rapidamente, em vez de recuar quando o outro time fica com a bola.
Pochettino também é fã do ataque em enxame ao adversário que tem o domínio da bola, além da transição rápida, vertical, quando a bola é recuperada no ataque.
Como todas estas iniciativas resultam em um jogo de alta intensidade e cansativo, o banco se torna essencial para garantir vitórias ou viradas no segundo tempo.
Mais importante do que ter um time titular, são as peças de reposição. Para Pochettino, na estreia dos EUA, deu certo.
