Tarifaço: Setores do agro criticam atuação de Flávio Bolsonaro nos EUA

Tarifaço: Setores do agro criticam atuação de Flávio Bolsonaro nos EUA


00:00


Modo claro


Modo escuro

A+
A-

  • Empresários e representantes do agronegócio criticaram Flávio Bolsonaro por priorizar embates ideológicos em visita a Washington durante a crise do tarifaço.
  • O senador, pré‑candidato do PL à Presidência, participou de audiência pública do USTR, órgão americano que investigou o tarifaço, mas foi considerado “contraproducente”.
  • A crítica aponta que a viagem perdeu oportunidade de liderar agenda econômica do campo e misturou política a negociação comercial, com pouca chance de influenciar a decisão dos EUA.
  • O agronegócio também destaca que Flávio tem pouco atuado em pautas prioritárias, como a renegociação das dívidas rurais da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Empresários e representantes do agronegócio têm feito críticas reservadas à estratégia de Flávio Bolsonaro durante a crise comercial com os Estados Unidos, avaliando que o pré-candidato do PL à Presidência priorizou embates ideológicos em vez de pautas econômicas essenciais para o setor.

A viagem do senador a Washington para participar da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), instância responsável pela investigação que embasou o tarifaço, foi “contraproducente”.

A percepção dominante é que Flávio perdeu uma oportunidade concreta de assumir a liderança de uma agenda cara ao seu eleitorado, comprometendo seu espaço junto a um dos segmentos historicamente mais alinhados ao bolsonarismo, de acordo com informações de O Globo.

A avaliação de empresários ligados ao agro é que a iniciativa misturou política com uma discussão essencialmente comercial. Além disso, tinha poucas chances de alterar uma decisão que seria tomada com base nos interesses econômicos americanos.

O incômodo com o discurso adotado pelo senador em solo estadunidense reforça a percepção de que Flávio tratou como palanque ideológico uma negociação que exigia pragmatismo técnico e econômico.

Pautas negligenciadas e o impacto no setor

A crítica mais contundente que circula entre lideranças do agronegócio não se limita ao episódio da viagem. O ponto central é que Flávio Bolsonaro, mesmo ocupando uma cadeira no Senado, pouco atuou em pautas consideradas prioritárias para o campo, com destaque para a renegociação das dívidas rurais, tema que mobiliza produtores e parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Para integrantes do setor, as exceções ao tarifaço que aliviaram o impacto imediato sobre o agro tornaram ainda mais evidente a oportunidade perdida: em vez de liderar uma agenda econômica relevante para seu eleitorado, o senador optou por um caminho que o afastou das demandas concretas do setor.

A avaliação é que Flávio Bolsonaro vem perdendo espaço junto ao agronegócio, um dos pilares históricos da base bolsonarista.

Contexto da crise comercial e tarifaço

As críticas se inserem num cenário de tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. O governo de Donald Trump impôs uma tarifa de 25% sobre produtos importados, mas decidiu excluir da medida uma série de itens relevantes para o agronegócio brasileiro: carne bovina, pescados, café e alguns segmentos da madeira ficaram fora da sobretaxa, o que reduziu o impacto imediato sobre boa parte do setor.

Para parte das lideranças do agro, as isenções também refletem interesses do próprio governo Trump: a leitura é que a Casa Branca evitou sobretaxar produtos cujo aumento de preços poderia gerar desgaste interno junto aos consumidores estadunidense, como café e carne, o que relativiza qualquer narrativa de vitória diplomática brasileira.


Leia mais sobre Flávio Bolsonaro



Source link

Postagens Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *