Tarcísio ataca Haddad, que rebate: “Situação de SP só não é pior por causa da ajuda de Lula”
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- O governador de São Paulo, Tarcísio, atacou publicamente o ex‑ministro Fernando Haddad.
- Haddad rebateu, dizendo que a situação do estado só não é pior graças ao apoio do presidente Lula.
- A troca de acusações ocorreu no contexto de debate político sobre a gestão de São Paulo.
Depois de o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) ter afirmado, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes nesta terça-feira (5), que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad “quebrou o país” e “não trabalhou durante três anos”, o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo rebateu os ataques.
Em nota, Haddad disse que Tarcísio está “destruindo as finanças” de São Paulo e que a situação fiscal só não é pior por causa da ajuda do governo Lula e da venda de patrimônio público por parte da gestão paulista em “certames duvidosos”.
“O governador insiste que o estado tem R$ 23 bilhões de caixa bruto em 2025, mas não conta o detalhe de que esse caixa bruto, após descontadas as obrigações já contratadas e os restos a pagar, deixa um saldo líquido de caixa de apenas R$ 5,4 bilhões”, apontou Haddad.
O ex-ministro da Fazenda argumentou ainda que o governo Lula recebeu da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) uma peça orçamentária “fictícia”. “Somando isso aos calotes nos precatórios, nos governadores e no Bolsa Família, o déficit entregue por Bolsonaro a Lula foi de mais de R$ 200 bilhões”, explicou Haddad. “O que o governador Tarcísio de Freitas está fazendo em São Paulo é o que seu padrinho fez no plano federal.”
Chapa de Haddad em São Paulo
Enquanto Tarcísio de Freitas fechou sua chapa para a disputa do governo de São Paulo nesta terça-feira (5), com André do Prado (PL) como pré-candidato ao Senado e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro na suplência, em dobrada com Guilherme Derrite (PP), segue a dúvida sobre quem vai concorrer junto com Haddad.
Para o Senado, os nomes de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) seguem sendo os mais fortes. Nesta segunda-feira (4), Márcio França, que também pleiteia uma vaga, admitiu que poderia assumir a suplência.
“Eu aceitaria ser suplente da Marina ou da Simone. Toparia qualquer uma das posições pelo objetivo maior, que é a reeleição do presidente Lula (PT), e tenho a expectativa de que elas fariam o mesmo”, disse França ao G1.
À CNN, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que o partido reivindica a vaga de vice do ex-ministro da Fazenda.
“O PDT não está contemplado na chapa e reivindica a vaga de vice do Haddad”, afirmou. A sigla teria apresentado três nomes para Haddad: o ex-prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri, e os sindicalistas Antonio Neto, da CSB, e Miguel Torres, da Força Sindical.
