Sobe para 5 número de mortos após prédio em construção desabar sobre casa em SP
Bombeiros tentam localizar vítimas que seguem desaparecidas; caso ocorreu na zona leste da capital paulista
13 set
2026
– 09h36
(atualizado às 10h52)
Subiu para cinco o número de pessoas mortas após um prédio em construção desabar sobre uma casa, na Penha, zona leste de São Paulo. O corpo da terceira vítima foi localizado em meio aos escombros na noite deste sábado, 12. Na manhã deste domingo, 13, mais dois corpos foram retirados do local.
Por volta das 10h45 deste domingo, 13, duas outras vítimas foram retiradas dos escombros. Segundo o Corpo de Bombeiros, das oito vítimas envolvidas no desabamento, duas foram resgatadas com vida (uma criança de 5 anos e um homem adulto) e cinco foram localizadas em óbito (3 mulheres e 2 homens). As equipes seguem atuando nas buscas por uma criança de 7 anos, que permanece desaparecida sob os escombros.
Ainda nas primeiras horas de trabalho de resgate, as equipes retiraram dos escombros cinco pessoas, sendo duas delas vivas: um homem e uma menina, cujo resgate foi registrado em vídeo pela Corporação. Ambos tinham ferimentos leves, como contusões e escoriações, e foram socorridos ao Pronto-Socorro do Tatuapé.
As outras duas vítimas fatais são mulheres, uma delas estava grávida. No local, permanecem 22 viaturas, 70 bombeiros e um cão de busca e salvamento. As equipes contam ainda com o apoio de maquinário para a movimentação de peças de maior porte, permitindo o acesso seguro dos bombeiros às áreas de busca.
Desabamento
A queda da edificação de 12 andares ocorreu na Rua Tequici, por volta das 2h. No imóvel atingido estavam oito pessoas. Um vídeo obtido pela reportagem mostra o momento da queda.
Em uma coletiva de imprensa realizada no início da tarde de sábado, o governador Tarcísio de Freitas informou que a obra estava embargada por problemas de “falta de compatibilidade com a execução versus aquilo que tinha sido autorizado”, que não é possível, neste primeiro momento, relacionar a queda com a questão das chuvas intensas que atingiram a região nesta madrugada.
“É também complicado relacionar isso com a questão da chuva. Pode ser que a gente tenha problemas de outra natureza, até porque a informação que a gente tem preliminar é da construção de andares a mais do que aquilo que tinha sido autorizado inicialmente no projeto”, esclareceu.
Tarcísio informou ainda que, aparentemente, o projeto é de alvenaria estrutural e não se sabe a condição de fundação. “É uma coisa que os laudos vão ter que apontar lá na frente, a investigação vai ter que mostrar”.
