Sessão do STF que decidirá sobre investigação contra Moraes terá segurança reforçada

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal prepara um esquema especial de segurança para a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para terça-feira (15), quando a Corte deverá decidir sobre a abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O planejamento prevê reforço do policiamento, uso de drones, monitoramento por câmeras e eventuais bloqueios nas proximidades da Praça dos Três Poderes caso sejam identificadas manifestações.
A célula de inteligência da segurança pública do Distrito Federal já foi acionada para acompanhar a movimentação na região e avaliar possíveis cenários de risco. Uma reunião com integrantes do STF está prevista para segunda-feira (14), quando deverão ser definidos os detalhes da operação. A operação deverá contar com o apoio do DF360, programa que integra câmeras públicas e particulares para vigilância local.
O planejamento prevê ainda o uso de drones a partir da noite de segunda-feira (14), véspera do julgamento, e durante a manhã de terça (15). Os equipamentos serão utilizados para acompanhar a movimentação de pessoas e veículos nas proximidades da Praça dos Três Poderes. Pontos de bloqueio para evitar a aproximação de manifestantes também poderão sem implantados durante o julgamento.
Caso não sejam registradas manifestações, a tendência é concentrar o esquema no reforço do policiamento ostensivo no perímetro da praça e nas proximidades do anexo do STF. O formato definitivo da operação será estabelecido após a reunião de segunda-feira, considerando as informações de inteligência reunidas até então.
Tentativas de desvio de foco
A sessão extraordinária do STF marcada pelo presidente da Corte, Edson Fachin para a próxima de terça-feira será dedicada exclusivamente à análise do relatório da Polícia Federal que aponta Moraes como um dos interlocutores do empresário Daniel Vorcaro. O documento está relacionado ao pedido do ministro André Mendonça para investigar a atuação de Moraes e sua relação com o dono do Banco Master.
O julgamento chegou a ser alvo de questionamentos dentro do próprio STF. O ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, havia pedido ao presidente do tribunal, Edson Fachin, o adiamento da sessão. Já o ministro Alexandre de Moraes, alvo do julgamento, havia pedido que o relatório da PF relacionado ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo, fosse analisado na mesma ocasião – o que foi negado por Fachin neste sábado (12). O caso envolvendo Mendonça foi separado e está previsto para ser analisado pelo Plenário do STF em 23 de setembro.
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