Sérgio Xavier acertou, a CBF (como sempre) errou e o São Paulo acabou

Sérgio Xavier acertou, a CBF (como sempre) errou e o São Paulo acabou


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  • Sérgio Xavier disse que a CBF errou ao não preservar a memória do futebol brasileiro, prejudicando o São Paulo.
  • A entidade tem a obrigação institucional de zelar pela história do esporte, mas tem sido alvo de críticas por falhas recentes.
  • Na última Copa do Mundo, a Argentina usou faixa preta em homenagem ao capitão Rattin, falecido um dia antes, e o zagueiro Brito morreu durante o torneio.
  • Observadores apontam que ídolos como Pelé e Garrincha estão cada vez mais ausentes do debate público.

No início do jogo São Paulo 1 x 2 Bragantino, o jornalista Sérgio Xavier disse que a CBF havia sido insensível ao não determinar um minuto de silêncio pela morte de Luiz Carlos Barreto, um dos maiores produtores do cinema brasileiro e que também foi um fotógrafo de alta qualidade. Pela revista O Cruzeiro, ele fotografou as Copas do Mundo de 1958 e 1962, quando o Brasil se tornou o primeiro bicampeão mundial de futebol, com títulos seguidos. Feito não alcançado por ninguém mais até hoje.

Está certo o Serginho. Uma das obrigações da CBF é zelar pela memória do futebol brasileiro. Mas, o que se pode esperar desta entidade decrépita? Na última Copa do Mundo, recém terminada, a Argentina jogou uma das partidas com um tarja negra no braço dos jogadors, em homenagem a Rattin, capitão de 1966, que havia morrido um dia antes. Pois bem. Brito, zagueiro campeão mundial de 1970, também morreu durante a Copa. E nada de homenagem.

Grandes craques brasileiros estão sendo apagados da memória coletiva. Pelé nunca foi tão contestado como durante este mês. Foi tratado como um qualquer. Garrincha já foi esquecido das grandes discussões futebolísticas, logo haverá um brasileirinho desinformado dizendo que Di Maria foi melhor. E a CBF não faz nada. Não defende este patrimônio que é o futebol brasileiro, este nosso soft power. O que pode fazer? Produzir vídeos, filmes, contratar escritores para escrever livros, distribuir panfletos pelas escolas do mundo afora. Alguma coisa o homem de Roraima precisa fazer, antes de ser derrubado como tantos outros.

E o jogo?

O São Paulo fez um belo gol de falta e levou a virada no segundo tempo.

Nada estranho, são dois times equivalentes hoje em dia,

Mas o que assusta é a fragilidade total do São Paulo, um clube à deriva, abandonado, endividado, pilhado por quem deveria respeitá-lo;

O São Paulo não vai acabar. Nem a Portuguesa acabou, me lembra o grande amigo Moacyr.

Vai resistir, mesmo sendo obrigado a jogar para seis mil torcedores, enquanto seu estádio vira palco de show. Este é mais um episódio de uma série lamentável e vergonhosa, ladeira abaixo.

Mas acabou como farol que já foi, como exemplo de organização, de ousadia, de empreendedorismo. Acabou e nunca voltará a ser. Hoje, seus torcedores precisam rezar para que este mesmo jogo, contra o Furacão, no segundo turno, não valha a permanência na Série A. Que este enorme problema tenha se resolvido antes. Se possível, claro.

E é difícil ser possível com um presidente neófito, com um executivo de futebol estreando na profissão, com jogadores veteranos, com artilheiro em jejum, com contratações de desconhecidos. O São Paulo, hoje, é o time que troca Cédric por Buta. Que contrata e não pode escalar porque está punido pela Fifa por calote. Mais um.

O São Paulo não vai escapar do rebaixamento por suas qualidades e sim, se escapar, por erros de outros times como Santos, Vasco, Chapecoense, Remo, Internacional, Grêmio e Mirassol. Uma reunião de equipes menores e outras, que, como ele, não respeitam o seu passado.




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